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Escotismo mantém atividades em Volta Redonda

Matéria publicada em 19 de agosto de 2018, 08:30 horas

 


Grupo de escoteiros se reúne todo sábado na Ilha São João; movimento existe há 70 anos

Ativos: Escoteiros mantêm atividades e trabalho é elogiado por pais dos ‘Lobinhos’
(Foto: Julio Amaral)

Volta Redonda – Criado há apenas quatro anos, o 14º grupo de escoteiros ‘Combatentes Eternos’ é o mais novo do tipo em ação no município. O diretor técnico do grupo é Marcelo Ribeiro de Almeida Guedes, que há 20 anos é escoteiro e conhece bem a trajetória da organização em Volta Redonda. Segundo Marcelo, o pioneirismo coube ao 22º grupo “Escoteiros São Judas Tadeu”, que há 70 anos iniciou as atividades no então distrito.
– Atualmente, existem quatro grupos de escoteiros na cidade com cerca de 400 membros. Todos pertencentes a UEB (União dos Escoteiros do Brasil). No caso de Volta Redonda, os quatro grupos se reúnem uma vez por ano em reuniões distritais, sendo que o nosso distrito atualmente é composto por oito grupos de escoteiros: quatro de Volta Redonda, três de Angra dos Reis e um grupo de Pinheiral. Além das distritais, os grupos de escoteiros também participam de atividades regionais, nacionais e internacionais – destacou ele, que é professor.
O diretor afirmou que os ‘Combatentes Eternos’ contam com 120 membros, sendo 90 crianças e adolescentes e 30 adultos. E ressalta: 80% dos mais velhos são pais de escoteiros.
– No caso do nosso grupo, é o único em Volta Redonda que se reúne aos sábados. Os encontros e atividades acontecem na Ilha São João. Recentemente, o grupo estava sem um local ou sede, mas graças ao apoio do poder público conseguimos um espaço cedido pela prefeitura na Ilha para desenvolvermos nossas atividades – contou.
De acordo com Marcelo, o grupo de escoteiros se mantém através de uma mensalidade, que tem valor definido em assembleia. Além disso, eles também promovem almoços, festivais e rifas para conseguir dinheiro para despesas extras.
– Já os uniformes são custeados pelo próprio escoteiro ou pela família dele. Em Volta Redonda, o único apoio que temos é a gratuidade do transporte público nos fins de semana e feriados. A Casa do Escoteiro, localizada no Bairro Retiro, também foi cedida pela prefeitura ao escotismo de Volta Redonda. No local, além de ser a atual sede do 22º grupo de escoteiros São Judas Tadeu, também existe o museu do escoteiro, com uniformes, distintivos e fotografias do movimento – esclareceu.

Benefícios do escotismo

O diretor técnico explicou que ser escoteiro exige espírito solidário, disciplina, responsabilidade, caráter, patriotismo, camaradagem e amizade.
– Qualquer pessoa pode se tornar escoteiro a partir de seis anos e meio, onde até aos 11 anos é considerado “Lobinho”. Escoteiro ou escoteira (11 a 15 anos); sênior (15 a 18) e pioneiros (18 em diante). Lembrando que após os 21 anos o membro pode continuar no grupo como adulto voluntário. O movimento do escotismo é educacional e nós desenvolvemos isto nas crianças e adolescentes através de atividades diversas como jogos, acampamentos e excursões priorizando estas atividades ao ar livre. O grupo sempre prioriza manter um contato com a natureza – destaca.
O diretor presidente do 14º grupo de escoteiros ‘Combatentes Eternos’, Bonaldo Junior, explica que o escotismo trabalha em cima de seis áreas de desenvolvimento, o físico, intelectual, social, espiritual, caráter e afetivo.
– Acredito que trabalhando nestas seis áreas nós entregamos um cidadão pronto para a comunidade, que é a missão do escotismo. É nítida a diferença das crianças depois de incluídas no escotismo, principalmente após alguns meses. Nós temos jovens que já participaram do grupo e hoje são excelentes profissionais. Trabalhamos muito o trabalho em equipe, o companheirismo e a amizade, e isso tudo fica bem caracterizado no grupo – diz.
A comerciante Hirths Mazza, que tem uma filha de nove anos no grupo, diz dar total apoio e incentivo.
– Ela mudou bastante depois que começou a participar das atividades como Lobinha. Ela era uma criança fechada, tímida e hoje é mais sociável e curte a natureza. O escotismo deu a ela mais visibilidade e mais responsabilidade. Acredito que ela amadureceu – opina.
Já a estudante Natália Mazza afirma que participa do grupo há quatro anos e diz que o conheceu através de um evento da prefeitura. “O que eu mais gosto é das brincadeiras, aprender novas coisas e fazer novas amizades. E depois que me tornei lobinha, passei a ser mais paciente e mais estudiosa. Temos certas regras para seguir como não mentir e ajudar ao próximo e isso me motivam muito”, declarou.


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