Furnas começa a implantar Plano de Ação de Emergência na Usina de Funil  

População diretamente envolvida é de cerca de 17 mil pessoas; serão instaladas 28 torres de alarme sonoro em Resende e Itatiaia

by Agatha Amorim

Serão instaladas 28 torres de alarme sonoro em Resende e Itatiaia. (Foto: Divulgação)

Agulhas Negras – A Eletrobras Furnas está implantando o PAE (Plano de Ação de Emergência) da Usina Hidrelétrica de Funil, em parceria com as Defesas Civis Municipais e Estadual. De acordo com a empresa, a medida, que consiste em estabelecer as ações a serem executadas em situação de emergência, atende uma exigência legal e proporciona mais segurança à população na região do empreendimento.

A Prefeitura de Itatiaia, através da Defesa Civil e da Detra (Divisão Executiva de Trânsito), órgãos ligados à Secretaria de Ordem Pública, vai orientar a empresa sobre a instalação de placas indicativas nas vias da cidade. De acordo com o responsável pela pasta, Alexandre Teixeira, a participação da gestão municipal vai consistir na orientação sobre os melhores pontos para afixar informações.

– Vamos orientar para que não haja sobreposições de informações e para que não ocorra nenhuma confusão das placas indicativas dos pontos de encontros e das rotas com a sinalização de trânsito. Estamos fechando a planilha com as coordenadas dos locais de instalação e já iniciamos a análise dos pontos ideais – comenta Alexandre.

O coordenador do PAE pela Eletrobras Furnas, Cristiano Simão, conta que o Plano de Ação de Emergência é exigido por lei, com o objetivo de proporcionar mais segurança para a população. Segundo ele, as estruturas da barragem da Usina de Funil são constantemente monitoradas, inspecionadas e fiscalizadas. Construída no rio Paraíba do Sul no local conhecido como “Salto do Funil”, ela começou a operar em 1969 e, um ano e meio depois, já fornecia ao sistema elétrico sua capacidade total de 216 MW. “O empreendimento opera normalmente, com status normal de segurança, sem qualquer anomalia que implique em risco para a usina ou para as comunidades do entorno”, diz Simão.

De acordo com a empresa, o PAE será implantado em etapas. A primeira é o cadastro dos moradores das ZAS (Zonas de Autossalvamento), áreas próximas ou sob influência direta da barragem, pontos de Itatiaia e Resende logo a jusante do barramento. Estima-se que a população diretamente envolvida seja de 17.431 pessoas, o que será confirmado posteriormente em cadastramento, que vai servir para conhecer e quantificar os vizinhos do empreendimento, planejar a evacuação, estabelecer pontos de encontro, além de identificar moradores com dificuldades de locomoção ou necessidades especiais.

A fase seguinte é a instalação de sinalização, demarcando rotas de evacuação e pontos de encontro, mostrando a direção a seguir, no caso de uma evacuação de emergência. Por último, serão implantadas torres de alarme sonoro para compor o sistema de comunicação e alerta do PAE, que será usado para o empreendedor se comunicar, de forma rápida e direta, com toda a população situada nas ZAS.

Segundo a Usina de Funil, serão instaladas 28 torres de alarme sonoro nos municípios de Resende e Itatiaia e, depois de tudo instalado e funcionando, será realizado simulado com a população, para que todos saibam os procedimentos a serem seguidos em uma situação de evacuação de emergência. A empresa informa que o telefone/WhatsApp para dúvidas da população sobre o Plano de Atuação em Emergências da Usina de Funil é o 24 99253-1319.

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