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Escolas particulares defendem volta das aulas presenciais e professores temem pandemia

Matéria publicada em 8 de dezembro de 2020, 16:52 horas

 


Debate vale para todo o Estado do Rio e está sendo promovido pela Alerj; retorno na rede pública será discutido na próxima semana

Alerj discute, em audiência virtual, retorno às aulas presenciais

Rio – O debate sobre o esquema de ensino nas escolas particulares do estado em 2021 mostrou que os sindicatos de profissionais e o patronal estão em posições antagônicas. Em audiência pública virtual realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (08/12) foram expostos dados científicos sobre a pandemia do coronavírus e ouvidos gestores de saúde pública, representantes de escolas particulares, professores e estudantes. Na próxima terça (15/12) será discutido o próximo ano letivo na rede pública de ensino.

Para o presidente da comissão, deputado Flávio Serafini (PSol), a discussão é necessária por envolver diversos aspectos importantes. “Estamos enfrentando muitos desafios. Como conseguir coordenar o direito à vida e o direito à educação? Estamos em um país onde alguns não têm acesso à educação. O direito à vida se sobrepõe, mas estamos em uma pandemia e precisamos nos organizar”, frisou o parlamentar.

O Sindicato das Escolas Particulares do estado (Sinepe-RJ) se posicionou favorável ao retorno das atividades escolares presenciais. “Nos posicionamos pelo retorno gradual e seguro, fundamental para a preservação da qualidade de vida dos estudantes”, afirmou Fabrício de Martino, representante da instituição. Representando o Sindicato dos Professores do município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), Afonso Teixeira questionou a condição sanitária das escolas e pediu atenção aos professores. “O sindicato patronal tem que admitir as dificuldades de cumprir os protocolos, já que muitas escolas não conseguem fazer frente a estas exigências. Muitos se preocupam com a saúde só dos estudantes, e nós professores somos vistos como os que não querem trabalhar, embora estejamos trabalhando de casa exaustivamente”, criticou.

Como representante dos estudantes secundaristas do estado, o aluno Gabriel Issa disse ser contrário ao retorno do ensino presencial. “A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) mostra que milhões de estudantes moram com pessoas do grupo de risco. É evidente que, mesmo com todas as medidas sanitárias, o retorno acarretaria aumento no índice de mortes. A escola não pode ser centro de negacionismo. Os conteúdos de ensino perdidos podem ser recuperados posteriormente”, considerou.

Dados trazidos pela Subsecretaria de Estado de Saúde mostraram o grau de disseminação do vírus, hoje. De acordo com o representante da subsecretaria, André Ramos, as condições atuais indicariam a necessidade do isolamento da comunidade escolar. “Mais de 80% da população do estado se encontra atualmente sob as bandeiras vermelha ou laranja, que representam índices de contaminação elevados e preveem o fechamento de escolas”, pontuou.

Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Hermano Castro trouxe dados que indicam que há sobrecarga do sistema de saúde estadual. “O Rio de Janeiro está em uma situação muito difícil, com mais de 300 pessoas à espera de um leito hospitalar. Entre os meses de setembro e outubro houve um aumento de 40% no número de mortes fora de hospitais. Muitos serviços estão abertos, há o aumento do contágio, além de um déficit e um esgotamento dos profissionais de saúde”, alertou.

Para o deputado Flávio Serafini, discutir o preparo das unidades escolares para o próximo ano letivo é fundamental para garantir a segurança de todos. Ele destacou ainda a importância da próxima audiência pública sobre o tema, focada na rede de ensino pública. “É impossível pensar no ano de 2021 na rede pública sem planejar a inclusão digital. Não podemos cometer os mesmos erros deste ano”, considerou. Também estiveram presentes na audiência o deputado Waldeck Carneiro (PT) e representantes da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público Estadual.


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14 comentários

  1. Presidente da comissão do PSOL??? Se depender desses professores esquerdistas, não voltam às escolas nunca.

  2. Uma jovem de 16 anos morreu vítima da Covid-19 em Marilândia do Sul, no norte do Paraná, na segunda-feira (7). Giovana Campiotto testou positivo para a doença em novembro e teve uma piora rápida no estado de saúde, segundo a família.

    A mãe de Giovana, Terezinha Campioto, contou que a filha já tinha passado pelo período de isolamento, mas continuava em tratamento por causa das sequelas deixadas pela doença.

    Terezinha disse que toda a família testou positivo para a Covid-19. Após o diagnóstico, Giovana chegou a procurar atendimento médico algumas vezes, mas não precisou ficar internada.

    Na noite de segunda-feira, enquanto estava em casa, a jovem começou a passar mal. Segundo a família, Giovana foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas morreu momentos depois.

  3. Os professores querem ficar recebendo sem trabalhar. Só não sabem que dinheiro não dá em árvore. Palhaços!!!

  4. Meu Adolescente segue em casa.

    Sol no quintal e olhe lá.

    Adolescente é menor de idade , se está em festas, culpa dos pais.

    O meu tá estudando…

    Como sei?

    Tô no pé dele.

    Menor de idade estudos sempre foi e será responsabilidade dos pais.

  5. Até em países menos atrasados que o nosso já concluíram que foi um erro ter suspendido totalmente as aulas

    Não há relação entre contaminação e aula

    Cada local terá sua realidade, que mostrará um retrato da região

    Busquem ler. Não sou eu quem estou dizendo, mas infectologistas renomados no mundo inteiro

  6. Taí, explicadíssimo porque somos um país atrasado, 1º , presidente de comissão é um deputado do Psol? Aí lascou . 2º sindicatos de professores particulares? Nunca ouvi falar. 3º Japão, Coréia do sul, Estados Unidos (Tem mais casos do covid do que no Brasil), quase toda a Europa, etc. Todos estão em sala de aula , porque só o Brasil fora??? Outra coisa , as Universidades federais estão paradas , porquê? Manda cortar pela metade dos vultosos salários dos reitores e professores, quem sabe assim eles retornam.

    • Talvez porque o povo japonês obedeça regras, distanciamento, mascaras, etc.

      Aqui os pais não obedecem, tem legumes mas não é aplicada .

      Se os pais não obedecem normas, regras , imagine os filhos deles…

  7. Diversos países, até mesmo aqueles que foram muito castigados pela pandemia, não chegaram a ficar 3 meses sem aulas. Brasil é um dos poucos nessa toada
    Os prejuízos de crianças fora da escola são ENORMES! Lamentável que a razão e lógica deu lugar a histeria e medo.

    • O problema é cumprir os protocolos.

      Tentei voltar para a academia, um monte sem máscara, a academia não faz nada.

      No shopping vendedoras e clientes sem mascara, ninguém faz nada.

      No mercado idem…

      Mas a gente não sai abraçando ninguém na rua, mas crianças, fora que se pais não cumprem crianças não cumpriram.

      Vamos aguardar até março , a pandemia tá a toda tem férias, natal, ano novo , aí avaliamos a situação .

      Pode ser que depois de um montão de gente se expor e pegar, o vírus desapareça como aconteceu com a gripe espanhola .

  8. Capeta da grota do Santa cruz

    EM UMA SOCIEDADE ALTAMENTE CAPITALISTA O LUCRO ESTA ACIMA DE TUDO…..

  9. SOU APOSENTADA.

    Ja tentaram me visitar eu não recebi e pronto.

    Cada um sabe de si.

    Quer ir pra rua, vá.

    Quer ficar em casa fique.

    E arque com as consequências.

    Só não venha impor nada !

    E NEM FAZER BEICINHO.

  10. Voltar presencial, só no segundo trimestre e olhe lá.

    Vacina começará em março.

    Talvez São Paulo antes.

    Mas até vacinar um bom percentual demora.

    Se as crianças cumprirem o protocolo como os adultos sera o caos.

    No shopping tem vendedores, clientes sem mascaras, nas ruas pessoas sem máscara e sem distanciamento , nos mercados pessoas sem mascara e distanciamento.

    Crianças não vão cumprir nada e são assintomaticas e aí os pais e cuidadores vão pegar, pois em casa ninguém usa máscara.

    Como Carnaval é em fevereiro, com natal, ano novo , férias talvez, talvez o número de infectados seja tanto que ele dê uma sumida.

  11. Sinceramente as crianças eu até entendo é dificil manter as crianças longe uma das outras dividem merendas tomam liquidos nos mesmos copos e fora o contato com os professores, agora os adolescentes e jovens estão fazendo de tudo menos estudar, então talvez estudando ficam ocupados e tenham menos tempo para as festas.

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