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‘Em abril o sistema de saúde entrará em colapso’, diz Mandetta

Matéria publicada em 20 de março de 2020, 20:24 horas

 


Ministro prevê que a pandemia deve ganhar força até junho e registrar queda em setembro

Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministros de Estado participam de videoconferência com representantes da Iniciativa Privada.

Brasília – O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta sexta-feira, 20, que até o final de abril o sistema de saúde brasileiro vai entrar em colapso pela epidemia do novo coronavírus.
– Claramente, em final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. Colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar (nos hospitais) – afirmou Mandetta, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Eles participam de videoconferência com empresários sobre medidas de enfrentamento ao coronavírus.
O ministro disse que pretende atuar para tentar evitar esse provável cenário.
– A gente está modelando para ver se trabalhamos com algumas interrupções, segurando o máximo dos idosos que são quem leva ao colapso do sistema – afirmou.
Mandetta disse que o padrão de transmissão do vírus é “muito competente”. De acordo com ele, a curva de transmissão do novo coronavírus ainda vai iniciar nos próximos 10 dias e o aumento de casos deve ter subida rápida em abril, maio e junho. O ministro previu a queda da curva de infecção só em setembro.
– Mais difícil do que fechar um shopping é saber quando reabrir – disse o ministro.

Cloroquina
O ministro também afirmou que o País “já validou” e está fornecendo a cloroquina, medicamento que mostrou resultados promissores em testes para tratamento contra a covid-19, para pacientes mais graves.
– Já validamos, temos capacidade de produção, já estamos produzindo e está na prateleira dos pacientes graves – disse.
O medicamento é registrado no Brasil para tratamento de artrite, lúpus e malária. Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, apesar dos resultados dos testes em relação a nova doença, “não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento”.
Mandetta explicou ainda que 700 mil médicos devem ser convocados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu que os 2 mil médicos voluntários se apresentem ao aos conselhos regionais para serem convocados. “Estamos em todos os Estados com crescimento igual (do coronavírus) e isso nos preocupa, porque podemos ter uma epidemia em paralelo.”
Com o crescimento de casos de novo coronavírus no Brasil, o governo federal tem discutido os cenários para enfrentar a epidemia com a indústria de produtos para saúde. Na projeção mais pessimista, com quadro similar ao que ocorre na Itália, a ideia é instalar até 20 mil novos leitos para atender pacientes do vírus. O número foi apresentado em reuniões recentes do Ministério da Saúde e do gabinete de crise instalado no Planalto
O governo e o setor de saúde têm tentado encontrar soluções para montar estas estruturas. Até agora, o governo só anunciou a contratação de equipamentos para montar 2 mil leitos. Os Estados também têm aberto espaços por conta própria. Nesta sexta-feira, 20, o ministério publicou portaria para custear — diária de R$ 800 — 2.540 leitos, que são a soma do previsto até aqui pelo governo Bolsonaro e o já instalado pelos governadores.
Os leitos de UTI funcionam com cama, monitor multiparamétrico (para medir sinais vitais), bomba de infusão, oxímetro de pulso e respirador, entre outros produtos. Para chegar ao número máximo de leitos, o governo já avalia usar hospitais de campanha e até requisitar espaços da rede privada.

Mais recursos
O presidente Jair Bolsonaro anunciou a liberação imediata de R$ 8 bilhões em emendas parlamentares individuais e de bancada para a área da saúde. A decisão foi tomada em meio à pandemia do novo coronavírus.
– Em comum acordo, os parlamentares abriram mão de R$ 8 bilhões [de emendas] individuais e de bancada. Recurso esse que vai diretamente para o Ministério da Saúde, para que dessa forma medidas sejam tomadas no combate ao vírus – disse o presidente.
Líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) explicou que os recursos que seriam liberados ao longo do ano serão liberados de uma vez só.
– Ele iria liberar até o fim do ano. A crise é agora. Não adianta ter uma liberação de uma emenda no final do ano para a saúde para comprar um respirador. Você precisa de um respirador agora. O movimento é esse – exemplificou Gomes.
– Os recursos serão priorizados e liberados agora. São recursos de emendas individuais e de bancada – emendou.
Durante o anúncio, Bolsonaro afirmou que os parlamentares estavam, em comum acordo, “abrindo mão” de suas emendas. Mas um deputado aliado explicou que não se trata de abrir mão de emendas, mas de uma antecipação do pagamento de emendas cujos beneficiários, da área da saúde, já foram indicados pelos parlamentares.
Em sua fala, o presidente defendeu que a “economia não pode parar” e voltou a ver exagero em medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas por governadores.
– O Brasil precisa continuar se movimentando, mexendo com a sua economia, senão a catástrofe se aproximará de verdade – afirmou
Bolsonaro lembrou que fechamento de aeroportos, como o anunciado pelo governador fluminense Wilson Witzel, é uma prerrogativa do governo federal.
– Estamos acertando para que um estado não haja diferente dos outros e que não bote em colapso o setor produtivo. Não adianta produzir em um lugar e você não ter onde entregar no outro – disse o presidente.

Economia
Bolsonaro lembrou que o Brasil tem mais de 11 milhões de desempregados e que esse contingente de pessoas sem trabalho aumentará.
– Esse número vai crescer, mas se crescer muito, outros problemas colaterais surgirão. E, com toda a certeza, o mal que pode ocasionar esse congestionamento, pode ser até maior do que do vírus – disse.
O ministro da Saúde também destacou a necessidade de avaliar os impactos das medidas de restrição de circulação na economia. Ele defendeu que decisões sobre fechamento de aeroportos ou rodovias sejam tomadas pelo governo federal, de forma “centralizada”.
Segundo o ministro, uma reunião ainda nesta sexta dará uma posição a Bolsonaro sobre a possibilidade de decidir centralizar as decisões sobre linhas de transportes.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, que participou por vídeo da reunião, afirmou que o Brasil enfrenta duas crises, uma de saúde e outra econômica, e defendeu que a crise de saúde é a prioridade do momento.
Por videoconferência também participaram Abílio Diniz, presidente do Conselho da Administração da Península Participações; Candido Pinheiro, presidente do Conselho de Administração da Hapvida, Carlos Sanchez, presidente do EMS e Presidente do Conselho de Administração do Grupo NC; Carlos Zarlenga, presidente da GM da América do Sul; Christian Gebara, Presidente e presidente da Vivo; David Feffer, presidente do Conselho de Administração da Suzano S.A; Edson Queiroz Neto, presidente Grupo Edson Queiroz; Elie Horn, fundador e presidente do Conselho de Administração da Cyrela; Eugênio De Zagottis, vice-presidente do grupo Raia Drogasil e presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drograrias (Abrafarma); Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo S.A; Jean Jereissati Neto, presidente da AMBEV; Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines Brasil; Juliana Azevedo, presidente da Procter & Gamble Brasil; Lourival Nogueira Luz Junior, presidente da BRF; Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; Marcelo Melchior, presidente da Nestlé; Martus Tavares, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Bunge Brasil; Patrick Mendes, presidente do Grupo ACCOR; Paulo Moll, diretor da Rede D’Or; Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan; e Thierry Fournier, delegado eral da Sain Gobain no Brasil, Argentina e Chile.
Por Felipe Frazão, Marlla Sabino e Emilly Behnke


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4 comentários

  1. Avatar

    O Brasil gastou aproximadamente 1 bilhao de reais na construçao de ELEFANTES BRANCOS na Copa e nas Olimpiadas…. Muitos jornalistas avisaram da importancia de destinar esse dinheiro para a construçao de hospitais e maternidades! Foram ridicularizados pelos criminosos petistas que queriam torrar dinheiro na Copa da Ladroagem e nas Olimpiadas da roubalheira!
    Hoje temos estadios de futebol enormes, por exemplo, em Brasilia e no Amazonas, mas, no entanto, sem publico, pois esses estados nao tem times na primeira divisao!

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      Apareceu novamente Mirian Leitão do DV? Estava com vergonha alheia pelo seu presidente? Mas parece que não consegue esquecer os velhos hábitos de procurar defeitos e erros nos governos que não tem simpatia. Os erros das construções de estádios no passado não justifica a situação atual. Não me venha com esse blá, blá , blá novamente. Os que se enriqueceram nas construções dos estádios financiaram o golpe e a emenda constitucional 95/16 que congelou investimentos na saúde por vinte anos. Somente em 2018 em função desse ato criminosos foram retirados 20 bilhões da saúde,isso mesmo três duas vezes e meia o que foram utilizados para construir os estádios. Os políticos que aprovaram esse crime são os mesmos que votaram a favor do golpe e fazem parte da bancada desse despreparado que nos governa. Deixe de conversa e nos poupe dessa indignação seletiva. Infelizmente todos iremos sofrer e felizmente quando sairmos dessa , essa famiglia será apagada da política nacional.

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      Deixa de ser mentiroso, nem houve golpe nem ato criminoso em congelar o Orçamento! Houve molecagem do Lula, que querendo fazer obras para ingles ver, se esqueceu dos brasileiros!
      Voce como petista devia pedir para o Bolsonaro preparar os outros ELEFANTES BRANCOS criados pelo Lula em alguma coisa para o povo brasileiro!
      Nem foi por falta de aviso que o Brasil torrou dinheiro em estadios de futebol inuteis para realizer a Copa da Roubalheira e nem por falta de aviso que o Brasil gastou dinheiro que nem tinha para organizer as Olimpiadas da Ladroagem! Eram esses os nomes que os bons jornalistas usavam para descrever os gastos de Lula e Dilma!
      Esse foi o legado do Lula e da Dilma que vai matar milhares de pessoas, gastaram o dinheiro que nem tinhamos e agora vai faltar para salvar vidas do coronavirus!
      Foram gastos 800 milhoes de dolares, ou seja, mais ou menos 5 bilhoes de reais na construçao do estadio Manuel Garrincha em Brasilia, no governo corrupto de Agnelo do PT, ele foi preso e varios outros petistas! E Brasilia nem tem time na primeira divisao nem na segunda divisao… Contudo a manutençao do estado deixa horrorizado os contribuintes… conta de agua de 5 milhoes mensais, por exemplo! Agora, pelo menos, esse ELEFANTE BRANCO vai ser transformado em hospital de campanha!
      O que dizer do moleque Lula, que gastou o dinheiro que nem tinha para agradar os gringos se esquecendo do povo brasileiro, que no final das contas paga a conta!

  2. Avatar

    Tem 520 anos que o sistema já entrou colapso.

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