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Juiz aceita pedido do MPF e mantém Nuzman preso por tempo indeterminado

Matéria publicada em 9 de outubro de 2017, 20:00 horas

 


Marcelo Bretas também prorrogou prisão temporária de Leonardo Gryner. COB e Rio 2016 foram intimados a apresentar e-mails de secretária de dirigente

Contra corrupção: Nuzman está preso desde quinta-feira passada, quando foi deflagrada a Operação Unfair Play (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Contra corrupção: Nuzman está preso desde quinta-feira passada, quando foi deflagrada a Operação Unfair Play (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Brasília e Rio – O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou nesta segunda-feira (9) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, presidente afastado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele está preso desde quinta-feira (5) e o prazo para a prisão temporária, de cinco dias, terminaria nesta segunda-feira. Agora, a detenção se dá por tempo indeterminado.

O MPF pediu, e foi atendido, também na prorrogação da prisão temporária de Leonardo Gryner, ex-diretor do COB e do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.

Os dois dirigentes foram presos na última quinta-feira quando foi deflagrada a Operação Unfair Play – segundo tempo, um desdobramento da Operação Unfair Play, que revelou a compra de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O prazo da prisão temporária terminou ontem, mas se o pedido do MPF for deferido pelo juiz Bretas, o ex-dirigente permanecerá detido por tempo indeterminado e Gryner por mais um período de cinco dias.

Afastamento

Nuzman comunicou seu fastamento do cargo na sexta-feira (6) passada. O comunicado será analisado em assembleia geral extraordinária marcada para quarta-feira (11), às 14h30, na sede da entidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Na carta encaminhada ao COB o dirigente aponta que vai provar a sua inocência no envolvimento das investigações e que não poderia deixar “o esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas, serem atingidos, por qualquer forma, pelos acontecimentos e investigações que me envolvem injustamente”.

Para Nuzman, a melhor maneira de as investigações se desenvolverem plenamente seria pedindo o afastamento dos cargos de Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e de Membro Nato da Assembleia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. Além disso, informou que se afastou do cargo de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

“Meu afastamento perdurará pelo tempo que se fizer necessário para minha completa, inquestionável, exoneração de qualquer responsabilidade pela prática dos atos que, indevida e injustamente, me são imputados. Somente assim, entendo, poderei dedicar-me ao sagrado direito de defesa, trazendo a necessária tranquilidade para a correta administração do esporte olímpico brasileiro e, logicamente, não interferindo no aperfeiçoamento e desenvolvimento de seus atletas”, indicou no documento.

Para os procuradores da força-tarefa da operação, as investigações avançaram de maneira significativa desde a deflagração da Operação Unfair Play, “tendo sido colhidos elementos que comprovam, de maneira irrefutável, como se deu a operacionalização dos pagamentos e indicam para a atuação de outros atores até então desconhecidos”.


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Um comentário

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    Temos que investir em mais presídios para caber toda essa gente.Será que irá ser solto com tornozeleira eletrônica?

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