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Hospital São João Batista realiza parto emergencial de mãe infectada pela Covid-19 e salva bebê

Matéria publicada em 8 de abril de 2021, 12:23 horas

 


Mulher precisou ser internada às pressas e deu à luz no sexto mês de gestação

Grávida de seis meses da sua segunda filha, Laura precisou ser submetida a um parto de emergência quatro dias após a sua internação – Foto: Arquivo pessoal.

Volta Redonda- Depois de estar internada por um mês por complicações da Covid-19, a dona de casa e moradora de Barra Mansa Laura Gonçalves Silvano Araújo, de 27 anos, comemora os primeiros passos em casa, 13 dias após ter saído do Hospital São João Batista.

Grávida de seis meses da sua segunda filha, Laura precisou ser submetida a um parto de emergência quatro dias após a sua internação. A indicação médica pretendia salvar a pequena Allana Victoria, que por conta do quadro clínico da mãe, poderia não sobreviver.

“Gratidão é o que me resume. Gratidão pela vida, gratidão pela vida dessa equipe de enfermagem e médicos do São João Batista. Pois eles não mediram esforços pra cuidar de mim. Ótimos médicos e enfermeiros. Não tenho o que reclamar. Pois quando acordei do coma eu pude ver o quanto se esforçaram para que hoje eu estivesse aqui. Sou grata, pois Deus deu sabedoria a essas pessoas para estar cuidando de mim e da minha filha. Sou um milagre, a Allana é um milagre. Deus é fiel”, comemorou.

Laura chegou a ter os pulmões completamente comprometidos. Intubada, permaneceu em coma por 17 dias. Um pouco mais recuperada, cinco dias após acordar, mãe e filha se encontraram pela primeira vez. “Foi o melhor momento da minha vida poder ver a minha filha ali, lutando pela vida assim como eu. E saber que hoje ela está bem, fora de perigo é a melhor sensação do mundo”, disse.

Agora, ao lado do marido, Victor Modesto de Araújo e da filha Sophia, de 7 anos, Laura aguarda Allana Victoria engordar um pouco mais para que possa ter alta e ir para casa. A mãe faz um alerta sobre os cuidados com a prevenção à doença.

“Deixo aqui um alerta para todos, principalmente para as grávidas. Essa doença não é brincadeira ou marketing, não é política, ela é real, só sabe quem passou e sentiu na pele, pois essa doença engole o corpo. Se cuidem, usem máscara, não façam aglomeração, usem álcool, fiquem em casa e só saiam se necessário for. Não brinquem com algo sério, não trate essa doença como uma gripe qualquer”, disse.


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3 comentários

  1. Avatar

    O pessoal de Barra Mansa vem ser tratar aqui e quem leva a culpa é o comércio. Hospital cheio, mas não ver que são pessoas de outras cidades que vem pra cá.

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      A sua “realidade” parece ser muito pessoal, desumana e insensata.
      Isso é investimento feitobcom verba do SUS, indivíduo ” boca aberta “.

  2. Avatar

    Não posso deixar de parabenizar a equipe médica que tão bem executou sua função nesse caso de extrema gravidade.
    Por outro lado, lembrar dos que vivem dando pitaco nesse espaço, que elogiar não é favor, mas obrigação de quem depende da saúde pública.

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