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Governo apresenta programa de “reindustrialização” do estado a partir do gás natural

Matéria publicada em 11 de maio de 2021, 19:08 horas

 


Rio de Janeiro – O Governo do Estado deu pontapé inicial no projeto “Industrializa RJ”, que tem o objetivo de impulsionar a retomada do setor. Levando em conta as vocações regionais, serão realizadas reuniões com os principais representantes setoriais para apresentar as propostas do governo para gerar desenvolvimento, empregos e renda para a população. A primeira reunião foi com a indústria que faz do gás natural o combustível para o seu crescimento.

Porto de Itaguaí

A reunião desta terça-feira (11) contou com empresas como Equinor, Ternium, Braskem, Gerdau, Furnas, Natural Energia, Compass, Sepetiba Tecon e Shell, além do BNDES, o principal financiador de infraestrutura no Brasil. O encontro reuniu, pela primeira vez, mais de 30 representantes de infraestrutura, ofertantes, demandantes e funding (agentes financeiros) do projeto Rota 4B para escoamento de gás natural do pré-sal pelo Porto de Itaguaí, local em que a CSN tem um terminal.

– Existe uma falsa percepção, divulgada por alguns agentes do mercado, de que não existe demanda para empreendimentos de gás natural no Estado do Rio de Janeiro. Algo que não combina com as informações que temos de CEOs e executivos de indústrias de diversos e grandes setores com quem temos conversado – afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares. – Estamos divulgando e colocando na mesa, com essas reuniões, uma visão realista e concreta das oportunidades no Estado, aproximando oferta e demanda para destravar investimentos no Estado e iniciar, de forma efetiva no país, o novo mercado de gás natural – explicou o governador Claudio Castro.

Ele também destacou a importância do gás natural para o crescimento econômico do estado.

– Temos consciência de que o gás natural será o combustível para o nosso crescimento. Somos o principal hub energético nacional. Respondemos por 79,3% da produção nacional de petróleo e por 61,2% do gás. E isto é uma oportunidade concreta. Temos recebido muitas empresas multinacionais que veem no gás natural uma fonte de energia de transição para suas indústrias. Estamos trabalhando para criar as melhores condições para a chegada de novos empreendimentos e o crescimento daqueles que já estão em nosso estado – afirmou.

A proximidade com as reservas de gás gera uma facilidade no escoamento, que já se reflete no número de termelétricas instaladas no Norte Fluminense, por exemplo, que têm potencial para atender às demandas da indústria local e de todo o estado. O Governo do Estado acredita que o escoamento da produção do gás do pré-sal, via Porto de Itaguaí, vai requalificar e expandir as competências logísticas do espaço e acelerar a implantação de novas empresas e indústrias no seu entorno.

– Também está nos pilares da nossa estratégia realizar ações relacionadas à atração de novos empreendimentos e a implantação de indústrias na região de Maricá, com o aproveitamento da Rota 3 do gás natural, que já leva a matéria-prima da Região Norte para ser manufaturada em Itaboraí – explicou Leonardo Soares, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais.

Gás para o desenvolvimento

Representante da norueguesa Equinor, o gerente de relações governamentais da petroleira, Thiago Martins, também acredita no potencial do gás natural no Estado. Segundo ele, vai haver muita demanda para o gás natural no Estado – afirmou.

O vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Ternium, Pedro Teixeira, complementou.

– Existe uma demanda potencial nos empreendimentos já instalados na região da Baía de Sepetiba capazes de viabilizar a rota para Sepetiba. Na verdade, a demanda de gás natural no Rio já é uma realidade – disse Pedro Teixeira.

Já o diretor de Energia da Braskem, Gustavo Checcucci, alegou que apenas a indústria petroquímica instalada em território fluminense tem potencial de consumir 18 milhões de metros cúbicos de gás.
– Esse é o equivalente a uma rota inteira de escoamento. Temos uma demanda de gás natural firme, constante e de longo prazo – concluiu.

As próximas reuniões, que têm como objetivo identificar ações concretas por parte do Governo para mapear demandas, remover gargalos e destravar investimentos da indústria de gás fluminense, serão realizadas com envolvidos em projetos de gás natural no Norte e no Leste Fluminense.


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Um comentário

  1. Como faço para trabalhar nessa reindustrialização? Pois a indústria que eu trabalho o plano de saúde é horrível!!! É uma tal de LIV.

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