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Futuro do setor da indústria de óleo e gás é tema de encontro

Matéria publicada em 12 de agosto de 2020, 19:48 horas

 


UFF inicia Curso Remoto de Descomissionamento de Offshore e Reciclagem de Navios e Plataformas

Volta Redonda – O setor de óleo e gás movimentou nos últimos anos cerca de R$ 22 bilhões no Brasil. A oportunidade de descomissionar suas unidades offshore tem gerado uma perspectiva de movimentação de até R$ 26 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. O futuro deste setor, diante a competividade dos chineses e regulamentação, foi tema da aula inaugural do curso de Descomissionamento de Offshore e Reciclagem de Navios e Plataformas’. Com vagas esgotadas, uma nova turma foi aberta e terá início no mês de outubro.
Na costa brasileira há um total de 158 plataformas das quais 41% têm mais de 25 anos de operação e apresentam potencial para serem descomissionadas. O processo de descomissionamento envolve uma série de atividades desde o encerramento da produção do poço, remoção dos equipamentos subsea, remoção da plataforma, reciclagem dos ativos, controle dos materiais perigosos e destinação final.
Analisando os impactos desta mudança, o superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Raphael Moura, falou sobre as ‘Oportunidade e Desafios para o Descomissionamento no Brasil’. Segundo o palestrante, ‘a ANP é um catalizador e um ponto de debate que analisa o setor naval’, destacou. O responsável por implementar a estratégia regulatória da Agência para a fiscalização das atividades petrolíferas, endossou ainda o apoio na criação de um Centro Nacional de Descomissionamento como parte de um plano estratégico do setor. Participaram ainda do encontro o professor Mauro Destri que falou sobre o tema ‘Descomissionamento e Regulação’.
Para o vice coordenador do curso, o professor Dr. Newton Narciso Pereira, o Brasil deve aproveitar esta oportunidade e para isso precisa de capacitação de mão de obra, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. “A UFF campus de Volta Redonda está se posicionando para auxiliar a indústria nacional”, analisou.
Devido à grande procura, estão abertas as vagas para uma nova turma. A previsão de início é para o mês de outubro. As inscrições estão abertas no site www.fexuff.com.br

Sobre o curso

O curso de curta duração tem a carga horária de 40 horas, sendo 24 horas presencial online e 16 horas a distância para desenvolvimento de atividade complementar. Este curso está dentro de um pacote de cursos de formação executiva oferecidos pela UFF-VR.
Uma nova turma do curso iniciará dia 23 de outubro de 2020 e as inscrições estão abertas. O curso será ministrado de maneira remota às sextas-feiras (18:00 às 22:00 horas) e sábados (8:00 às 12:00), por meio da plataforma ZOOM.

Serviço

Curso Remoto de Gestão e Operação Portuária da Universidade Federal Fluminense (Campos Volta Redonda). As aulas iniciarão dia 16/10/2020 às 18:00 horas. Maiores informações pelo site: www.fexuff.com.br

Contratos em regime de partilha produzem 9 milhões de barris no pré-sal

União teve direito a uma parcela de 1,7 milhão de barris de petróleo e 18,4 milhões de metros cúbicos de gás natural
(Foto: Agência Petrobras)

Rio- Dados divulgados nesta quarta (12) pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, revelam que os três contratos de produção em regime de partilha no pré-sal produziram 9,3 milhões de barris de petróleo e 51 milhões de metros cúbicos de gás natural, disponíveis para comercialização, no primeiro semestre deste ano.
No período, a União teve direito a uma parcela de 1,7 milhão de barris de petróleo e 18,4 milhões de metros cúbicos de gás natural. Os contratos reúnem a Área de Desenvolvimento de Mero, o Entorno de Sapinhoá e o Sudoeste de Tartaruga Verde.
As informações constam do Boletim Mensal dos Contratos de Partilha de Produção, elaborado pela PPSA. A empresa foi criada em 2013 e atua em três frentes: gestão dos contratos de partilha de produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e a representação da União nos acordos de unitização, ou individualização.
A produção na Área de Desenvolvimento de Mero foi iniciada em novembro de 2017; em novembro de 2018 foi a vez do Entorno de Sapinhoá entrar em produção, seguindo-se, em dezembro do mesmo ano, a do Sudoeste de Tartaruga Verde. A produção acumulada dos três contratos alcança 40,6 milhões de barris de petróleo e 162 milhões de metros cúbicos de gás.

Junho

De acordo com o boletim da PPSA, a média diária da produção total dos três contratos, no último mês de junho, foi de 46 mil barris de petróleo por dia (bpd), sendo 26 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero, 9 mil bpd em Entorno de Sapinhoá e 11 mil bpd em Sudoeste de Tartaruga Verde. Esse resultado superou em 9,5% o registrado em maio de 2020 e foi 25,8% inferior ao de junho de 2019.
Embora as atividades tenham sido interrompidas em junho por cinco dias, devido a condições meteorológicas e oceanográficas, a produção voltou a crescer. A previsão, entretanto, é de que a produção continuará limitada até que a segunda linha de serviço seja instalada, o que deverá ocorrer no quarto trimestre de 2020.
Segundo informou a PPSA, a União teve direito a uma parcela da produção de 8,7 mil bpd em junho, registrando expansão de 70,6% em comparação a maio de 2020 e de 13% em relação a junho de 2019.

Gás natural

Os contratos relativos a Entorno de Sapinhoá e Sudoeste de Tartaruga Verde registraram produção total com média de 260 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural, sendo 176 mil m³/dia em Entorno de Sapinhoá e 84 mil m³/dia em Sudoeste de Tartaruga Verde. Na comparação com maio deste ano, o resultado foi 9,7% inferior; mas superou em 3,6% o desempenho verificado em junho de 2019.
A parcela média da União como excedente em gás natural em junho de 2020 foi de 97 mil m³/dia, referente aos contratos de Entorno de Sapinhoá (97.091m³/dia) e Sudoeste de Tartaruga Verde (192m³/dia). O gás natural produzido em Mero não teve aproveitamento comercial até o momento.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

 


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