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Furtado propõe audiências públicas sobre mortes de profissionais de segurança

Matéria publicada em 27 de junho de 2022, 18:26 horas

 


Foto: Divulgação
Antonio Furtado está preocupado com o número de mortes violentas de profissionais de segurança pública

Volta Redonda – O deputado federal Delegado Antonio Furtado pretende realizar duas audiências públicas, com previsão para o próximo mês, para debater o tema e buscar soluções que aumentem a proteção de policiais e vigilantes. O deputado decidiu discutir o assunto depois de ter acesso a dados que ele considera alarmantes, sobre o número de agentes de segurança mortos no cumprimento do ofício, fazendo serviços extras ou, até mesmo, durante a folga. O parlamentar constatou que no biênio 2020/2021, o número de mortes de policiais em todo o país chegou a 404.

Para Furtado, tal informação revela o nível de risco que estes profissionais são submetidos durante o trabalho, bem como a necessidade de apontar formas para que este cenário seja revertido.

No caso dos vigilantes, uma das propostas apontadas pelo parlamentar é a autorização do porte de arma fora do ambiente de trabalho. Acontece que, atualmente, o porte permitido é restrito ao período em que os profissionais se encontram em um serviço e, exclusivamente, para o uso da arma da empresa que os contratou.

Para ilustrar a sua preocupação, Furtado relembrou um recente caso. No último sábado, dia 25, um segurança morreu dentro do Village Mall, um luxuoso centro de compras no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O desfecho trágico aconteceu durante o assalto a uma joalheria. Segundo informações policiais, foram aproximadamente 30 tiros. Clientes ficaram em pânico e o sistema de monitoramento flagrou pessoas se atirando ao chão e tentando se esconder. A vítima, Jorge Luiz Antunes, tinha 49 anos e relatava insegurança com o ofício que exercia, de acordo com familiares.

Assim como Jorge, que deixou esposa e filhos, o deputado afirmou que milhares de profissionais arriscam suas vidas para garantir a segurança de outras pessoas. Furtado ressaltou que os vigilantes que trabalham de forma legal passaram por rigoroso curso de formação e foram submetidos a diversas avaliações técnicas e psicológicas.

– Essa capacitação os prepara para o emprego de armas de fogo nas mais variadas circunstâncias. Policiais e vigilantes estão totalmente expostos à violência de criminosos, no ato do trabalho ou em momentos de folga. Não faltam notícias envolvendo atentados desse tipo. Justamente por isso, precisamos aumentar a segurança oferecida. Não podemos concordar com tamanha vulnerabilidade. Assim como nós, eles também precisam de proteção – concluiu o deputado.


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Um comentário

  1. E o palhaço continua a se expor.

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