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Dilma diz que corte no Orçamento será do tamanho necessário

Matéria publicada em 19 de maio de 2015, 16:59 horas

 


Presidente defende que ‘tesourada’ ajudará o Governo Federal a ajustar contas públicas

Brasília

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo fará “o contingenciamento necessário” do Orçamento para garantir o equilíbrio das contas públicas. O anúncio dos cortes no Orçamento será na próxima quinta-feira e, segundo o Ministério da Fazenda, o valor deve variar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.
“Nós faremos o contingenciamento necessário. É um contingenciamento que tem de expressar a situação fiscal que o país vive. Então, será um contingenciamento necessário”, adiantou em entrevista após assinatura de acordos com o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que está em visita oficial ao Brasil.
“Podem ter certeza que nem excessivo, porque não tem porquê; nem flexível demais, nem frágil demais, que não seja aquele necessário para garantir que as contas públicas entrem nos eixos”, disse.
O governo ainda negocia a votação de medidas do ajuste fiscal na Câmara dos Deputados para definir a dimensão dos cortes no Orçamento, entre elas o projeto de lei que trata da desoneração da folha de pagamento das empresas, e a Medida Provisória 668, que aumenta as alíquotas de PIS e Cofins sobre importação.

Investimentos

A presidente Dilma Rousseff disse que os acordos de cooperação assinados entre Brasil e China para financiar projetos da Petrobras mostram confiança na estatal. Os novos acordos envolvem US$ 7 bilhões. Em abril, a estatal brasileira já havia obtido financiamento de US$ 3,5 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China.
“Convidei o governo chinês a participar na área de petróleo e gás de investimentos, tanto em refinarias quanto em estaleiros. [Esses acordos demonstram] Não só confiança na Petrobras, mas também ampliam a parceria que temos com empresas chinesas CNPC e COOC no Campo de Libra na extração de petróleo do pré-sal”, declarou.
A presidente deu as declarações no encerramento da Cúpula Empresarial Brasil-China, no Itamaraty. Mais cedo, no Palácio do Planalto, ela e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, assinaram um plano de ação conjunta entre os dois países, do qual fazem parte 35 atos.
Segundo Dilma, as novas oportunidades, em setores como energia renovável, mineração, infraestrutura e manufaturas, totalizam R$ 53 bilhões, olhando sob uma perspectiva de médio prazo.
De acordo com a presidente, a implementação do plano de ação conjunta contará com o suporte do acordo de cooperação entre a Caixa Econômica e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês). “Através do acordo, o ICBC vai disponibilizar recursos da ordem de US$ 50 bi de dólares, por meio de financiamentos e de fundos de investimentos”, disse a presidente.
Dentre os acordos, foi firmada a compra de 22 aviões da empresa brasileira Embraer para companhias aéreas chinesas. A parceria envolve o financiamento de 40 aeronaves. Os outros 18 aviões ainda dependem de uma segunda aprovação das autoridades chinesas em uma fase posterior.
Dilma comemorou também a liberação das vendas de carne bovina brasileira para a China. O país asiático havia embargado o produto brasileiro em 2012, em razão da detecção de um caso atípico da doença da vaca louca. (Mais sobre as relações Brasil-China na página 8)


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