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Familiares e amigos de vítima de homicídio fazem protesto em BM

Matéria publicada em 16 de agosto de 2019, 08:01 horas

 


Foco da passeata foi chamar atenção para que casos como esse não se repitam (Foto: Paulo Dimas)

Barra Mansa – Amigos e familiares de Renata Silva, de 34 anos, encontrada morta às margens do Rio Barra Mansa, no bairro São Luiz, participaram de uma passeata em forma de protesto no início da noite desta quinta-feira (15), por volta das 19h, na Rua Geraldo Honório Resende. Eles protestaram contra a violência e pediram que o culpado ou os culpados pelo crime sejam punidos.

Segundo uma amiga da vítima e uma das organizadoras do protesto, que não quis se identificar, o foco da passeata é chamar atenção para que casos como esse não se repitam.

– Resolvemos marcar essa manifestação nesta quinta-feira, justamente por estar completando uma semana do que aconteceu com ela (Renata). O que aconteceu nos abalou muito. O ponto de encontro foi embaixo do viaduto, próximo ao local em que ela foi encontrada – comentou, apontando que um suspeito do crime já prestou depoimento.

Outra amiga da vítima contou que Renata Silva teria lutado com o agressor.

– Ela tinha unhas grandes e estavam quebradas. Ela lutou muito para não morrer – ressaltou.

Claudia Maria, irmã da vítima, espera que a justiça seja feita. “Nossa família está sofrendo muito. A filha dela tem 14 anos e está sentindo a falta dela. Todos nós estamos. Só esperamos que a justiça seja feita e que a polícia prenda quem fez isso com ela. Muitas mulheres correm risco todos os dias. Quantas já não foram vítimas desse tipo de violência? Quantas mais serão?”, disse.

Investigações

O delegado titular da 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito, instaurou inquérito para apurar o caso. Segundo o delegado, durante uma entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO VALE, o resultado do laudo médico constatou que Renata morreu por traumatismo craniano.

Durante a semana, segundo o delegado, uma testemunha compareceu à delegacia para prestar um depoimento sobre o caso, assim como familiares e pessoas mais próximas da vítima. No entanto, ele garantiu que não é possível passar mais detalhes para não comprometer as investigações. O delegado ressaltou ainda que os trabalhos seguem em andamento e estão próximos de serem concluídos.

Ronaldo ressaltou que mesmo com um efetivo reduzido, com aproximadamente 30 servidores e 2 delegados – ele próprio como titular e outro como adjunto -, a delegacia de Barra Mansa consegue números expressivos.

O delegado confirmou que um rapaz, que não teve o nome divulgado, esteve na 90ª DP se apresentando como uma testemunha do caso envolvendo Renata. O rapaz prestou depoimento e foi liberado. Para a família, o rapaz é um dos suspeitos do crime, mas o delegado manteve cautela na análise.

– Não há provas que tenha sido ele, por ora. Se alguém tiver provas, peço que venha até a delegacia e nos apresente. A investigação está em andamento e não há a necessidade de prisão por hora. Nenhuma informação pode ser dada neste momento para que a investigação não seja atrapalhada. Manter o sigilo é primordial – comentou o delegado.

O delegado reforça o pedido de paciência e compreensão da população e diz que um voto de confiança deve ser depositado na polícia civil. ”Eu entendo que a família fique revoltada com essa situação, mas tem que nos depositar um voto de confiança. Estamos trabalhando no caso”, disse.

Ele pede que a população fique atenta e caso perceba algo de anormal no comportamento de um parente, principalmente se for do sexo feminino, que entre em contato com as autoridades policiais.

– Os familiares têm que ficar atentos ao comportamento dos filhos, dos pais. É importante que a família participe e fique atenta. Muitos crimes poderiam ser evitados se os familiares fossem mais próximos – finaliza, ressaltando que normalmente, mudanças de comportamento dentro de casa, podem indicar que algo de errado esteja acontecendo e que manter a atenção redobrada em casa é essencial.


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