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Itália abrirá hospital militar na Líbia, afirma chanceler

Matéria publicada em 14 de setembro de 2016, 10:52 horas

 


A Itália anunciou na terça-feira (13) que instalará um hospital militar na cidade de Misrata, na Líbia, após pedidos do primeiro-ministro da Unidade Nacional do país, Fayez al-Sarraj. As informações são da Agência Ansa.

O chanceler italiano, Paolo Gentiloni, afirmou nesta terça que nos meses passados, “a Itália ajudou salvando alguns dos feridos mais graves [de Misrata] e disso vem a decisão de responder ao pedido formal de Sarraj de instalar um hospital militar”.

De acordo com a ministra da Defesa da Itália, Roberta Pinotti, a operação, que levará o nome de Ippocrate (Hipócrates, conhecido como o pai da medicina), contará com 300 militares, 60 dos quais médicos e enfermeiros, 140 pessoas responsáveis pelo suporte logístico e 100 responsáveis pelas “forças de proteção”.

Além disso, ainda estarão à disposição do hospital, localizado perto do aeroporto de Misrata, um avião para eventuais evacuações e um navio ao longo na costa da Líbia. “A operação foi chamada de Ippocrate pelas suas evidentes finalidades humanitárias. O hospital, que pode começar a funcionar em três semanas, fornecerá triagens, [serviço de] pronto-socorro, visitas ambulatoriais, transfusões de sangue e a possibilidade de recuperação de mais de 40 pacientes”, afirmou Pinotti.

A ideia do hospital foi formalizada por Sarraj com uma carta ao primeiro-ministro Matteo Renzi no dia 8 de agosto, disse a ministra. “Em 15 de agosto, aconteceu o primeiro reconhecimento do Ministério da Defesa para verificar o que era necessário [para o hospital]. Já no dia 23, aconteceu um outro reconhecimento para validar as questões logísticas”, explicou Pinotti.

Oposição

A notícia foi recebida com elogios, mas também com críticas por parte da oposição italiana. Por isso, o ministro das Relações Exteriores da Itália rebateu os comentários negativos afirmando que o país está “mandando um hospital e não um porta-aviões” para a Líbia.

Segundo Gentiloni, a medida não envolve soldados italianos em território líbio, mas sim médicos com a necessária proteção militar.

Embaixador

Nesta terça-feira, a Itália também anunciou que em breve mandará um novo embaixador para a Líbia. “Buscando desenvolver um papel mais avançado na crise, surgiu a decisão de nomear o ministro Giuseppe Perrone para ser o novo embaixador da Itália na Líbia e mandá-lo para Trípoli o mais rápido possível”, afirmou Gentiloni.

A Itália foi o último país da Europa a fechar sua embaixada na Líbia em fevereiro do ano passado. A decisão de reabrir a sua representação diplomática no país mostra uma relação de atenção especial italiana com a nação do norte da África, sua ex-colônia, tanto pela sua proximidade geográfica quanto pelo fato de que é da Líbia que vem a maior parte dos imigrantes ilegais que chegam à Itália.


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