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Laudo aponta estabilidade em pilha de escória no Brasilândia

Matéria publicada em 11 de fevereiro de 2019, 08:37 horas

 


Empresa independente contratada pela CSN afirma que óxido de cálcio existente no material deu adesão às pilhas

Laudo preliminar aponta estabilidade na escória acumulada em Volta Redonda (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – O DIÁRIO DO VALE teve acesso ao laudo preliminar preparado pela Astec Engenharia sobre a estabilidade da escória existente no bairro Brasilândia. O documento destaca que ainda estão em andamento os estudos que levarão a uma definição sobre a estabilidade das pilhas, mas adianta que a presença de óxido de cálcio (designação química da cal) na composição do material confere adesividade à pilha.

De acordo com o laudo, essa adesividade é a responsável pela existência do chamado “talude negativo”, que se caracteriza pela base mais estreita que o alto. Isso só é possível quando o material forma uma espécie de cola – no caso provocada pela cal.

O documento afirma ainda que não existe nenhuma fissura no muro existente entre a margem do Rio Paraíba do Sul e a base da pilha de escória, concluindo que isso indica “estabilidade da pilha no sentido do rio”.

Para apresentar um laudo conclusivo, a Astec ainda está conduzindo estudos geotécnicos, que definem os parâmetros de solos e rochas, e planialtimétricos, que avaliam o relevo do local. O levantamento diz respeito à estabilidade física da pilha, sem se referir às características químicas, que precisam de outro tipo de análise.

Baixo risco

Uma das preocupações apresentadas por ambientalistas e políticos sobre o pátio em que está armazenada a escória da CSN diz respeito à possibilidade de o material se deslocar e cair dentro do Rio Paraíba do Sul. O laudo preliminar já aponta que essa é uma hipótese pouco provável.

Entenda o caso

A escória armazenada em um terreno de propriedade da CSN e administrado pela empresa Harsco se tornou motivo de preocupação para ambientalistas que veem risco de o material cair no Rio Paraíba do Sul e poluir o rio.
A CSN já fez um acordo judicial e está removendo gradativamente o material, tendo retirado mais de 170 mil toneladas de escória nos últimos quatro meses.

Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) visitaram em janeiro o pátio de armazenagem de escória. Eles coletaram amostragens das pilhas durante mais de três horas. O material será submetido a testes nos próximos dias, com o objetivo de analisar sua caracterização e se há risco de impacto ambiental.


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