domingo, 8 de dezembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Destaque / Fake News afetam áreas da saúde

Fake News afetam áreas da saúde

Matéria publicada em 11 de novembro de 2019, 16:09 horas

 


Cidades da região desmentem ondas de boatos e intensificam campanhas de prevenção

Volta Redonda – O excesso de Fake News pode estar afetando diretamente as campanhas de vacinação no Brasil. A volta da incidência de doenças como o sarampo pode estar relacionada ao impacto de informações falsas que circulam nas redes sociais sobre vacinas, acreditam os especialistas. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), não chegou aos 70% de cobertura em todas as regiões do país. No mês de outubro, a estimativa era de 57,17% de imunizados não alcançando a meta de 95%. O ministério disponibiliza duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade e uma dose da vacina varicela (atenuada) para crianças até quatro anos de idade.

Em Volta Redonda, a vacinação contra o sarampo, caxumba e rubéola começou a ser intensificada em outubro, mesmo não tendo registrado casos das doenças. Em 2019, quatro casos suspeitos foram notificados, mas descartados após exame laboratorial. A segunda etapa da vacinação acontecerá de 18 a 30 de novembro, sendo o ‘Dia D’ em 30 de novembro (sábado). Desta vez, a vacina estará disponível para o adulto jovem, na faixa etária de 20 a 29 anos.

A médica de Volta Redonda, Isis Lassarote, reforçou a importância da vacinação para evitar algumas doenças e explicou que a vacina é uma forma de “forçar” o organismo a produzir anticorpos para combater uma determinada substância, que ele entende como um corpo estranho. Isso acontece quando injeta, propositalmente, o agressor que se deseja combater.

– O método da vacinação é o mais afetivo para bloquear os vírus. E quanto mais pessoas se vacinarem maior será o resultado ao combate das doenças. É evidente que é difícil vacinar 100% da população em massa, mas precisamos imunizar o máximo de pessoas que pudermos para prevenir a incidência de doenças, principalmente àquelas que já estavam erradicadas, como o sarampo, por exemplo – disse, acrescentando que a disseminação de informações falsas pode agravar o problema de contaminação.

– A divulgação de informações falsas pode contribui para a diminuição na procura pelas vacinas sim e prejudicar a população, principalmente, as pessoas que pertencem ao grupo de risco e precisam se imunizar. A recomendação é que sempre quando as pessoas receberem informações sobre vacinas pelas redes sociais ou no WhatsApp, que pesquise a fundo o teor e consulte o seu médico de confiança ou ainda que vá até uma unidade de saúde e tire suas dúvidas – disse Isis Lassarote.

 

Prefeituras desmentem surto de meningite e doença de chagas

Recentemente, a prefeitura de Barra Mansa, desmentiu o caso de infestação de ‘Barbeiro’ (vetor Triatoma Infestans), no bairro Jardim América. A Vigilância em Saúde Ambiental constatou que, apesar da semelhança com outros insetos, o causador da doença de Chagas não foi localizado. Os locais com maior número de insetos foram dois quintais. Os espaços passaram por desinsetização e algumas amostras foram coletadas e enviadas para a Fiocruz para garantir a classificação.

O motivo da infestação, segundo o coordenador Antônio Marcos Rodrigues, é devido à falta de manutenção em espaços com grande quantidade de mato.

– Os dois quintais estavam com bastante mato alto, isso gera a proliferação. A orientação que deixamos é que eles façam uma capina imediatamente e que mantenham o ambiente capinado e o quintal limpo – disse.

Outra prefeitura vítima de Fake News foi Barra do Piraí. A secretaria de Saúde do município desmentiu na semana passada, através do resultado do exame feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen), atestando que o caso recente de suspeita de meningite não foi confirmado. O laudo indicou que a morte da paciente, na Nova Santa Casa, no mês passado, não foi causada por meningite, ao contrário do que foi mencionado amplamente nas redes sociais. Na ocasião, o a prefeitura chegou a ser acusada, nas redes sociais, de estar escondendo a verdade.

 

Combate a Fake News

Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61) 99289-4640.

 

Por: Franciele Bueno

 

 

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Um comentário

  1. Avatar

    Tem de investigar e prender que faz isso bem como VOCÊ que tudo repassa no whatsapp, Facebook etc tem de checar antes de sair repassado o que não sabe. No meu caso por exemplo coisas que chegam até a mim não tem sequência, deleto tudo. quem repassa o que não tem certeza está cometendo um crime passível de prisão e processo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document