quarta-feira, 24 de abril de 2019

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E “A ilha no topo do mundo”

Matéria publicada em 24 de março de 2019, 08:14 horas

 


A versão Disney do mito do paraíso perdido e encontrado

Perigo: O paraíso fica no ártico

Na década de 1970 o cinema americano andava apaixonado pela ideia do paraíso perdido. Em 1974, um ano depois da versão musical do “Horizonte Perdido” aí ao lado, os estúdios do Mickey mandaram para os cinemas a aventura épica “A ilha no topo do mundo”. Um filme que captura o espirito dos antigos romances de Júlio Verne, mas que foi baseado num romance contemporâneo de Ian Cameron.

“A ilha no topo do mundo” foi um dos últimos filmes feitos com as técnicas tradicionais de trucagens. Antes da era moderna dos efeitos de computador. Peter Ellenshaw, filho do célebre Harrison Hellenshaw, criou um mundo mágico de cavernas de gelo, vulcões em erupção, cemitérios de baleias e uma ilha coberta de nuvens que impressionam pela beleza quase meio século depois.

O filme narra as peripécias de uma expedição ao ártico, no início do século vinte. A viagem é organizada pelo britânico Sir Anthony Ross, que procura por seu filho desaparecido. O rapaz sumiu enquanto procurava por uma aldeia viking escondida num vale vulcânico. A velha ideia do paraíso perdido escondido num canto remoto do mundo. Mas ao contrário do Shangri-la, os nossos viajantes não encontram paz na ilha perdida. E sim muito perigo, correrias e perseguições.

O romance de Ian Cameron se passa em 1960 e os personagens viajam para o Ártico de helicóptero. Os roteiristas de Disney acharam melhor situar a história em 1907 e substituir o helicóptero por um charmoso dirigível francês, o Hyperion. O nome é uma referencia a avenida Hyperion em Los Angeles, onde ficava o primeiro estúdio de Walt Disney.

Seguindo as baleias que migram para o norte, os aventureiros chegam à ilha nublada. Onde encontram uma comunidade de vikings descendentes de Erik o Vermelho, o descobridor da Groenlândia. Os nórdicos não gostam nem um pouco de visitas e estão dispostos a matar os forasteiros para preservar seu segredo. O que leva nossos heróis a uma fuga espetacular por entre vulcões e geleiras. Já não se fazem mais filmes assim hoje em dia.


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