Inflação Interna: O impacto silencioso no orçamento familiar

Desvendando os desafios financeiros que afetam as famílias e estratégias para manter o equilíbrio econômico.

Por Agatha Amorim

Sul Fluminense – A administradora Débora Corsi apresenta insights sobre como a economia de um país é frequentemente avaliada através de indicadores como o índice de inflação no Brasil, que serve como um termômetro do poder de compra. Entretanto, enquanto observamos atentamente as flutuações do dólar, euro, e outras commodities globais, muitas vezes negligenciamos um fator crucial: a inflação interna. A inflação interna, muitas vezes subestimada, desempenha um papel significativo nas finanças familiares. Diferente da inflação externa que afeta a economia como um todo, a inflação interna atinge diretamente o bolso das pessoas.

Exemplos cotidianos, como reajustes em planos de saúde devido a mudanças na faixa etária, transição de filhos para novas instituições de ensino, ou a adição de serviços de streaming, ilustram como a inflação interna pode se manifestar. Mesmo em tempos de inflação controlada, os compromissos familiares podem aumentar de forma expressiva. Despesas imprevistas, como manutenção de veículos, despesas médicas não previstas, ou reparos emergenciais, são exemplos claros de inflação interna. A questão que se coloca é: como as famílias podem lidar com esse aumento discreto, mas persistente, nos gastos? Um controle financeiro equilibrado é fundamental para garantir saúde mental e um lar pacífico.

Soluções práticas para mitigar a inflação interna

Avaliação consciente de despesas: Repensar a necessidade real de múltiplas assinaturas de serviços, como streaming, pode resultar em economias significativas.

Negociação bancária: Buscar negociar taxas de manutenção bancária pode aliviar o peso das despesas financeiras recorrentes.

Pontualidade nas contas: Liquidar contas dentro do prazo evita encargos financeiros, contribuindo para uma gestão financeira mais eficiente.

Análise completa de ofertas: Calcular o custo total de ofertas aparentemente vantajosas, como mensalidades de R$99,99, é crucial para evitar surpresas no orçamento anual.

Controle de gastos impulsivos: Evitar compras não essenciais em promoções é uma estratégia eficaz para manter a disciplina financeira.

Registro detalhado de despesas: Para quem não utiliza planilhas, manter um caderno de anotações para registrar todas as despesas e receitas é uma alternativa prática.

A inflação interna, muitas vezes negligenciada, pode ser um fator determinante no equilíbrio financeiro das famílias. Prevenir o crescimento descontrolado dos gastos é essencial para preservar o poder de compra e evitar endividamentos desnecessários. Um controle financeiro equilibrado não apenas contribui para a estabilidade econômica, mas também para a saúde mental e a harmonia no lar. Enfrentar a inflação interna requer consciência, planejamento e ações práticas para manter o orçamento familiar em equilíbrio.

 

 

Débora Corsi é formada em Administração de Empresas com especialização em Controladoria, auditoria e PIGEAD.

 

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