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Guia de leitura: Derek Meddings, o super-homem dos efeitos especiais

Matéria publicada em 4 de fevereiro de 2019, 08:00 horas

 


Derek Meddings: O mago e suas miniaturas.

No século passado o cinema não tinha as ferramentas da computação gráfica para criar suas ilusões, tudo era feito com miniaturas que exigiam o máximo de talento dos técnicos envolvidos. Entre os profissionais, o mais talentoso foi o britânico Derek Meddings. Que começou trabalhando nos seriados infanto-juvenis do produtor Gerry Anderson e terminou criando carros, espaçonaves e prédios miniatura para os filmes do Super-Homem e do James Bond. Muitos filmes modernos, como “Interestelar” ainda recorrem a miniaturas e pagam tributo ao talento do pioneiro britânico.
Seu trabalho esta sendo lembrado em dois livros fartamente ilustrados, um é “21st Century Visions” que cobre o trabalho do artista nos seriados da TV britânica. O outro é “Special Effects Superman-The miniature effects of Derek Meddings” que abrange a produção dos filmes do James Bond, do Super-Homem e do Batman. Filmados nas décadas de 1970 e 1980. Meddings trabalhou até morrer e sua última criação foi a sequencia da destruição da estação de radar russa no filme “007 contra Goldeneye” de 1995.
Sem os filmes de TV, Meddings provavelmente nunca teria chegado ao cinema. Na década de 1960, o produtor Gerry Anderson contou com o talento dele para criar seriados futuristas estrelados por marionetes. “Thunderbirds” e “Capitão Escarlate” foram sucesso no mundo inteiro, incluindo o Brasil, e o trabalho deste modesto cidadão inglês não se resumia em construir as miniaturas e filma-las. Como as histórias se passavam no futuro ele tinha que imaginar aviões, espaçonaves e navios que não existiam na vida real. Meddings conta que olhava fotos em revistas sobre aviação e automobilismo e a partir daí fazia desenhos num bloco de papel, até chegar a forma certa. Foi assim que ele criou o foguete Thunderbird 1 e o avião supersônico Fireflash.
Nos filmes do James Bond e do Superman era um pouco mais fácil. Já que Meddings só tinha que reproduzir veículos que existem na vida real, como o carro Lotus submarino de “O espião que me amava” ou o ônibus espacial do “Foguete da morte”. Mesmo assim seu trabalho parecia absolutamente real.


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