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Dilma repudia ataques terroristas

Matéria publicada em 15 de novembro de 2015, 19:53 horas

 


Declaração da presidente foi dada durante reunião de líderes do Brics; presidente mandou carta a seu colega francês

Antália, Turquia- A presidente Dilma Rousseff reiterou neste domingo (15) seu repúdio aos ataques terroristas ocorridos em Paris na sexta-feira (13), na abertura da reunião de líderes do Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Expresso o meu mais veemente repúdio, que é também o de todo povo brasileiro, aos atos de barbárie praticados pela organização terrorista Estado Islâmico que levaram morte e sofrimento a centenas de pessoas de várias nacionalidades em Paris na sexta-feira passada. Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda comunidade internacional no combate sem tréguas ao terrorismo”, disse a presidente em Antália, na Turquia.

Dilma participou do encontro do Brics que precedeu o início da décima Cúpula do G20, que reúne as principais economias avançadas e emergentes do mundo. A reunião da cúpula vai até esta segunda (16).

No sábado (14), Dilma enviou uma carta ao presidente francês, François Hollande, em que expressou a solidariedade do governo brasileiro ao povo e ao governo da França e condenou os atentados de forma veemente. “Estou certa de que a nação francesa saberá enfrentar com altivez e determinação esse momento difícil, e dele sairá mais forte e coesa. Hoje, somos todos franceses”, disse, na carta.

Obama promete ‘esforços redobrados’ para eliminar o Estado Islâmico

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste domingo(15), na abertura da reunião de cúpula do G20, na Turquia, “esforços redobrados” para eliminar o grupo Estado Islâmico que reivindicou os atentados de sexta-feira em Paris.

“Vamos redobrar esforços para assegurar uma transição pacífica na Síria e para eliminar o Estado Islâmico”, afirmou Obama em conferência de imprensa após uma reunião com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na 10ª edição da Reunião anual de cúpula do G20, principais economias avançadas e emergentes do mundo.

Antália, na Turquia, é hoje o centro das decisões no combate ao terrorismo, na sequência dos atentados ocorridos na sexta-feira em Paris, que provocaram 129 mortes e deixaram 352 feridos, 99 em estado grave.

Na agenda, fixada ainda antes dos atentados de sexta-feira à noite na capital francesa, figura a guerra na Síria, a luta contra os jihadistas extremistas do autodenominado Estado Islâmico (EI) e as alterações climáticas.

Em Paris, os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde ocorria uma partida de futebol entre as seleções da França e da Alemanha.

Os membros do G20 são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, a China, Estados Unidos, França, Itália, Índia, Indonésia, Japão, México, República da Coreia (Coreia do Sul), Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Presidente da Comissão Europeia defende política de acolhimento a refugiados

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu neste domingo (15) que os atentados a Paris e a descoberta de um passaporte sírio próximo ao corpo de um dos terroristas não devem levar a uma mudança na política europeia de acolhimento de refugiados.

“Os que cometeram os atentados são exatamente aqueles de quem os refugiados fogem e não o contrário. Consequentemente, não há motivo para rever o conjunto das políticas europeias em matéria de refugiados”, disse Juncker à imprensa antes do início da Cúpula do G20 em Antália, no sul da Turquia.

Juncker se referia ao fato de os investigadores franceses terem encontrado um passaporte sírio próximo ao corpo de um dos terroristas. Segundo as autoridades da Grécia, esse passaporte foi usado por um refugiado para se registar na ilha de Lesbos, no dia 3 de outubro.

Juncker tem defendido que, devido ao fluxo sem precedentes de centenas de milhares de migrantes à Europa, cerca de metade dos quais famílias que fogem da guerra na Síria, os países membros da União Europeia acolham esses refugiados com base num sistema de cotas.

“Aquele que é responsável pelos ataques em Paris não pode ser colocado em pé de igualdade com os verdadeiros refugiados que procuram asilo”, destacou Juncker, criticando as “reações primárias” daqueles que estabelecem uma relação entre a crise migratória e o terrorismo para pôr em xeque a política migratória europeia.

O presidente da Comissão Europeia se referia às declarações feitas ontem pelo futuro ministro dos Negócios Estrangeiros do governo polonês, Konrad Szymanski. Segundo Szymanski, “as decisões, que criticamos, sobre a realocação de refugiados e imigrantes em todos os países da União Europeia têm sempre força de lei. [Mas] depois dos acontecimentos trágicos em Paris, não vemos possibilidade política de respeitá-las”.

A investigação aos seis atentados ocorridos na sexta-feira à noite em Paris tem privilegiado a chamada “pista jihadista”, tanto pela identificação do passaporte sírio quanto pelo uso, por seis dos sete terroristas, de coletes de explosivos.

Os ataques, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixaram 129 mortos e 352 feridos, segundo o mais recente balanço das autoridades francesas.

Hezbollah, Hamas e Jihad Islâmica condenam ataques do Estado Islâmico em Paris

Jerusalém

O grupo xiita libanês Hezbollah e os movimentos palestinos Hamas, no poder na Faixa de Gaza, e Jihad Islâmica condenaram no sábado (14) os atentados de sexta-feira (13) à noite em Paris. Os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, condenou “os ataques feitos pelos terroristas criminosos do Daesh em Paris”, e expressou solidariedade para com o povo francês. Nasrallah disse que o Médio Oriente também está a sofrer “o terremoto” dos grupos jihadistas, referindo-se aos ataques suicidas registrados há dois dias em Beirute que mataram 40 pessoas.

Bassem Naim, chefe do conselho para as relações internacionais do Hamas, também condenou os “atos de agressão e barbárie” e manifestou a expectativa da França poder regressar “à paz e à estabilidade”.

Nafez Azzam, membro da Comissão Política da Jihad Islâmica, condenou o que chamou de “crime contra inocentes” e “mensagem de ódio”, lembrando que “o Islã recusa matanças indiscriminadas”. A Jihad Islâmica tem como objetivo a criação de um Estado palestino e a destruição de Israel e é baseada na capital da Síria, Damasco.

Tanto o Hamas como a Jihad Islâmica são considerados organizações terroristas por Israel, União Europeia e Estados Unidos e têm sido frequentemente comparados pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ao Estado Islâmico.

Sarkozy pede “modificações drásticas” na política de segurança

Paris

O líder da oposição francesa, Nicolas Sarkozy, pediu hoje “modificações drásticas” na política de segurança do presidente François Hollande, durante uma reunião no Palácio do Eliseu após os atentados terroristas de sexta-feira em Paris.

“Disse [a Hollande] que deveríamos construir respostas adequadas, o que implica mudanças na política externa, decisões no plano europeu e uma modificação drástica da nossa política de segurança, no respeito das nossas convicções”, declarou Sarkozy à saída do encontro com o presidente francês.

Sarkozy disse ter apresentado várias propostas a Hollande sobre segurança interna e pedido que se tirem “conclusões das falhas” de segurança e sejam adotados novos dispositivos, alertando para a necessidade de serem tomadas medidas preventivas com vista à próxima Conferência do Clima (COP-21), em Paris.

Segundo ele, os atentados que causaram a morte de 129 pessoas e deixaram 352 feridos exigem que todos assumam as suas responsabilidades no que se refere à segurança do povo francês.

“A única coisa que conta é que amanhã os franceses se sintam seguros. Temos que realizar mudanças que permitam garantir a segurança”, enfatizou.

No plano internacional, o líder da oposição francesa afirmou que é necessário “apurar as consequências do conflito na Síria” com ajuda internacional, sobretudo dos russos, para combater o Estado Islâmico.

Sarkozy adiantou que a Europa tem que ganhar forças e determinar as condições de uma “nova política de migração”.

O ex-presidente francês foi o primeiro a participar de uma série de consultas que Hollande começou a fazer com os principais líderes políticos no intuito de encontrar “unidade nacional” após os atentados


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3 comentários

  1. Dilma não pode responder aos comentários pois está estocando vento.

  2. Só pode ser piada mesmo kkkkk, e o TERRORISMO que essa senhor implantou no Brasil. …kkkkk
    Não tem moral nenhuma pra falar …kkkkk.

  3. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!
    Olhem quem fala: BIN DILMA dos anos 60.
    É brincadeira!!!!!!!

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