Fibromialgia : Uma “doença invisível” que causa dores reais

by Agatha Amorim

A fibromialgia afeta predominantemente as mulheres. Estudos indicam que aproximadamente 70 por cento das pessoas diagnosticadas com fibromialgia são do sexo feminino, principalmente entre 30 e 60 anos de idade.

No entanto, é importante ressaltar que a fibromialgia pode afetar pessoas de qualquer gênero e idade, embora seja mais comum em mulheres.

Sintomas

A fibromialgia é uma condição médica crônica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.

Além da dor, ela cursa com fadiga, cansaço, sono não reparador, alterações de memória e atenção, depressão e alterações intestinais.

Diagnóstico

A fibromialgia é muitas vezes chamada de “invisível” porque seus sintomas não são facilmente visíveis ou detectáveis por exames médicos convencionais, como radiografias ou exames de sangue.

O diagnóstico é clinico, através de uma boa anamnese realizada pelo médico que identifica alguns critérios, como o tempo de duração dos sintomas superior a 3 meses e a presença de um determinado número de pontos dolorosos na musculatura.

Isso pode tornar a fibromialgia difícil de ser compreendida por aqueles que não a experimentam, levando a uma falta de empatia ou até mesmo a um estigma em relação à condição. As pessoas com fibromialgia frequentemente enfrentam ceticismo de amigos, familiares e até mesmo profissionais de saúde devido à falta de evidências visíveis.

Tratamento

O tratamento da fibromialgia se baseia no uso de medicamentos analgésicos associadas a antidepressivos, além de fisioterapia, atividades físicas e acompanhamento psicológico.

Fibromialgia e o Canabidiol

O canabidiol (CBD) é um dos compostos encontrados na planta de cannabis, e tem havido interesse crescente em seu potencial uso no tratamento de diversos problemas de saúde, incluindo a fibromialgia.

Alguns estudos sugerem que o CBD pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida em pessoas com fibromialgia. O CBD não tem propriedades psicoativas, ao contrário do tetraidrocanabinol (THC), outro composto encontrado na cannabis, o que significa que não causa os efeitos psicoativos associados à maconha.

A dor e os sintomas são reais para aqueles que a vivenciam, e é importante reconhecer e apoiar as pessoas que sofrem com essa condição, mesmo que os sintomas não sejam visíveis externamente.

 

Renata Fernandes é casada e mãe de um menino. É médica e apaixonada por clínica médica e envelhecimento.

Instagram : @dra.renata.fernandes

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