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Idosos recebem diploma da Universidade da Melhor Idade

Matéria publicada em 19 de dezembro de 2019, 20:07 horas

 


Curso de extensão busca proporcionar o acesso da pessoa idosa à Universidade

Alunos de segunda turma da Universidade da Melhor Idade recebem certificado de conclusão de curso
(Foto: Paulo Dimas)

Volta Redonda- Na noite desta quinta-feira (19) o auditório da Universidade Federal Fluminense (UFF), na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, foi palco para a formatura da segunda turma da Universidade da Melhor Idade. De acordo com a coordenadora do curso e paraninfa da turma, professora Nadja Valéria Vasconcellos de Avila, ao todo 36 idosos receberam seu certificado de conclusão de curso.
– Hoje é um dia muito especial, não só para eles, mas para todos nós que participamos desta jornada. São 36 idosos, com idades entre 55 e 75 anos, que em sua maioria não teve a oportunidade que tiveram de estar dentro de um ambiente como este – destacou.
Ainda segundo a professora, o curso oferece várias disciplinas em diversas áreas que contribuem diretamente no dia a dia de cada um dos idosos.
– Este é um curso de extensão, com duração de um ano e seis meses, onde os alunos participam de 20 disciplinas e oficinas que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida de cada um deles – explicou.
Nadja acrescentou ainda que o curso traz benefícios não somente para os idosos, mas para todos os envolvidos e para a universidade de modo geral.
– Essa é uma experiência única, nós aqui na UFF estamos acostumados a lidar com o público jovem e de exatas, por se tratar de um campus de engenharia. Ter essas turmas da melhor idade é uma troca incrível, eles aprendem com a gente e nós, professores e alunos do campus, aprendemos com eles – citou.
Além de coordenadora do curso, Nadja foi escolhida como paraninfa da turma, ela citou como foi receber o convite e destacou ainda a escolha do ex-deputado federal, Deley de Oliveira, como patrono.
– Receber esse convite foi um prazer enorme, estou muito feliz em vê-los concluindo esta etapa. É muito gratificante olhar essas pessoas dentro desse ambiente da universidade, mexe com todos, principalmente com a cabeça dos nossos jovens, que estão começando a vida. Sobre a escolha do Deley, essa foi uma forma de agradecimento, pois o curso só foi possível graças a iniciativa dele, que nos trouxe a ideia e conseguiu os recursos – afirmou.
Ao chegara ao evento, Deley contou como foi receber o convite e a importância de projetos como este voltados para a qualidade de vida da melhor idade.
– Estou muito feliz, ter conseguido recursos que estão dando oportunidades para esses idosos entrarem para a vida acadêmica é um dos grandes legados da minha vida pública. Gostaria que esse projeto fosse de nível nacional, pois ele é transformador. Seria incrível se os municípios fizessem parcerias como esta, é enriquecedor para todos – declarou.
A formanda Maria Inês Zizuel, de 62 anos, contou que por pouco não ficou de fora da turma e que ter ingressado na universidade foi motivo de alegria de toda a família e ainda serviu de exemplo para muitos.
– Me lembro que fiz a minha inscrição no último dia. Ainda bem que consegui, pois foi uma experiência maravilhosa. Estar concluindo isso hoje é um misto de alegria e tristeza, não só pra mim, mas para todos. Estamos felizes por estarmos recebendo nosso diploma, porem estamos tristes, pois vamos perder a convivência diária. Aqui além de adquirir conhecimento, nós fizemos novas amizades e ainda tem os professores, é indescritível tudo isso. Eu sempre gostei muito de estudar, quando perdi meu esposo eu vi aqui uma oportunidade para fazer uma vida diferente. Tive apoio do meu filho, que está aqui hoje, e de todos da minha família. Posso afirmar que estou servindo de exemplo para muitos e não vou parar aqui não. Já estou fazendo aulas de francês e vou dar continuidade em outros cursos, como por exemplo aprender o inglês – contou.

Sobre o curso

O curso de extensão Universidade da Melhor Idade busca proporcionar o acesso da pessoa idosa à Universidade, no fortalecimento e atualização de suas faculdades e investimento na melhoria de sua qualidade de vida, valorizando suas potencialidades, através de acesso a novos conhecimentos, envolvimento com a vida acadêmica e reconhecimento de sua história de vida.
Para ingressar, os interessados tem que ter no mínimo 60 anos completos, mas 10% das vagas são oferecidas para aqueles que têm entre 55 e 59 anos. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira – de acordo com um cronograma pré-estabelecido, das 14h às 17h, na UFF da Vila Santa Cecília, em Volta Redonda. A quarta e quinta turma do curso tem início em fevereiro de 2020, com cerca de 80 alunos já inscritos.

Por Amanda Teixeira 


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Um comentário

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    Bobeira isso tá ok? Pra que formar esquerdistas idosos? Isso tem que acabar tá ok? Eles tem que fazer uma faculdade militarizada com muito polichinelo e muita flexão. Tá ok?

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