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Fitch rebaixa nota e Brasil perde grau de investimento

Matéria publicada em 16 de dezembro de 2015, 15:28 horas

 


Rio – A agência de classificação de risco Fitch Ratings retirou o grau de investimento do Brasil, com rebaixamento da nota soberana do país. O grau de investimento é conferido a países considerados bons pagadores e seguros para investir. A nota do Brasil passou de BBB- para BB+.

Além de rebaixar a nota, a Fitch colocou o Brasil em perspectiva negativa. Segundo a agência, o rebaixamento é reflexo da recessão econômica mais profunda do que se esperava, do cenário fiscal adverso e do crescimento da incerteza política, que pode afetar a capacidade do governo de implementar ajustes para estabilizar a crescente dívida pública.

Para a Fitch, o aumento das taxas de desemprego, o crédito mais restrito, a confiança em queda e a alta inflação estão reduzindo o consumo. A agência também destaca que o ambiente externo continua difícil para o Brasil, com a queda dos preços de commodities(produtos primários com cotação internacional), a desaceleração da economia da China e o aperto das condições financeiras internacionais.

Essa é a segunda agência de classificação de risco a retirar o grau de investimento do Brasil. Em setembro, a Standard&Poor’s reduziu a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa. Quando duas agências retiram o grau de investimento, fundos estrangeiros têm que retirar recursos aplicados no país.

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui. Quando um país dá calote, os títulos passam a ser considerados como de lixo. O mesmo vale para as empresas.

As agências mais conceituadas pelo mercado são a Fitch, a Moody’s e a Standard & Poor’s (S&P), que periodicamente mandam técnicos aos países avaliados para analisarem as condições da economia. Uma avaliação positiva faz um país e suas empresas levantarem recursos no mercado internacional com custos menores e melhores condições de pagamento. Da mesma forma, uma boa classificação atrai investimentos estrangeiros ao país.


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4 comentários

  1. Avatar

    O MEU BRasil levou décadas para conseguir essa notinha financeira a mais,

    mas a peteba reeleita pelos eleitores petistas, comunistas e corruptos CONSEGUIU devolver (a notinha financeira) em apenas 03 anos. Mesmo eu alertando aqui das várias c***** desde a primeira aventura dela metendo o nariz no belo trabalho do Tombine no Banco Central quando forçou a baixa da SELIC em plena crise financeira mundial que virou crise econômica e que se tornou crise política, num momento que ela devia ELEVAR ÀS NUVENS os juros para não endividar o POVINHO.

    O que os 95 mil eleitores corruptos de VR entre os petistas e simpatizantes das bandeiras vermelhas têm a dizer?

    Rebaixar a nota do Brasil significa mais desemprego e mais dificuldades para todos nós. Alguém consegue imaginar até onde vai subir a inflação?

  2. Avatar

    Nossa economia ta igual ao Vasco!!!!!

    • Avatar

      Essa comparação é só para esportista de sofá mesmo. Comparativamente a situação é bem pior, pois todos teremos de contribuir para pagar a conta, o que não acontece com o vasco.

      Se ele cair não fará falta a ninguém e nem lembrança deixará. rsrsr

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