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Idosos que vivem em comunidades do Rio podem ir para hotéis

Matéria publicada em 23 de março de 2020, 19:45 horas

 


Rio de Janeiro – O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, manifestou nesta segunda-feira (23) preocupação com os idosos que vivem nas comunidades da cidade em condição menos favorecidas de moradia e saneamento e com maiores riscos de se infectar com o coronavírus. Ele informou que a prefeitura está fazendo o levantamento dos moradores conforme o programa Saúde da Família, para providenciar a transferência deles para hotéis da zona sul, que ainda estão sendo escolhidos. Crivella disse que começou a conversar com os donos de hotéis sobre o valor das diárias e como a prefeitura vai fazer para pagar.
– As pessoas serão escolhidas pela saúde, os agentes de saúde da família nas suas clínicas é que vão nos indicar as pessoas que vão ocupar prioritariamente esses locais – explicou. Segundo o prefeito, na entrada das comunidades, serão reservados locais com galões de água e sabão para os moradores se higienizarem, sobretudo lavando bem as mãos.
O prefeito reiterou o pedido para que a população fique em casa, sobretudo os idosos, e destacou a zona sul e a Barra da Tijuca, na zona oeste, como os locais com mais casos de coronavírus registrados na cidade. São 29 casos conforme os últimos números da Secretaria Municipal de Saúde. Crivella chamou a atenção para o respeito à determinação de fechamento de comércio e lembrou que, de sábado (21) até hoje quase dobraram os casos de pessoas infectadas na cidade.
– A gente pede que as pessoas não saiam de casa, sobretudo as idosas e as com comorbidades como doenças relacionadas a pulmão, tuberculose, asma, bronquite, ou as que têm insuficiência renal ou que estejam em tratamento contra câncer – alertou.

Limpeza
Nesta terça-feira (24), a Companhia Municipal de Limpeza do Rio (Comlurb) vai começar uma operação de lavagem das ruas da cidade com a utilização de detergentes em áreas de contato manual, como as de acesso aos meios de transporte. Em princípio, a limpeza será na zona sul e na Barra da Tijuca. Serão usados 20 caminhões-pipa, 10 vans com motobomba e 30 pulverizadores.
– Iremos privilegiar lavagem das superfícies e também das áreas de contato, para que haja mitigação do contágio por locais onde tem muita gente que faça o toque, por exemplo, pontos de ônibus, saídas do BRT, dos metrôs, todos os entornos dos hospitais municipais e estaduais – disse o presidente da Comlurb, Paulo Mangueira. Com isso, ele considera possível reduzirem-se as chances de infecção por contato. As medidas valem também para as estações de trens e das barcas.
– Essas medidas foram adotadas por outros países e surtiram efeito – disse o prefeito. Também os locais de concentração de população em situação de rua serão higienizados.
– Nos locais onde tem incidência de população em situação de rua, quando eles se levantarem, a companhia vai lavar todos os locais no centro da cidade – completou Mangueira.

Atualização
Todos os dias, às 18h, a Secretaria Municipal de Saúde atualizará os dados sobre os casos de coronavírus no município do Rio.
Crivella elogiou a participação da imprensa na divulgação de informações à população e destacou que permitiu a continuidade de funcionamento das bancas de jornais na cidade, por serem um elo importante na cadeia da informação.
– Considerada também pelo governo federal como serviço essencial à população, a imprensa – jornais, rádios, televisões, profissionais de internet – faz um papel extraordinário para informar cada cidadão sobre a luta que estamos tendo contra o coronavírus – afirmou o prefeito, que encerrou a entrevista com uma oração.
* As informações são da Agência Brasil


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