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Ex-prefeito contabiliza saldos positivos e negativos

Matéria publicada em 2 de dezembro de 2018, 09:02 horas

 


Neto: ‘Todos que me conhecem sabem muito bem que nunca houve em mais de 30 anos de minha vida pública registro de enriquecimento ilícito e danos ao erário público’

Volta Redonda – O ex-prefeito Antônio Francisco Neto conversou com o DIÁRIO DO VALE ontem e falou sobre a liminar dada pela Justiça, favorável ao pedido de afastamento do cargo que ele ocupa como assessor de gabinete da Secretaria de Estado de Fazenda e Planejamento, no governo do  Estado do Rio. Neto explicou ainda detalhes sobre a rejeição de suas contas de 2011 quando ele era prefeito de Volta Redonda. Confira a entrevista:

DIÁRIO DO VALE: Este ano foi marcado por algumas denúncias envolvendo o nome do senhor. Recentemente, a Justiça determinou seu afastamento do cargo que atualmente ocupa na Secretaria de Fazenda do Estado. A alegação é de que sua nomeação é ilegal. O senhor vai recorrer?

Antônio Francisco Neto: Eu não sou réu, réu é o estado e minha nomeação é perfeitamente legal, vez que não estou em nenhuma lista de inelegibilidade. A única coisa que impede uma pessoa de ocupar cargo comissionado é ela ter causado danos ao erário público e ter enriquecido ilicitamente. Todos que me conhecem sabem muito bem que nunca houve em mais de 30 anos de minha vida pública registro de enriquecimento ilícito e danos ao erário público. Pelo contrário, sou reconhecido pela honestidade no trato com o dinheiro público.

DV: Mas por que a determinação de seu afastamento?

Neto: A origem foi a rejeição das minhas contas de 2011, quando prefeito, por suposta improbidade administrativa, mas sem qualquer indício de dolo ou enriquecimento ilícito. Jamais fui condenado, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) nunca me declarou inelegível e a rejeição se deu unicamente em função de erro técnico.

DV: Mas, ainda assim, foi dada entrada na ação. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Neto: Sim, o MP (Ministério Público) pediu meu afastamento baseado nesta rejeição de contas e a juíza concedeu a liminar sem que ambos tenham verificado a base da denúncia.

DV:E por que a prestação de suas contas de 2011, como prefeito, foi rejeitada?

Neto: Nas alegações tanto por parte dos vereadores quanto do TCE (Tribunal de Contas do Estado) não há nenhum fato que configure má-fé ou improbidade administrativa visando enriquecimento ilícito e causando dano ao erário público. Houve apenas um erro técnico na interpretação da análise das contas. Na verdade, a rejeição pela Câmara foi resultado unicamente de uma ação política do atual prefeito em conjunto com alguns vereadores. O mesmo fato que levou à rejeição também ocorreu nas contas de 19 outras prefeituras e nenhuma delas teve as contas reprovadas pelo TCE.

DV:Outro processo, envolvendo sua gestão à frente do Detran, também incluiu seu nome erradamente, não?

Neto: A juíza Mônica Teixeira, da 1ª Vara de Fazenda Pública do Estado, mandou excluir o meu nome e o do Sebastião Faria por falta de provas ou sequer indícios de envolvimento nosso na formação do cartel investigado. Eu e Faria sequer participamos deste processo. Ao contrário, ao assumir a presidência em 2007, minha equipe auditou os 49 contratos em vigor e eu renegociei todos para valores muito abaixo dos que vinham sendo praticados. Com isso, os cerca de R$ 500 milhões que seriam gastos em pagamento às empresas caiu para cerca de R$ 300 milhões, significando uma economia de mais de R$ 200 milhões em apenas dois anos.

DV: Ao que o senhor atribui todos estes acontecimentos?

Neto: Eu diria que é mais uma onda gigantesca que tomou conta da população e de parte da Justiça de basta à corrupção. São tantas as entranhas da corrupção que a Justiça está sobrecarregada e acaba cometendo um ou outro equívoco, como no meu caso. É claro que isto me chateia porque minha vida sempre foi pautada pela honestidade. Mas sei que aos poucos tudo está se esclarecendo e meu nome vem ficando de fora desta onda. A verdade é que ninguém aguenta mais. Em minha opinião, esta onda só pode parar depois de extirpar a corrupção dos órgãos públicos. A honestidade no trato do dinheiro público é um direito da população e uma obrigação dos que ocupam cargo público.

DV: Qual balanço que o senhor faz agora no final do ano?

Neto: Como assessor especial da Secretaria de fazenda do Estado em dois anos eu e minha equipe conseguimos criar soluções que geraram um aumento significativo na arrecadação do Estado. Só para citar dois exemplos, maior e melhor controle do Crédito Tributário e do Royalty e Participação Especial oriundos do petróleo propostos pela minha equipe.

 


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4 comentários

  1. Avatar

    Contabiliza da conta corrente. É isso ?

  2. Avatar

    O atual prefeito de volta Redonda só se preocupou em denegrir sua imagem e esqueceu de governar a cidade. Na minha visão se ele conseguiu tirar vc do páreo pode ter a certeza, aqui ele não ganha mais nada. Vai ter q trabalhar muito pra mudar essa imagem. Tinha tudo pra ser um bom prefeito. Mas preferiu outro caminho.

  3. Avatar

    Só faltou a auréola.
    Se esquivou das perguntas não sendo objetivo na resposta.
    Quem disse que os eleitores de Volta Redonda sabem da sua probidade? Então os verwadires e o TCE estão lge perseguindo? Faça-me o favor!
    Todos aqueles esclarecidos politicamente sabem que o trabalho de fiscalização dos ministros do TSE é incapaz e ineficiente, haja visto is trabalhis de investigação da Lava Jato.
    Alguns munícipes só estão lembrando do Neto por causa da incompetência e das mentiras do atual prefeito que deixou a cidade e seus moradores ao relento e adminstra a cidade para os empresários.

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