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Guia de Leitura: Para entender os buracos negros

Matéria publicada em 15 de abril de 2019, 08:43 horas

 


Livro ilustrado da editora Moderna ainda é o melhor

Mergulho: Por dentro de um buraco negro

Na semana passada os cientistas do mundo inteiro comemoraram a primeira fotografia de um buraco negro. No caso o gigantesco buraco negro galáctico que fica no centro da galáxia M-87, uma elíptica gigante situada a 53 milhões de anos-luz de distância. Existem muitos livros sobre o assunto, incluindo alguns de autoria do físico Stephen Hawking. Mas para os leigos, que tem dificuldade de entender o mundo do astrofísica, o melhor de todos  é “Buracos negros – uma viagem ao centro de um buraco negro” que saiu no Brasil pela editora Moderna, em 1997. Apesar de ter mais de vinte anos, o livro não ficou desatualizado e ainda pode ser encontrado nas principais lojas virtuais da internet.

Criado pelos ilustradores ingleses Heather Couper e Nigel Henbest, o livro é composto de inúmeras gravuras de página dupla, que mostram como os buracos negros se formam a partir do colapso de uma estrela gigante, e revelam sua estrutura interna, que inclui o horizonte de eventos e o disco de acreção, que é formado pela matéria incandescente que orbita o buraco negro antes de ser engolida por ele.

Mesmo conceitos de colapso gravitacional, que são difíceis de entender unicamente com texto, aparecem bem ilustrados nas gravuras coloridas. Como promete o subtítulo, o livro imagina também o que aconteceria com um astronauta que fosse atraído para dentro de um desses astros enigmáticos. No exterior o livro saiu como parte de uma obra maior, intitulada “To the ends of the universe” (Até os confins do Universo), que fala também do Big Bang e da possibilidade de existir vida em planetas de estrelas distantes.

A parte sobre buracos negros, que foi publicada no Brasil, é a que envelheceu menos. Afinal, poucas descobertas sobre o assunto foram feitas nas duas últimas décadas. Os autores mostram que existem dois tipos de buracos negros. Os buracos negros estelares, que flutuam em meio aos braços espirais das grandes galáxias, como a Via Láctea. E os buracos negros galácticos que se formam no centro das galáxias e podem ter milhões de massas solares. Foi um desses que os astrônomos conseguiram fotografar na M-87.


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