‘Esgotamento Contínuo’ estreia em VR trazendo reflexão sobre impactos da siderurgia

Apresentação da bailarina Samira Marana acontece neste sábado (27), no Teatro Gacemss 2, com entrada franca

by Lívia Nascimento

Trabalho solo foi desenvolvido por Samira em Volta Redonda, durante o isolamento social, em 2021 | Foto: Ana Clara Potronieri

Volta Redonda –  Neste sábado (27), o Teatro Gacemss 2, na Vila Santa Cecília, recebe a estreia do espetáculo solo ‘Esgotamento Contínuo’, protagonizado pela bailarina Samira Marana. A apresentação, segundo a artista, aborda temas globais urgentes sobre a preservação do meio ambiente, impactos socioeconômicos e culturais da atividade mineradora, preservação dos territórios dos povos originários e as demandas da classe trabalhadora precarizada.

Com início às 20h e duração prevista de 70 minutos, o espetáculo promete provocar reflexões profundas sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais da mineração e da siderurgia – não só no Brasil, mas também em escala global. Através de gestos, sons e poesia, Samira Marana conduz o público por uma jornada de conscientização e sensibilização. O espetáculo faz parte do projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Volta Redonda.

Trilha sonora do espetáculo foi criada em parceria com o músico e produtor volta-redondense Guto Souza | Foto: Arquivo Pessoal

Pandemia
O trabalho solo foi desenvolvido por Samira em Volta Redonda durante o isolamento social da pandemia de Covid-2019, em 2021. Ela, que é paulistana, foi inspirada pela história da cidade em torno da usina siderúrgica. O título ‘Esgotamento Contínuo’ foi inspirado em uma das etapas da produção do aço, o lingotamento contínuo. A trilha sonora do espetáculo foi criada em parceria com o músico e produtor volta-redondense Guto Souza.

‘Gumboot Dance’
Samira Marana é formada em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e certificada pelo método Bertazzo de Reeducação do Movimento. Com grande experiência em dança contemporânea, sua principal pesquisa é com a ‘Gumboot Dance’, linguagem que predomina em ‘Esgotamento Contínuo’, criado e dirigido pela artista.

A ‘gumboot dance’ – uma forma de dança com origem nas minas de ouro da África do Sul durante o apartheid. Os trabalhadores das minas, predominantemente negros, usavam botas de borracha (gumboots) como equipamento de proteção.

Durante seu tempo livre, muitos deles desenvolveram uma forma de se comunicar e se expressar através da dança usando essas botas. Ao longo do tempo, a dança se tornou uma forma de arte popular e uma ferramenta de resistência cultural contra a opressão e a discriminação racial na África do Sul.

Oficina
Samira encerra a circulação do projeto em Volta Redonda na próxima segunda-feira (29), com mais uma apresentação do espetáculo e oficina de técnica de gumboot para os alunos do Colégio José Botelho de Athayde.

Haverá participação do artista convidado Albinno Oliveira Grecco ,que fará intervenções poéticas com textos de sua trilogia intitulada ‘Versos Ferinos’.

Samira viaja em julho para a África do Sul, onde fará um intercâmbio de três meses em que promoverá formação em dança gumboot, a criação de um espetáculo em colaboração com artistas locais e assinará a direção artística do espetáculo. O intercâmbio é realizado por meio do edital Bolsa Funarte de Mobilidade.

Serviço:

Espetáculo solo “Esgotamento Contínuo” com Samira Marana
Dia: 27 de abril (sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro Gacemss 2
Duração: 70min
Classificação: Livre
Entrada Franca – aberto ao público

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