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Infectologista afirma que pacientes têm reagido bem a tratamento contra coronavírus

Matéria publicada em 16 de abril de 2020, 07:28 horas

 


A maioria dos pacientes está reagindo bem aos tratamentos

(Foto: Divulgação)

Volta Redonda – A médica infectologista, Keila Cristina dos Reis, estimou que mais de 80% dos casos confirmados  de Covid-19, atendidos no Hospital da Unimed, tiveram evolução favorável do quadro clínico e foram mantidos em internação domiciliar. Ainda segundo a especialista, apenas 20% foram internados, mas também apresentam evolução clínica positiva. A unidade registra, até o momento, apenas um óbito confirmado.

O Hospital da Unimed já realizou 567 exames em pacientes sintomáticos para a doença. Destes, 105 resultaram positivo para Covid-19 e foram, em maioria, tratados em internação domiciliar. Outros 72, aguardam resultado do exame, e cinco estão em internação hospitalar, atualmente, sendo quatro suspeitos e um confirmado por exame laboratorial.

– Embora ainda tenhamos muitas dúvidas sobre o comportamento do vírus percebemos que pacientes, em um quadro geral, reagem bem ao tratamento e demonstram evolução favorável – avaliou a médica, lembrando que estes casos, em maioria, se referem a pacientes fora do grupo de risco.

A infectologista garante, porém, que apesar da evolução positiva de boa parte dos pacientes, as medidas de prevenção ao coronavírus devem ser mantidas. A principal delas continua sendo a higiene, principalmente das mãos. A infectologista explica que o uso de álcool ou água e sabão são  imprescindíveis para evitar a contaminação. Este item, lembra a médica, deve ser associado ao distanciamento social, de pelo menos um metro, evitando aglomerações em lugares fechados.

– Isso vale não somente para o coronavírus, mas para qualquer outra doença viral – enfatizou a infectologista.

Quanto ao uso de máscaras a médica reafirma que as mesmas podem se tornar traiçoeiras se forem mal utilizadas e devem ser manipuladas com as mãos limpas e higienizadas. “Muitos não tem o hábito de usá-las e acaba levando as mãos ao rosto várias vezes, facilitando, um possível acesso do vírus as vias respiratórias, caso as mãos não estejam higienizadas corretamente”, explicou.

Outra medida que não pode ser esquecida é o acesso ao interior das casas. Para aqueles que precisam sair a dica é simples: antes de entrar em casa, retirar sapato, evitar circular pelo imóvel, seguir direto para o banho, deixando a roupa suja em local específico para ser lavada.

Exames

O PCR – testes de biologia molecular, chamados de RT-PCR, utilizados para identificar a doença em estágio inicial, são os mais comuns utilizados na Unimed, cujo resultado fica concluído entre dois a cinco dias. Embora tenham alto custo, em torno de R$ 200, o exame é imprescindível segundo os médicos para o rastreamento epidemiológico da doença. “Somente podemos afirmar como o vírus está se comportando quando ampliarmos os testes e, por isso, estamos trabalhando neste sentido”, explicou a médica.

Doença e atendimento  

Medidas como isolamento e distanciamento social, higiene, estão entre os fatores fundamentais para conter a pandemia de coronavírus, conforme alerta da infectologista. Outras medidas de segurança estão entre evitar ir aos hospitais, em casos de sintomas leves de doença. Na Unimed os pacientes podem ainda lançar mão do tele atendimento, com médicos que fazem consultas através do sistema virtual. Para aqueles que apresentam evolução a Unimed adotou protocolo diferenciado para atendimentos de casos com síndrome gripal, que utilizam, uma área reservada.

– Precisamos, neste momento, evitar o colapso do sistema de saúde, precisamos evitar que as pessoas circulem, fiquem aglomeradas, enfim, que o vírus se espalhe – concluiu a infectologista.


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5 comentários

  1. Avatar

    Qual é o tratamento meu deus? materia incompleta

  2. Avatar

    Os que torcem para que tudo dê errado irão pirar ,

  3. Avatar

    Começam a reverter a farsa. A Itália já mostra a situação dos que vieram a óbito desde o início. Lá somente 20% tem a situação agravada por doenças preexistentes.

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