domingo, 20 de setembro de 2020 - 04:39 h

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / HSJB separa pacientes com suspeita de Covid-19 desde a entrada

HSJB separa pacientes com suspeita de Covid-19 desde a entrada

Matéria publicada em 3 de agosto de 2020, 17:45 horas

 


HSJB tem entrada exclusiva para pacientes com sintomas respiratórios
(Foto: Secom PMVR)

Volta Redonda – O Hospital São João Batista (HSJB), principal unidade de urgência e emergência da Rede Municipal de Saúde de Volta Redonda, separa desde a chegada os pacientes com sintomas respiratórios, que podem estar contaminados com o Novo Coronavírus, que causa a Covid-19. O diretor administrativo do hospital, o médico Flávio Luiz, explica como isso foi feito:

– Por conta da Covid-19, redividimos as portas de entrada. O antigo acesso ao pronto socorro adulto ficou exclusivo para pacientes com sintomas respiratórios, normalmente ligados ao contágio pelo novo coronavírus. Mesmo assim, o acolhimento na chegada ao local, assegura que esse paciente seja imediatamente encaminhado para o isolamento. A recepção principal recebe os pacientes de clínica médica, maternidade e outras especialidades, além dos visitantes e acompanhantes. Já o antigo ambulatório de ortopedia, passou a receber as urgências pediátricas – contou Flávio Luiz, lembrando que o antigo PS Infantil foi adaptado para abrigar os leitos para pacientes com Covid-19.

Atendimentos

O HSJB ultrapassou a marca de 18 mil atendimentos entre março e julho de 2020, os cinco meses da pandemia pela Covid-19. Os pacientes estão divididos em clínica médica, cirurgia geral e buco-maxilo, ortopedia, pediatria e gineco-obstetrícia (maternidade). Além dessas especialidades, o hospital conta agora com 20 leitos de enfermaria e dez de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para infectados pelo novo coronavírus.

Pacientes

A secretária de Saúde de Volta Redonda, Flávia Lipke, lembrou que o São João Batista é referência no atendimento de urgência e emergência e está funcionando normalmente neste período de pandemia. “A única mudança foi a transferência do atendimento ambulatorial para o Centro Municipal de Saúde (antigo Santa Margarida) para evitar aglomeração no hospital e abrir espaço para o setor reservado para pacientes com Covid-19”, disse.

Um dos mais de seis mil pacientes atendidos na clínica médica do São João Batista nestes cinco meses de pandemia foi Cesar Henrique de Oliveira Possodelli, de 57 anos. Ele ficou internado por dez dias em tratamento por conta de uma pneumonia. “Cheguei com muita dor no peito e a suspeita era infarto. Imediatamente, fiz todos os exames indicados e diagnosticaram pneumonia. Por conta da suspeita de Covid-19, cheguei a ficar em isolamento até o teste dar negativo para a doença. Só tenho a agradecer o atendimento que tive no hospital. A equipe é ótima, atenciosa e competente”, afirmou Cesar, que teve alta na última segunda, dia 03.

Entre os pouco mais de 3,5 mil pacientes da maternidade, entre março e julho, estava Lourdes Neves Dias de Oliveira, acompanhada pelo marido Gilberto Dias de Oliveira. Os dois comemoravam o nascimento prematuro de José Guilherme. “Comecei a sentir as contrações, mas não achei que era o bebê. Estava com 37 semanas e fiz acompanhamento durante toda gravidez. Tenho muito que agradecer às equipes da unidade básica do Santo Agostinho, da Policlínica da Mulher e agora do São João Batista. Fui atendida imediatamente e está tudo ótimo comigo e com o meu filho”, falou.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document