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Geddel é preso em Salvador e está a caminho de Brasília

Matéria publicada em 8 de setembro de 2017, 09:35 horas

 


Bahia– O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso, na manhã desta sexta-feira (8), em Salvador, três dias após a Polícia Federal encontrar mais de R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento. Duas viaturas da PF estiveram no condomínio residencial onde Geddel cumpria prisão domiciliar, no Bairro da Barra, região nobre da capital baiana. A prisão ocorreu pouco antes das 7h.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi encaminhado para o Aeroporto de Salvador, de onde viaja a Brasília e ficará à disposição da Justiça.

O Ministério Público Federal (MPF) faz parte da força-tarefa denominada Greenfield, que cumpre dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Todos ocorrem em Salvador e fazem parte de mais uma fase da Operação Cui Bono, que investiga desvios de recursos em vice-presidências na Caixa Econômica Federal. O MPF não detalhou os nomes e endereços dos mandados.

O pedido de prisão de Geddel argumenta a necessidade de medidas para evitar “a destruição de elementos de provas imprescindíveis à elucidação dos fatos”. Após a solicitação, o juiz federal Wallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, autorizou o cumprimento dos mandados, para recolher provas de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na última terça-feira (5), a Polícia Federal apreendeu malas e caixas de dinheiro, em um apartamento na Graça, em Salvador. O proprietário, Sílvio Silveira, confirmou em depoimento, que emprestou o imóvel a Geddel, que teria pedido para guardar pertences do pai, que morreu no ano passado. Até a manhã de hoje, Geddel cumpria prisão domiciliar.

Operação Cui Bono

A primeira fase da Operação Cui Bono foi deflagrada pela PF em 13 de janeiro deste ano e investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo com a investigação,  entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.

A investigação da Operação Cui Bono – expressão latina que em português significa “a quem beneficia?” – é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que revelou intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel. A operação tinha a finalidade de evitar que provas importantes fossem destruídas por investigados da Lava Jato.


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3 comentários

  1. Geddel vou lhe dar um conselho muita calma nessa hora, a experiência me diz que a qualquer momento os nobres juízes Gilmar Mendes ou Marco Aurélio de Mello, lhe presenteará com um belo alvará de soltura OK. Aí vc vai passear pela orla de Salvador e a grana quem sabe retorna ao seu bolso e caso não volte fique triste não deve haver muito mais espalhado por esse Brasilsão varonil.

  2. É querer enganar a PF o proprietário do apartamento, Sílvio Silveira. Ele não sabia que estava emprestando o apartamento para um bandido e sem cobrar nada? É tbm cúmplice!

    Com essa desculpa de emprestar, enganou SÓ os eleitores do PT e eleitores de bandidos do PMDB + partidos ALIADOS pq o proprietário não engana os demais.

    Atenção eleitores do PT e eleitores de bandidos do PMDB + partidos ALIADOS: Com a apreensão dessa montanha de dinheiro NÃO tem mais pão + mortadela + notinha de R$ 50,00 em 2018.

  3. Tudo bem, mas… e grana ?

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