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Inverno pode elevar transmissão da Covid-19 e o surgimento de doenças respiratórias

Matéria publicada em 3 de julho de 2020, 19:47 horas

 


Pneumologista Gilmar Zonzin alerta sobre agravamento de problemas de saúde durante a estação

Médico orienta para evitar aglomerações e manter o distanciamento social sempre que possível
(Foto: Arquivo)

Barra Mansa– A queda das temperaturas e a baixa umidade do ar exigem a atenção redobrada da população, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus. O inverno pode desencadear ou mesmo agravar doenças infecciosas e alérgicas típicas da estação – resfriados, gripe, pneumonia, asma brônquica, rinite, sinusites e também provocar exacerbações (agudizações) da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) – bem como teoricamente potencializar a transmissão da Covid-19.
Segundo o pneumologista Gilmar Alves Zonzin, ex-presidente da Sopterj (Sociedade de Pneumologia de Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro) e chefe do Serviço de Pneumologia do Hospital Santa Maria, existem grandes riscos de uma piora nos índices da pandemia da Covid-19 durante o inverno, que iniciou oficialmente no dia 20 de junho.
O médico assinalou que, nos anos anteriores, além de todas as doenças que geram apreensão e muitos inconvenientes durante a estação, a gripe H1N1 era o principal foco de atenção devido aos riscos de evolução para doenças graves e mortes.
– Esse ano permanecem os alertas para os riscos com todas as doenças de outros anos, mas acrescentamos ainda o alerta para a Covid-19, provocada por um vírus novo, extremamente contagioso, com grande potencial para agravamento e mortes e, ainda, sem vacina e medicamentos efetivos – destacou Zonzin.
Os grupos mais suscetíveis às doenças infecciosas e alérgicas provocadas pelas temperaturas mais frias são idosos, crianças e portadores de doenças crônicas. Em tempos da pandemia do novo coronavírus, no entanto, a preocupação com a saúde exige cuidados adicionais de toda a população.
De acordo com o pneumologista, existem muitas semelhanças entre os sintomas manifestados pela Covid-19 e pelas doenças respiratórias típicas do inverno, tanto de origem viral quanto bacteriana.
– Febre, falta de ar, sensação de fadiga e sintomas gripais são manifestações clínicas percebidas tanto no diagnóstico do coronavírus, quanto nas doenças que surgem com frequência no inverno. Mais do que nunca, é fundamental que as pessoas portadoras de qualquer doença crônica, respiratória ou não, façam a manutenção regular e rigorosa de seus tratamentos – reforçou.

Riscos para a sobrecarga das unidades hospitalares

Para o médico, a pandemia do coronavírus impõe um desafio extra aos profissionais de saúde, que devem estar atentos para identificar os sintomas e agilizar o diagnóstico das diferentes doenças. O pneumologista ressaltou que a pandemia coloca o sistema de saúde num cenário novo e bastante preocupante, com riscos reais para a sobrecarga e a falta de leitos nas unidades hospitalares.
– Nesse momento em que a Covid-19 se propaga com mais força pelo interior, o que é registrado em cidades do Sul Fluminense e em várias regiões do país, a área de saúde tem como um dos principais desafios identificar precocemente os casos que apresentam maiores riscos de gravidade, sobretudo porque o coronavírus pode evoluir, em alguns pacientes, numa piora clínica repentina – afirmou.
O objetivo, segundo o médico, é tratar as doenças e seus sintomas de forma efetiva, na expectativa de evitar o agravamento de qualquer que seja o quadro do paciente, tanto originado pelo coronavírus ou por outras doenças crônicas, doenças alérgicas ou por outros vírus respiratórios.

Cuidados devem ser intensificados

Nessa semana, o Brasil ultrapassou a marca de 1,5 milhão de pessoas infectadas e registrou mais de 60 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa.
Diante do crescimento descontrolado dos novos casos da Covid-19 e dos registros das doenças respiratórias no inverno, o pneumologista alertou que é fundamental reforçar de forma efetiva todos os procedimentos de higiene – como lavar as mãos regularmente, desinfetar superfícies, usar álcool em gel e fazer uso de máscaras. O médico destacou ainda para a necessidade de evitar aglomerações e manter o distanciamento social sempre que possível.
– O inverno é uma estação potencialmente propícia para desencadear várias doenças. Com a transmissão da Covid-19 de forma mais acelerada, temos o dever ainda maior de atender com consciência e responsabilidade às recomendações sanitárias para reduzir as infecções pelo coronavírus e também por outras doenças respiratórias – destacou.

Doenças que podem ser desencadeadas ou agravadas no inverno

Virais

Resfriado – Tem duração máxima de duas semanas. Os principais sintomas são coriza, febre baixa, obstrução das vias respiratórias, espirros e dor de garganta. Pode provocar complicação de natureza bacteriana (otite, sinusite e pneumonia).
Gripe – A gripe clássica é causada pelo vírus influenza. Muito contagiosa, apresenta os sintomas do resfriado de forma muito mais severa, com febre alta dores no corpo e intensa fadiga. A doença tem risco significativo de morte causada diretamente pelo vírus ou por complicações da doença, em especial a pneumonia bacteriana.

Alérgicas

Alergias – Causadas principalmente por reações do organismo a ambientes expostos a elementos como pelos de animas, mofo, poeira, perfumes etc, que podem desencadear as crises. Os principais exemplos de doenças alérgicas são a asma brônquica e a rinite alérgica. Espirro, coceira nasal, chiado no peito, falta de ar e tosse são os principais sintomas.
Asma – Ocorre com mais frequência em crianças, mas também pode acometer adultos. Falta de ar (cansaço excessivo), chiado no peito e tosse seca e frequente são algumas das manifestações mais frequentes da doença. A asma pode se apresentar de forma leve ou somente após esforços físicos, mas também pode ocasionar em crises de falta de ar muito graves, até mesmo fatais. No caso de sintomas persistentes, o tratamento é feito de forma preventiva de acordo com a recomendação médica.
Rinite – Considerada uma das doenças alérgicas mais comuns, provoca espirros, coriza, coceira e entupimento do nariz. Se não medicada adequadamente, aumenta a chance de evolução para sinusite bacteriana.

Infecções bacterianas

Sinusite bacteriana – Apresenta como principais sintomas: nariz entupido, secreção nasal purulenta, dor nos olhos e também pode causar dor de cabeça ou a compressão dos seios paranasais, e pálpebras inchadas, além de febre. Normalmente, é tratada com a utilização de antibiótico. Nos casos mais graves, pode evoluir para pneumonia ou meningite.
Pneumonia bacteriana – É a infecção aguda dos pulmões e pode ser provocada por vírus, fungos e outros agentes. Em sua forma clássica, a pneumonia é causada por bactérias. No inverno, o aumento no número de casos da doença ocorre devido ao fato de que ela pode surgir após resfriado ou gripe, já que ambos reduzem a capacidade de defesa dos pulmões. A pneumonia também pode estar relacionada ao agravamento de doenças alérgicas.

Por Roze Martins 


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Um comentário

  1. Avatar
    Dragão do Voltaço

    Vamos, pessoal. Vamos orar e pedir a ajuda divina para que esse mal comece a ser erradicado da nossa sociedade o mais rápido possível. Isso está afetando profundamente as nossas vidas. Muitos de nós não tem mais paz desde que a pandemia eclodiu no planeta. Alguns países já conseguem lidar melhor com o problema. Nós, ainda não. Precisamos nos unir e orar por uma recuperação do planeta, e, em especial, da nossa nação, que além disso, já se depara com graves problemas econômicos, políticos e sociais. Vamos seguir com fé!!!!!

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