Dia Mundial da Adoção: Programa ‘Um Lar pra Mim’, do Governo do Estado, já beneficiou 1050 crianças

Famílias participantes da iniciativa recebem auxílio de três a cinco salários mínimos

by Lívia Nascimento

A professora Márcia Regina e seus filhos | Foto: Philippe Lima – Governo do Estado

Estado do Rio – Nesta quinta-feira (9), data em que se comemora o Dia Mundial da Adoção, o programa estadual  ‘Um Lar pra Mim’ celebra um marco importante: 1050 crianças já encontraram uma nova casa desde sua criação. O programa do Governo do Estado completa 23 anos de atuação no dia 8 de dezembro.

A iniciativa tem como  objetivo incentivar servidores do Estado concursados a adotar crianças e adolescentes provenientes de abrigos, com idades entre 5 e 18 anos, ou que possuam necessidades especiais. Atualmente, o programa conta com 355 benefícios ativos. Desde seu início, 520 servidores deram entrada no requerimento para adoção.

“O programa é um exemplo de solidariedade e responsabilidade social. Ele não apenas proporciona um futuro brilhante para crianças e adolescentes desfavorecidos, mas também enriquece a vida dos servidores que abrem seus corações e lares para essas crianças. E essa é uma prova de que o serviço público cumpre o seu papel e pode ser uma força incrível para o bem”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Segundo o chefe do Executivo fluminense, o ‘Um Lar pra Mim’ é mais do que um programa de incentivo à adoção: é uma demonstração de solidariedade e amor ao próximo. Os servidores estaduais que proporcionam um ambiente familiar para essas crianças e adolescentes, comprovando que seus direitos fundamentais como educação, acesso à saúde e cultura estão assegurados, recebem um auxílio-adoção que varia entre três e cinco salários mínimos mensais. Para crianças com patologias ou deficiências, o Estado garante esse benefício de forma vitalícia.

“O ‘Um Lar pra Mim’ tem transformado vidas, criando laços fortes e oportunidades brilhantes para crianças que antes enfrentavam incertezas em abrigos. É gratificante ver o sorriso no rosto dessas crianças quando finalmente encontram um lar amoroso”, disse Eliane Macedo, assistente social e coordenadora do programa.

O jovem Lucas, de 17 anos, entre os pais |Foto: Philippe Lima – Governo do Estado

Adoção na pandemia

As histórias de sucesso do programa são numerosas. Lucas, de 17 anos, fazia parte de um abrigo e já havia sido acolhido e devolvido. Quase sem esperanças para ganhar um lar, ele conheceu o casal Rodrigo e Gislane. Hoje, com quase quatro de convivência com o pai e a mãe, Lucas sabe que encontrou o seu lugar.

“No início eu fiquei na dúvida, com medo de mais uma rejeição, eu tinha 13 anos e a esperança de ganhar um lar era quase nada. Mas hoje eu estou feliz e tenho certeza de que aqui é o meu lugar”, disse o adolescente, que cursa o segundo ano do ensino médio, em São João de Meriti, onde mora.

Para o pai do Lucas, o professor de Matemática  Rodrigo Fernando, o período da adoção foi complicado, bem no meio da pandemia. Ele e a esposa não tiveram tempo de adaptação. O abrigo precisava fechar as portas, e o casal queria o Lucas.

“Foi um desafio, a gente pensa que só a criança tem que desconstruir, só que não. O adulto, principalmente, também precisa desconstruir muita coisa. Vamos aprendendo todos os dias um com o outro. Não vou dizer que é fácil, mas é tudo muito prazeroso. E a gente está muito feliz, o Lucas veio pra somar na nossa vida, e nós também viemos somar na vida dele, nós precisávamos disso. O programa ‘Um Lar pra Mim’ é importantíssimo, ele esclarece, apoia emocionalmente e ajuda financeiramente na criação daquele filho. Ele fornece todo o suporte pra adoção responsável”, declarou Rodrigo Fernando de França Pereira.

No caso dos servidores, o auxílio-adoção dura até que a criança ou adolescente complete 21 anos, sendo prorrogado até os 24 anos, se comprovadas matrícula e frequência em curso de nível superior. O processo de adoção dura cerca de três anos para crianças de até quatro anos. Para a chamada “adoção tardia”, entre cinco e 18 anos, os trâmites costumam ser um pouco mais rápidos.

Depois da adoção concluída, os servidores ainda precisam fazer o recadastramento anual de cada criança adotada, como se fosse uma prova de vida. Documentos que comprovem a garantia dos direitos fundamentais dela, estabelecidos pelo artigo 4º do Estatuto da Criança e Adolescente, são exigidos periodicamente.

“A equipe envolvida no programa ‘Um Lar pra Mim’, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, promove avaliações da qualidade de vida dessas crianças. Os servidores adotantes precisam comprovar que o adotado, ou adotados, estejam matriculados e frequentando as aulas, que tenham convívio familiar e comunitário, acesso ao lazer, à cultura, à profissionalização, e um plano de saúde”, explicou Eliane, ressaltando que 27% dessas crianças têm algum tipo de deficiência ou patologia e precisam de um acompanhamento médico contínuo.

A coordenadora do programa, Eliane Macedo | Foto: Philippe Lima – Governo do Estado

Vínculo para toda vida

O caso da professora de Biologia Márcia Regina da Silva Santos, de 49 anos, faz parte de uma das muitas histórias de famílias transformadas pelo programa. Impossibilitada de ter filhos por uma doença do marido, ela e o companheiro decidiram partir para a adoção. Foi quando deu entrada no juizado, começou a visitar abrigos e, por fim, em vez de um, ganhou quatro filhos.

“Eles eram irmãos, três meninos e uma menina, e eu não tive coragem de separá-los. O mais novo tinha um ano e meio, a menina, três, e os outros dois, cinco e oito anos. Quando eles chegaram, eu fiquei toda boba, foi uma realização, eu queria muito ter filhos, queria uma família, queria a minha casa cheia”, contou Márcia.

Moradora de Honório Gurgel, a professora sempre viveu do próprio salário. E para criar quatro crianças, Márcia precisava de ajuda financeira. Foi quando ela soube do programa ‘Um Lar pra Mim’, para servidores do Estado do Rio de Janeiro, e se inscreveu.

“Com o programa ‘Um Lar pra Mim’ eu pude dar mais conforto aos meus filhos, educação e saúde de qualidade, e uma boa alimentação. Então, tudo isso foi e está sendo muito bom pra eles. O programa pra mim foi um benefício que veio na hora certa. Eu tive que comprar berço e um monte de outras coisas para criar uma infraestrutura pra eles. O Governo do Estado auxilia servidores que têm vontade de adotar e os incentiva a fazer o que eu fiz: adotar uma criança maior e até especiais, que precisam de um amparo e de alguém que dê amor e conforto”, declarou a professora.

Para o servidor que queira  transformar  sua vida e a de uma criança, a secretaria presta atendimento para tirar dúvidas ou formalizar as candidaturas à adoção. Basta procurar a Coordenadoria do programa ‘Um Lar pra Mim’, no prédio da Central do Brasil, no Centro do Rio, ou mandar um email para obter todas as informações: [email protected].

 

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