Funcionários reivindicam reajuste salarial

by Diário do Vale
Em greve: Cerca de 150 funcionários do setor de produção participaram do protesto na manhã de hoje, no Centro (Foto: Felipe Vieira)

Em greve: Cerca de 150 funcionários do setor de produção participaram do protesto na manhã de hoje, no Centro
(Foto: Felipe Vieira)

Barra Mansa –

Funcionários de uma multinacional de laticínios com sede em Barra Mansa entraram em greve na noite de domingo, para protestar por reajuste salarial. Na manhã de hoje, a manifestação ocorreu em frente à entrada da empresa, no Centro. Aproximadamente 150 trabalhadores do setor de produção participaram do protesto.
Segundo os funcionários, a empresa francesa Lactalis comprou no fim do ano passado a fábrica, antes administrada pela LBR-Láteos Brasil, que passava por dificuldades financeiras. No entanto, a empresa compradora não honrou os salários atrasados da antiga proprietária.
– A LBR é um grupo nacional, só que começou a ficar ruim e estava quase falindo. Nisso, ela colocou à venda várias fábricas e essa indústria foi vendida para o grupo francês. A negociação aconteceu no segundo semestre de 2014 e o processo de posse da nova empresa ficou na Justiça. Em dezembro, a compra foi finalizada e tentamos conversar com a Lactalis para negociar, mas eles informaram que só tinham uma carta provisória de posse sobre a fábrica e garantiram que, assim que tivessem em mãos uma carta permanente, poderiam conversar com o sindicato para dar o reajuste salarial e “tudo mais” aos assalariados, mas até hoje nada – disse um funcionário, que preferiu não se identificar.
O trabalhador contou ainda que eles têm o mês de junho como data base, mas que não vem recebendo isso desde o ano passado com a promessa de terem os salários retroativos pagos até o dia 8 de janeiro, o que não aconteceu.
– A Lactalis comprou a fábrica e prometeu pagar a gente, quitar tudo o que (a LBR) estava devendo e ia ficar tudo certo. Isso teria que ser feito dentro do prazo programado, eles pegaram até nossa carteira de trabalho, mas na hora de negociar com o sindicato eles fugiam, “fingiram de morto” – reclamou o funcionário, lembrando que a Lactalista teria se negado a dar o reajuste anual pelo período de um ano.
Os manifestantes (dos três turnos) paralisaram os serviços por completo e se negam a voltar até obter uma resposta da empresa. Segundos eles, a insatisfação é maior porque houve investimentos em novas máquinas e estrutura da fábrica, mas há um “desprestígio ao funcionário”.
– Estamos fazendo essa paralisação no serviço, porque eles não querem conversar com a gente. Nós marcamos essa greve, eles vieram da França para conversar com a gente, mas vieram dizendo que não vão pagar nada, alegaram que os atrasados não são dívidas dessa empresa. Disseram que o único compromisso dela com a gente é de janeiro para cá – afirmou um funcionário, que também não quis se identificar.
– Se eu for mandado embora hoje, não direito nem a seguro desemprego. Tenho quatro ou cinco anos de casa não tenho direito a nada. A única forma de a gente tentar conseguir alguma coisa é paralisar a fábrica, porque a produção é o carro chefe da empresa, sem a gente, não há como fabricar nada. Vamos perder de todo jeito, mas queremos negociar – reivindicou.
– Eles estão errados. A lei está do nosso lado. Nós somos transferidos, isso é uma sucessão empresarial, porque a fábrica não parou, eles continuaram a atividade deles e nós continuamos a trabalhar normalmente – finalizou.

Sindicato esteve no local

Presente no protesto, o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação do Sul Fluminense, Laurimar Campos de Almeida, confirmou o objetivo da greve, que é o de reivindicar pelos atrasados e garantir os direitos trabalhistas.
– A empresa não quer conversar com o sindicato e pegar a proposta que foi feita para o trabalhador. Nós fizemos uma pauta de reivindicação, passamos para a empresa e ela não está querendo conversar – afirmou Laurimar.
O DIÁRIO DO VALE conversou com um representante da empresa que se limitou a dizer que a Lactalis está negociando com o sindicato e que quando houver um acordo a imprensa será informada, junto dos trabalhadores.
Por: Thaís Fraga
[email protected]

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3 comments

roberto 3 de março de 2015, 06:06h - 06:06

mais uma vai embora, e o prefeito pintador de meio fio e ponte vai ter que engolir esta

BARRAMANSENSES, VAMOS FAZER UMA CORRENTE PARA NAO PAGAR O IPTU DESTE ANO PRA VER O QUE VAI ACONTECER COM OS XUPAS SANGUES CONTRATATOS. tenham medo nao depois tem anistia os corretos sempre se ferram

Silva 2 de março de 2015, 21:53h - 21:53

E o prefeito anterior deixou a NESTLE ir embora e se instalar em outra cidade. Viva Barra Mansa! Viva seus incompetentes administradores !!!

Alexandre ezequiel lima 3 de março de 2015, 20:08h - 20:08

infelismente a Nestlé foi embora, trabalhei 04 anos e nunca atrasou salários. Infelizmente a prefeitura de barra mansa deixou uma empresa dessas ir embora da nossa cidade!!!

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