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Estado Islâmico ocupa cidade síria com ruínas tombadas pela Unesco

Matéria publicada em 20 de maio de 2015, 12:14 horas

 


Os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) apoderaram-se hoje (20) do norte da cidade histórica de Palmira, na Síria. A informação é do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). As informações são da Agência Brasil.

Após várias horas de luta violenta, “combatentes do EI tomaram posse de partes do norte da cidade, que representam um terço de Palmyra”, disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, adiantando que “as forças do regime abandonaram aqueles bairros”.

As ruínas de Palmira classificadas como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que incluem templos e ruas ladeadas de colunas, situam-se no sudoeste da cidade.

Segundo a televisão estatal síria, “as Forças Armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmira e impediram sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade”.

Trata-se da segunda vez que o grupo radical ocupa o norte de Palmira, após ter lançado no dia 13 uma ofensiva contra a cidade, que já causou centenas de mortos. Os mesmos bairros foram conquistados no sábado (16), mas o grupo radical perdeu o controle da área em menos de 24 horas.

Mohammad, um ativista de Palmira, disse à agência France Presse que “os soldados do regime fugiram depois do EI ter ocupado o edifício de segurança do Estado” na zona norte da cidade.

“Eles dirigiram-se para a sede dos serviços de informação militares perto das ruínas”, adiantou.

A Unesco tem alertado para o risco que correm as ruínas de Palmira desde o início da ofensiva ‘jihadista’, depois do Estado Islâmico ter destruído tesouros arqueológicos no Iraque.

A cidade com mais de 2.000 anos tem grande importância estratégica para o grupo radical, por estar situada no grande deserto sírio que faz fronteira com a província iraquiana de Al Anbar, que o EI já controla em grande parte.


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