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GM descobre que estrangeiros também ocupavam o acampamento desmobilizado no domingo

Matéria publicada em 2 de agosto de 2021, 12:26 horas

 


Um deles foi flagrado com droga e levado para a delegacia

A desmobilização ocorreu de forma pacífica e não teve nenhuma resistência de seus ocupantes – Foto: Divulgação PMVR.

Volta Redonda- Após a desmobilização no último domingo, dia 1º, do acampamento que havia sido montado na Praça Sávio Gama, onde fica o Palácio 17 de Julho, sede do Poder Executivo Municipal, a Guarda Municipal de Volta Redonda descobriu que nove estrangeiros em situação irregular no país estavam morando no local, sendo encaminhados à Polícia Federal (PF) de Volta Redonda pela Guarda Municipal para regularização da situação. Um deles, flagrado com maconha, também foi levado para a delegacia da Polícia Civil, onde o caso foi registrado como posse e uso de droga e o homem liberado. A desmobilização do local ocorreu sem resistência dos ocupantes e foi realizada depois de um serviço de monitoramento da Guarda Municipal que durou quase 10 dias, ter recebido denúncias que animais foram vítimas de maus-tratos na praça.

“A desmobilização ocorreu de forma pacífica e não tivemos nenhum tipo de resistência de seus ocupantes. Havia muito lixo e dejetos humanos, já que eles colocaram um vaso sanitário no local; condições insalubres. Conversamos, os orientamos e eles entenderam a situação. Inclusive, revelaram que foram convidados a ocupar as barracas para engrossar o movimento por um dos homens apontados como líder do grupo, que não estava mais no local. A praça já foi limpa e intensificamos o monitoramento para impedir novas ocupações irregulares”, frisou o comandante da Guarda Municipal, João Batista dos Reis.

Inicialmente, o acampamento foi montado por pessoas que invadiram um terreno particular, na divisa entre Barra Mansa e Volta Redonda. A partir de uma decisão judicial, eles foram retirados da área e acabaram ocupando a praça da prefeitura, reivindicando um pedaço de terra.

Em reunião intermediada pela Igreja Católica, através da Cúria Diocesana, a prefeitura ofereceu emprego, aluguel social e cestas básicas para as famílias, entretanto, a proposta não foi aceita. A Igreja então se afastou das negociações e a prefeitura aguardou o retorno do grupo, que após algumas semanas deixou a praça. A partir daí, as barracas começaram a ser ocupadas por pessoas que não pertenciam ao movimento original.

Os estrangeiros encaminhados à Polícia Federal haviam entrado no Brasil como turista e excederam sua estadia legal. Por isso, foram multados e notificados a deixar o país em até 60 dias. Por lei, eles podem apresentar defesa por escrito na PF.


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