Dias piores virão

by Diário do Vale

 

Enquanto os brasileiros decidem quem vai governar o país pelos próximos quatro anos, os economistas desenham um cenário sombrio para o Brasil e o mundo. Um relatório divulgado semana passada pelo economista chefe do Fundo Monetário Internacional, Pierre-Olivier Gourichas conclui que o pior ainda esta por vir. E será realidade no ano que vem, em 2023. Segundo o estudo do FMI as três maiores economias do planeta, Os Estados Unidos, a China e a Zona do Euro continuarão estagnadas. O crescimento da economia mundial, que foi de 3,7% este ano não vai passar de 2,7 em 2023 e isso nas previsões mais otimistas.

As causas são a Guerra na Ucrânia (Sempre ela) a desaceleração da economia da China, uma inflação crescente e um aumento do custo de vida. Os efeitos, no bolso das pessoas serão idênticos aos de um quadro de recessão econômica. No Brasil o cenário é preocupante, apesar das estimativas mirabolantes do atual ministro Paulo Guedes. Que parece viver numa ilha da fantasia. Qualquer cidadão que faça compras no supermercado, diariamente, já percebeu que a inflação voltou com força. E o dinheiro esta valendo cada vez menos.

Os alertas não faltam. Há alguns meses atrás a revista Isto É previu um futuro desastroso para o Brasil, independente de quem vença a eleição do dia 30 de outubro. Na matéria intitulada “O Brasil já tem encontro marcado com o caos social” os autores lembram que nosso país vai entrar em 2023 com o caixa estourado, total incapacidade para novos investimentos, renda em queda, juros em alta e inflação resistente. E o resultado, concluem os autores, será um quadro de desemprego generalizado, tensão e revolta social.

Sem dinheiro o governo não vai ter como gerar empregos ou manter os programas sociais atuais. E como diz o FMI, aí em cima, estamos num quadro mundial altamente desfavorável. Os mercados globais estão avessos a correr riscos. A ameaça da Rússia esta levando as grandes economias a investirem pesado em uma nova corrida armamentista. Com todo o dinheiro disponível sendo aplicado em novos sistemas de mísseis e armas de defesa. Nesse quadro não vai sobrar nada para ser investido em países periféricos como o Brasil. Podemos ter uma nova crise dos combustíveis em 2023 e o desabastecimento.

E se o leitor acha que essa turma esta sendo excessivamente pessimista basta olhar para o sul e ver o que esta acontecendo na Argentina. Onde a inflação já passou dos 100%, o desemprego é imenso e a população não tem mais nem o que comer. A televisão mostrou, outro dia, argentinos catando comida nos lixões. No Brasil a fome e a desnutrição já são uma realidade entre a população mais pobre. População que votou no Lula no primeiro turno na esperança de que o ex-presidente possa trazer de volta os benefícios e a prosperidades existentes na primeira década do século 21. Mas naquela época, quando o Brasil viveu um breve milagre econômico, a situação da economia era outra.

Hoje um novo governo Lula enfrentará a falta de apoio no Congresso e uma situação calamitosa nas finanças públicas. Mas se Bolsonaro for reeleito a situação não muda. Até piora porque o atual presidente não conta com o apoio dos líderes mundiais. Ele criou caso com meio mundo e não tem a quem pedir ajuda na hora em que o bicho pegar. E como sempre, quem vai pagar a conta vai ser o povo. O povo que vive sendo manipulado pelos líderes políticos e religiosos.

 

FMI: Fundo prevê um futuro sombrio

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3 comments

Jorge Lucas 25 de outubro de 2022, 01:50h - 01:50

… é uma teoria…

Emir Cicutiano 21 de outubro de 2022, 22:05h - 22:05

Quando me recordo que os “especialistas” previam PIB pífio para o Brasil durante 2022, e a realidade se mostrou muito diferente, eu já não acredito em projeções… Projeções essas que me lembram muito o resultado dessas pesquisas eleitorais. Parece refletir mais o interesse do avaliador do que a realidade dos fatos…

guto 21 de outubro de 2022, 16:32h - 16:32

O Lula rouba, mas faz!
Fez o Mensalão!
Fez o Petrólao!
Fez o metro na capital da Venezuela!
Fez o melhor porto em Cuba!

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