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Fabricantes de veículos da região têm alta nas vendas no mercado interno

Matéria publicada em 17 de fevereiro de 2018, 21:00 horas

 


Dados da Anfavea sobre licenciamento no Brasil só apontam redução no caso da PSA Peugeot Citroën, que exportou mais de metade da produção

Sul Fluminense – Três das quatro fabricantes de automóveis da região – a Nissan, a MAN e a Jaguar Land Rover – tiveram altas nas suas vendas no mercado interno em 2017, na comparação com 2016. A exceção foi a PSA Peugeot Citroën, que teve uma pequena redução no número de licenciamentos de veículos no mercado interno. No entanto, a fabricante de veículos de origem francesa teve crescimento em suas exportações, que representaram quase a metade de sua produção no ano passado.

Em termos percentuais, a maior alta nas vendas foi a conseguida pela Nissan, que saiu de 57.311 veículos em 2016 para 74.764 em 2017, com um crescimento de 30,45%. A montadora de origem japonesa fabrica o Nissan March, o Nissan Versa e o Nissan Kicks, além dos motores flexfuel 1.0 12V e 1.6 16V. A Nissan tem cerca de 2.400 funcionários no Brasil e exporta para oito países.

A MAN Latin America, que tinha vendido 15.488 caminhões e ônibus no mercado interno em 2016, aumentou esse número para 16.383 em 2017. O aumento foi de 5,78%. A fabricante de caminhões e ônibus também exporta parte de sua produção no Brasil.

A Jaguar Land Rover, que havia vendido 7.489 veículos no Brasil em 2016, viu suas vendas internas crescerem 3,30%, para 7.736 unidades, no ano passado. Os produtos da fabricante de origem inglesa e capital indiano se destinam ao segmento premium do mercado. O Evoque tem preço sugerido de R$ 228 mil e o Sport custa a partir de R$ 370 mil.

A PSA Peugeot Citroën vendeu 47.700 veículos no mercado interno em 2017, com uma redução de 1,74% sobre os 48.545 de 2016. No entanto, a montadora voltou sua capacidade de vendas para o mercado externo, aumentando suas produções em 37% no ano passado, na comparação com o ano anterior. Foram exportados 56.517 veículos no ano passado. Isso representa 8.817 a mais do que os que foram vendidos no mercado interno. A fábrica de Porto Real também produz e exporta motores.

Sobe: Nissan teve a alta mais significativa nas vendas internas (Foto: Arquivo)

Sobe: Nissan teve a alta mais significativa nas vendas internas (Foto: Arquivo)

 

Exportação é tendência nacional

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estimou crescimento de 13,2% na produção de veículos em 2018, com a produção de 3,5 milhões de unidades no ano. Para os emplacamentos, a projeção é de crescimento de 11,7%, e para as exportações, 5%.

Segundo balanço divulgado no dia 5 de janeiro, a produção de veículos cresceu 25,2% no país em 2017 em comparação com 2016. Foram produzidos 2,699 milhões de veículos. “É um número melhor que 2016 e melhor que 2015, mas ainda com um milhão de unidades a menos do melhor ano que foi 2013 [quando se produziram 3,713 milhões de unidades]. Mas é positivo que a gente volte a produzir. A capacidade ociosa do setor ainda é elevada”, disse Antonio Carlos Botelho Megale, presidente da Anfavea.

“O setor vem, desde 2012, apresentando queda. Em 2016, ele começou a apresentar um primeiro crescimento de produção, devido ao aumento nas exportações, e no ano passado esse crescimento foi substancial porque, além de aumentarmos muito as exportações, aumentamos o mercado interno. Por isso é que veio um crescimento mais robusto”, afirmou Megale.

No entanto, quando se considera apenas o mês de dezembro, a produção teve queda de 14,2% em relação a novembro, o que, segundo o presidente da Anfavea, é algo natural e já esperado por causa do período de férias coletivas.

Licenciamentos e empregos

Entre janeiro e dezembro de 2017, 1,995 milhões de veículos [incluindo veículos leves, caminhões e ônibus] foram licenciados no país, aumento de 12,3% em comparação a 2016. Em dezembro foram emplacados 186.858 veiculos, crescimento de 2,3% em relação a novembro e de 4,5% em comparação a dezembro do ano passado.

O setor apresentou crescimento no número de empregos, que passou de 121.178 em 2016 para 126.696 no ano passado, aumento de 4,6%. “Foi o primeiro fechamento do ano em que tivemos crescimento nos últimos anos”, disse o presidente da Anfavea. O melhor ano foi 2013, com 157 mil empregos.

Megale destacou que as montadoras trouxeram de volta trabalhadores que estavam afastados por lay-off (suspensão temporária de contrato) ou pelo Programa Seguro Emprego (PSE), que permite a redução de jornada e de salários. De acordo com ele, no final de dezembro havia 1.885 funcionários nesse tipo de situação, sendo 949 em lay-off e 936 em PSE. Em março de 2016, quando houve o auge desses programas, 38 mil pessoas estavam com restrição de jornada. Já no final de dezembro de 2016 o número era de 9 mil.

Rota 2030

Megale também falou sobre a expectativa da entidade de que o governo conclua o programa Rota 2030 que vai substituir o Inovar Auto, encerrado no final do ano passado. O programa deve mudar a configuração da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os produtos do setor.

“Fomos comunicados pelo próprio presidente Temer que haveria um adiamento na decisão do programa até o final de fevereiro e estamos trabalhando nessa expectativa. Sempre tem pontos de ajuste, que estamos conversando. Nossa expectativa é que em fevereiro, mais para o fim de fevereiro, a gente tenha alguma coisa já definida sobre isso”, falou.

Como o Inovar Auto já terminou e o Rota 2030 ainda está em discussão no governo, o setor ficará sem política neste momento. Com isso, as alíquotas voltam ao que eram antes do Inovar Auto, o que significa que os 30 pontos adicionais que incidiam sobre os veículos importados sobre os nacionais deixam de existir.

Para a Anfavea, isso deve contribuir para o crescimento da venda dos veículos importados no país. “Achamos que o mercado [dos veículos importados] vai crescer. Mas entendemos que não devemos ter um mercado extremamente protecionista”, disse ele.

Estratégia: PSA Peugeot Citroën exportou mais veículos do que vendeu no mercado interno (Foto: Arquivo)

Estratégia: PSA Peugeot Citroën exportou mais veículos do que vendeu no mercado interno (Foto: Arquivo)

 

Exportação de veículos registra melhor ano da história em 2017

O desempenho da exportação de autoveículos em dezembro, com 61,1 mil unidades, confirmou algo que já era quase certo: 2017 foi o ano em que o Brasil mais exportou em toda a história. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea.

No total do ano foram 762 mil unidades exportadas, alta de 46,5% na comparação com as 520,1 mil de 2016. O melhor ano em exportação até então era 2005, com 724,2 mil unidades. Na comparação mensal, dezembro ficou 16,3% abaixo das 73,1 mil unidades de novembro e 2,6% menor que as 62,8 mil de dezembro de 2016.

As exportações tiveram papel importante no desempenho da produção. No último mês do ano a indústria fabricou 213,7 mil unidades, acréscimo de 6,9% sobre as 199,9 mil de dezembro de 2016 e redução de 14,2% sobre as 249,1 mil de novembro. No ano foram produzidos 2,70 milhões de unidades, alta de 25,2% diante das 2,16 milhões de 2016.

O licenciamento terminou 2017 com 2,24 milhões de unidades comercializadas, 9,2% acima das 2,05 milhões de 2016. Apenas no último mês foram 212,6 mil unidades licenciadas, alta de 4,1% tanto sobre igual período de 2016 quanto sobre novembro do mesmo ano.

Na avaliação de Antonio Megale, presidente da Anfavea, “o ano passado ficará marcado positivamente. Primeiro porque batemos o recorde histórico das nossas exportações e, segundo, porque foi de fato o ano da retomada do crescimento após quatro anos seguidos de queda. Os indicadores melhoraram ao longo dos doze meses, o que permitiu um desempenho aquecido no segundo semestre”.

Em 2017 as vendas de caminhões somaram 51,9 mil unidades, aumento de 2,7% diante das 50,6 mil unidades do ano anterior. Em dezembro, 6,1 mil unidades foram comercializadas, número 11% maior do que as 5,5 mil de novembro e 36,5% superior as 4,5 mil unidades de dezembro de 2016.

Na produção, o ano fechou com alta de 37%: foram 82,9 mil caminhões este ano e 60,5 mil no ano passado. As 7,4 mil unidades de dezembro representam alta de 81,3% sobre as 4,1 mil do último mês de 2016, mas baixa de 8,9% ante as 8,2 mil de novembro.

As exportações de caminhões encerraram 2017 com 28,3 mil unidades, expansão de 31,3% ante as 21,6 mil unidades de 2016. Na análise mensal, os 2,2 mil caminhões enviados para outros países em dezembro apontam baixas de 6,7% se comparado com as 2,3 mil de novembro passado e de 11,8% com relação as 2,4 mil de dezembro de 2016.

No segmento de ônibus houve registro de alta no licenciamento: 5,3% ao comparar as 11,8 mil unidades de 2017 com as 11,2 mil de 2016. Apenas no último mês de ano, 1,2 mil unidades foram comercializadas, valor 12,4% superior as 1,1 mil de novembro e 83,3% acima das 666 unidades do mesmo mês no ano passado.

Em 2017 a produção registrou 20,7 mil chassis para ônibus – alta de 10,5% diante das 18,7 mil de 2016. Em dezembro, 1,3 mil chassis foram produzidos, 20,6% abaixo das 1,7 mil de novembro e acima em 35,9% contra as 973 unidades de dezembro de um ano antes.

As exportações apresentaram leve queda: foram exportados 9,1 mil chassis para ônibus em 2017, 6,4% menor com relação as 9,8 mil de 2016.

As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil máquinas negociadas, número superior em 1,5% sobre as 43,7 mil em 2016. No décimo segundo mês do ano, quando o setor comercializou 3,8 mil máquinas, houve elevação de 25% ante as 3,1 mil de novembro e queda de 8,8% na análise com as 4,2 mil de dezembro de 2016.

A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% comparado com as 54 mil unidades do ano passado. Em dezembro, 2,7 mil unidades foram fabricadas, queda de 31,1% contra novembro, com 4 mil unidades, e de 52,1% contra as 5,7 mil unidades de dezembro de 2016. As exportações no segmento encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.


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5 comentários

  1. COMPREI MEU CARRO ZERO!!!!! OBRIGADO TEMER!!!!!

  2. Mimi petista, aceita mortadela que dói menos petezadas.

  3. Presidenta Aposentada

    Perfeito. Não comprem carro zero que as montadoras acabarão com a exploração.

  4. Essa gata da Nissan não para ninguém lá e tá tão queimada na região que em breve fecha as portas e só vão ficar os pelegos!

  5. De 1 para 2 é aumento de 100%. Números são frios.

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