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Hospital da PM do Rio enfrenta crise e pode perder residência médica

Matéria publicada em 10 de setembro de 2015, 08:10 horas

 


Rio de Janeiro – Os 84 médicos residentes do Hospital Central da Polícia Militar do Rio de Janeiro poderão deixar a unidade de saúde por falta de condições de manter a residência no local. A Comissão de Residência Médica (Coreme) do hospital comunicou à Comissão de Residência Médica Estadual que não será possível fazer concurso para o próximo ano e pediu a transferência dos residentes para outros hospitais. As informações são da Agência Brasil.

No entanto, o descredenciamento dos residentes só ocorrerá se a Comissão Nacional de Residência Médica julgar necessária a transferência para outra unidade, o que não é desejo da maioria que quer permanecer no local. Por isso, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sindmed-RJ) e os residentes manifestaram a necessidade da visitação da comissão nacional o quanto antes para definir a situação da unidade hospitalar.

O residente Igor Meneze disse que a residência em cirurgia foi uma das mais afetadas com a precariedade do hospital. Segundo ele, até março deste ano, havia um volume intenso de cirurgias, com a diminuição progressiva da fila de espera. Mas que, a partir de abril, iniciaram os problemas com a suspensão de procedimentos cirúrgicos por diversos motivos, como a falta de compressa e de bandeja esterilizada, entre outros itens.

– O fim da picada foi a suspensão do centro cirúrgico porque a gente tinha um volume muito grande de cirurgia. A gente está numa situação crítica e a fila está crescendo porque o ambulatório não foi suspenso, o que provoca o aumento do número de pacientes na fila para cirurgia. O serviço ficou ruim para todo mundo. Todas as clínicas estão sendo afetadas porque falta material – disse.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que, a partir de informações do diretor geral de saúde, coronel Arthur Baeta, apenas 24 leitos estão fechados e 196 estão ativos. Além disso, três centros cirúrgicos em funcionam normalmente e dois estão inoperantes.

– O motivo de estarem fechados é que o contrato da empresa que compõe o quadro suplementar de técnicos de enfermagem encerrou dia 31 de agosto e um novo contrato está sendo elaborado – disse.


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2 comentários

  1. Avatar

    O Tribunal de Contas do Estado descobriu um enorme rombo, desvios nas contas da unidade de Niterói. Assim não há gestão que aguente. Roubar recursos de hospital…como o brasileiro carrega uma má índole meu Deus.

  2. Avatar

    Se preocupem não, pois o governador afirmou que em 2016 vai colocar a economia do estado em equilíbrio, como eu naõ sei e nem imagino depois do MEU BRasil perder o Grau de Investimento.

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