Estado do Rio tem mais de 20 mil pessoas vivendo em situação de rua

No Brasil, mais de 215 mil pessoas se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social vivendo nas ruas

by ana Calderone

Coordenador da Frente, deputado Danniel Librelon (REP), disse que diversas visitas a locais que realizam o atendimento dessas pessoas serão feitas ao longo da semana / Foto: Julia Passos

Estado do Rio – A Frente Parlamentar pela Humanização e Atenção dos Atendimentos nos Serviços Públicos em Geral, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), promoveu, nesta segunda-feira (13), a abertura da Semana Estadual de Visibilidade das Pessoas em Situação de Rua, criada pela Lei Estadual 8.471/19. A iniciativa tem por finalidade o desenvolvimento de diversas ações para reflexão, conscientização e debates sobre o tema.

No Brasil, mais de 215 mil pessoas se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social vivendo nas ruas. Só no Estado do Rio, mais de 20 mil pessoas pertencem a essa estatística. A fim de entender melhor o funcionamento da rede de atenção à população em situação de rua, o coordenador da Frente, deputado Danniel Librelon (REP), disse que diversas visitas a locais que realizam o atendimento dessas pessoas serão feitas ao longo da semana.

“É urgente a elaboração de políticas públicas que deem visibilidade para essa parte da população. Essas pessoas são tratadas como invisíveis, mais na realidade o ser humano que está cego por não enxergar a realidade, em que muitas pessoas têm a rua como moradia. Essa frente tem o objetivo de levar humanização a essas pessoas e nós queremos deixar esse legado na Assembleia Legislativa”, disse o parlamentar.

Durante a solenidade, a desembargadora Renata França apresentou o trabalho do Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop), do qual também é coordenadora. Inaugurado em abril deste ano, o projeto está localizado na estação Central do Brasil e reúne em um só local diversos serviços prestados pelo Judiciário fluminense e órgãos federais, estaduais e municipais, como registro civil, inscrição em programas sociais, rede de moradia, entre outros.

“Não adianta cada um trabalhar isoladamente e autonomamente. Se a Assistência Social, a Educação, a Saúde, a Habitação e outras áreas não estiverem juntas para enfrentar esse problema, a gente não vai conseguir um bom resultado. O Cipop está localizado em lugar central, onde já existe o restaurante popular e local em que vai existir o hotel popular, pois essa região apresenta a maior quantidade de pessoas em situação de rua no Rio, de acordo com o Censo de 2002. Nesses primeiros meses, focamos nas emissões de documentos para que esses cidadãos possam existir juridicamente e ter cidadania, e a partir daí buscar emprego e moradia, direitos assistenciais e trabalhistas”, explicou França.

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