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Entidades repercutem manutenção da Selic no menor nível da história

Matéria publicada em 20 de junho de 2019, 09:32 horas

 


Entidade que representa indústria cobra redução de gastos públicos

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu na última quarta-feira(19), por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano. É a décima vez seguida que a taxa se mantém inalterada. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o BC só poderá reduzir a Selic após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A entidade cobrou engajamento do governo para mudanças na legislação que reduzam os gastos públicos.

“A decisão mostra a cautela do Banco Central em relação à tramitação da reforma da Previdência e aos possíveis impactos sobre as variáveis econômicas, como o câmbio, o déficit nas contas públicas e o investimento”, informou a CNI em comunicado.

Para a entidade, existe um ambiente favorável à redução dos juros porque a inflação continua abaixo da meta e porque a economia segue com crescimento baixo. “No plano doméstico, diminuíram as pressões sobre os preços e a inflação continua abaixo da meta, e as dificuldades de recuperação da atividade indicam que a economia crescerá menos de 1% neste ano. Além disso, o desemprego continua alto, o que compromete o consumo das famílias”, ressaltou a confederação.

De acordo com a CNI, no cenário internacional, a desaceleração da economia mundial estimula o corte de juros em países emergentes, como o Brasil, antes mesmo de o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, voltar a cortar as taxas. “A queda dos juros é fundamental para estimular os investimentos, o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico e a criação de empregos”, conclui o comunicado.

Firjan
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) se posicionou argumentando que havia condições para uma redução da taxa, com objetivo de estimular o quadro econômico. “A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação”, sustentou a entidade.

A Firjan reiterou, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência, com a inclusão de estados e municípios, “é condição fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e a retomada do crescimento sustentável. Sem isso, corremos o risco de voltar a conviver com um ambiente de baixo crescimento e inflação e juros altos”.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para o fim de julho.

FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgou uma nota dizendo que aprova a decisão do Copom de manter a taxa Selic em 6,5%. “Para a entidade, a decisão foi sábia e aponta um BC [Banco Central] não influenciado pela empolgação do início do ano, tampouco pelo ambiente conturbado dos últimos meses, e deve manter o equilíbrio ao longo deste primeiro semestre” , informou a entidade.

A FecomercioSP avalia que, com o avanço e possibilidade de aprovação da reforma da Previdência no Congresso em 2019, existe a possibilidade da taxa Selic cair no fim do ano, podendo ficar abaixo de 6% em dezembro. “É importante ressaltar que a entidade apoia o processo de redução de juros diante de um cenário econômico mais tranquilo, com a inflação controlada.”

*Informações cedidas por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil


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3 comentários

  1. Avatar
    Meu nome é Zé Pequeno!

    “A inflação continua abaixo da meta…” onde ocorre isto?
    Basta ir aos supermercados e comércio para verificarmos que a realidade não é o que falam nem escrevem, afinal papel aceita tudo.

  2. Avatar

    Se a SELIC ficar abaixo dos 6%, muitos investidores irão preferir investir na poupança, pois irão ter mais controle do seu dinheiro, diferente da SELIC que você só pode mexer no seu dinheiro sem ficar no prejuízo depois do vencimento do título, que mesmo sendo a curto prazo, não tem a mesma praticidade da poupança. E se isso acontecer o país vai perder ainda mais, sem os investidores.
    Na minha opinião é inviável a taxa ficar abaixo dos 6%

  3. Avatar

    COPOM quer dizer reunião de banqueiros implicitamente.

    A SELIC está baixa pq o país não cresce e por isso os banqueiros não têm de onde tirar, aí eles abaixam a taxa. Ao contrário, com o pais crescendo, certamente a SELIC estaria alta com os banqueiros metendo a mão e impedindo os empreendedores de se aproveitarem de recursos baratos em ambiente favorável.

    A SELIC precisa ser mais previsível e os banqueiros têm que compreender e garantir isso. Haja o que houver a taxa tem de estar a mesma coisa no final de 12 meses. Nos E U A a taxa raramente varia depois de 6 meses. Aqui é de mês em mês praticamente. Aí não há economia que aguente tanta variação. Não há empreendedor que consiga programar a vida de sua empresa.

    Por ex. um empreendedor planeja vender seu produto considerando o que tem de investimento e para determinado cliente tbm empreendedor. Se os banqueiros fazem oscilar a taxa conforme suas ganâncias, o empreendedor do ex. ficará sem norte pq o seu cliente tbm ficará desnorteado.

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