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Dia Nacional de Combate à Dengue: Secretaria de Estado de Saúde apresenta um panorama da doença

Matéria publicada em 21 de novembro de 2020, 13:39 horas

 


Em 2019 foram registrados 31.210 da arbovirose

Rio de Janeiro – A Secretária de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, divulgou neste sábado (21), Dia Nacional de Combate à Dengue, um panorama sobre a doença no Estado.

A doença, causada pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela, tem atingido, anualmente, a população do Estado do Rio. Só no ano de 2019, foram 31.210 casos. Para diminuir esse número, o combate ao mosquito Aedes Aegypti, responsável por transmitir a doença, é a melhor solução.

Em 2018, foram registrados 14.763 casos da doença, com dois óbitos. No ano seguinte, como já foi dito, foram mais de 30 mil pessoas infectadas e nenhuma morte. Em 2020, esse número diminui muito, com 4.339 casos e também nenhum óbito. Isso porque estamos em meio a uma outra pandemia, a da Covid-19. O porta-voz da SES, Alexandre Chieppe, explica a baixa de casos neste ano.

“A SES esperava, com base nos dados colhidos em 2019, principalmente por conta da reentrada do vírus 2 da dengue (vírus que havia circulado no Rio de Janeiro nos anos de 2007 a 2009), que houvesse um aumento de casos, porque uma parte significativa da população é suscetível a esse tipo de vírus. Mas não foi o que observamos. Isso conseguimos afirmar, porque não confirmamos nenhum óbito por dengue em 2020, até o momento no estado do Rio. Efetivamente o número de casos foi muito menor do que no ano de 2019. Há algumas hipóteses para isso ter ocorrido. Pode estar relacionado a questão do distanciamento social, de alguma forma, e ao fato de a gente ter outra epidemia concorrente, que de certa forma dificulta a entrada de um novo vírus no organismo das pessoas”, afirma Chieppe.

No entanto, essa queda não é motivo para relaxar. O verão, que começa já no próximo mês, é a estação do ano considerada a que tem mais proliferação do mosquito. Para minimizar as incidências da dengue, a SES fez uma lista de cuidados que as pessoas devem seguir:

• Verificar se a caixa d’água está bem tampada;
• Deixar as lixeiras bem tampadas;
• Colocar areia nos pratos de plantas;
• Recolher e acondicionar o lixo do quintal;
• Limpar as calhas;
• Cobrir piscinas;
• Tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários;
• Limpar a bandeja externa da geladeira;
• Limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação;
• Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado;
• Cobrir bem a cisterna;
• Cobrir bem todos os reservatórios de água.

Zika e chikungunya

Não podemos esquecer que o Aedes também é causador de outras duas doenças: zika e chikungunya. É importante alertar que o combate a proliferação do mosquito, também é uma precaução para estas arboviroses.

Em 2019, tivemos uma grande alta nos casos de chikungunya. Foram 86.187 casos, com 61 mortes. Já a zika foram 1.556 pessoas com a doença, e nenhuma morte foi registrada.

As mesmas atitudes em prevenção a dengue devem ser também usadas para evitar a zika e a chikungunya.  Aproveitem esse tempo de pandemia da Covid-19, em que muitas pessoas estão em casa, e evitem a criação de novos focos do mosquito.


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