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Histórias de brinquedos

Matéria publicada em 24 de junho de 2019, 09:00 horas

 


Brinquedos antigos acabam valendo muito dinheiro

A franquia Toy Story, atualmente em seu quarto episódio, celebra a relação dos seres humanos com seus brinquedos, que fazem parte da infância da maior parte das pessoas. Toy Story surgiu na década de 1990 e os brinquedos mostrados nos filmes são todos de plástico. Mas antes do plástico teve a era dos brinquedos de lata, a maioria feita no Japão, que reproduziam aviões e submarinos cheios de movimentos. No Toy Story os brinquedos vivem lutando para escapar da lata de lixo. Mas um brinquedo antigo vale muito dinheiro e muitos são leiloados a preços exorbitantes nos sites da internet.

Os brinquedos de lata são chamados de tin toys pelos americanos e  não valem tanto quanto os de plástico. Nos meus tempos de criança eu tive um submarino Nautillus feito de lata, da Marusan japonesa, ele tinha um mecanismo de corda que movimentava a hélice. Era só dar corda e colocar em uma piscina, ou mesmo numa banheira que ele saia navegando. Era baseado no primeiro submarino nuclear que navegou sob a calota polar ártica em 1958. Hoje vale só uns 150 dólares (600 reais) na ebay.

Meu Nautillus não sobreviveu à passagem dos anos, por ser feito de lata ele enferrujou, as engrenagens quebraram e o jeito foi jogar no lixo. Já os brinquedos de plástico duravam muito mais. No século passado, durante a minha infância, havia uma divisão clara entre os brinquedos das meninas e dos meninos. As meninas brincavam com bonecas. Já os garotos preferiam carros, aviões, submarinos e jogos de armar.

Um sucesso no meu tempo de garoto era o Forte Apache, todo de plástico ele reproduzia uma daquelas fortificações de madeira dos filmes de faroeste. Com figuras dos soldados da cavalaria americana e dos índios, que viviam atacando o forte nos filmes. A garotada se divertia montando a coisa toda e encenando batalhas. O Forte Apache ainda é vendido até hoje, mas não faz mais tanto sucesso. Foi superado pelos jogos da Lego.

Como Toy Story já mostrou muito bem, os brinquedos antigos, baseados nos filmes de faroeste, como o Woody e o Forte Apache, sofreram um choque com a chegada dos brinquedos espaciais, como o Buzz Lightyear do filme que começaram a invadir as lojas assim que os primeiros astronautas chegaram ao espaço aí por volta de 1961. Um brinquedo que fez muito sucesso no Brasil foi “A ilha Secreta”, baseada no seriado de TV “Thunderbirds”. Tinha os foguetes e aeronaves saindo de suas plataformas de lançamento e o centro de comando com antenas parabólicas e tudo. Saiu no Brasil pela Trol e hoje é uma raridade que vale mais de dois mil reais.

A era espacial acabou invadindo o universo das meninas, mas levou mais tempo. A Estrela brasileira lançou uma versão astronauta da sua boneca Susi, com capacete, mochila, controle peitoral e dois trajes, um para usar dentro da nave e outro para os passeios espaciais. Susi representa uma astronauta durante uma futura missão ao planeta Marte. A Mattel americana correu atrás e também fez uma versão espacial da sua famosa Barbie, mas a Susi brasileira foi a primeira.

Além dos bonecos e das miniaturas, outro sucesso entre as crianças eram os jogos de mesa. No meu tempo a garotada aprendia a lidar com dinheiro e calcular o troco das compras jogando o velho Banco Imobiliário. Antes do Banco Imobiliário eu tive um jogo, hoje raríssimo, baseado no filme “A volta ao mundo em 80 dias”, que também envolvia o uso controlado do dinheiro. Cada viajante recebia uma soma para comprar passagens durante as viagens, se gastasse demais ficava perdido em algum lugar entre Marrakesh e Cingapura.

Mais do que memórias de infância, brinquedos antigos podem ser um bom investimento. O jogo da Volta ao Mundo hoje vale uma pequena fortuna.


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