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Lava Jato: esposa do ex-presidente do Detro/RJ é presa

Matéria publicada em 8 de julho de 2017, 09:02 horas

 


Rogério Onofre já havia sido preso na Operação Ponto Final no começo do mês

Rio – A pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, a esposa de Rogério Onofre, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro/RJ), Dayse Deborah Alexandra Neves foi presa na tarde desta sexta-feira (7), na Rodoviária de Curitiba, indo para Florianópolis. Rogério Onofre já havia sido preso na Operação Ponto Final, que desbaratou a máfia atuante no setor de transportes no Rio, responsável pelo pagamento de mais de R$ 260 milhões a políticos e agentes públicos.

“A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, pontuam os procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

No bloqueio das contas de Rogério Onofre, em consequência da Operação Ponto Final, foram encontradas apenas R$ 240,00. “Ao mesmo tempo em que a Justiça tentava bloquear bens do investigado Rogério Onofre, a sua esposa, ao alvedrio da determinação judicial de indisponibilidade de bens e utilizando-se meios nada ortodoxos, busca trazer para si 1,8 milhão de dólares, e fugir dos braços da decisão judicial e da aplicação da lei penal”.

Apesar de declarar à Receita Federal um patrimônio de R$ 1.661.814,48, e de não informar ter ativos financeiros fora do país, Dayse tentou reaver, três dias após o marido ser preso, o valor de 1,8 milhão de dólares em contas no exterior, exatamente no fundo Free Fly.

“Trata-se de delito de lavagem de dinheiro, cujos indícios apontam Dayse como autora do crime, que fez uso de depósitos no exterior, em nome de terceiro, para ocultar a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes diretamente de infração penal”, explicam.

Pelo crime de lavagem de capitais, Dayse pode ser condenada a pena de reclusão de 3 a 10 anos, e multa; por embaraçar a investigação de infração penal que envolva organização criminosa, pena de reclusão de 3 a 8 anos; por evasão de divisas, pena de reclusão de 2 a 6 anos; além de auxiliar organização criminosa, pena de reclusão de 3 a 8 anos.

Operação Ponto Final

No começo do mês, a Polícia Federal deflagrou a operação Ponto Final, com nove mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária. O objetivo foi desbaratar organização criminosa, atuante no setor de transportes, responsável pelo pagamento de mais de R$ 260 milhões a políticos e agentes públicos. Um dos principais empresários do ramo no estado do Rio, Jacob Barata filho, foi preso ainda na noite de domingo (2) no aeroporto Internacional Tom Jobim, tentando embarcar para Portugal. Também foram presos o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre.

De acordo com as investigações, entre 2010 e 2016, Sérgio Cabral recebeu R$ 122.850.000,00. Já Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, recebeu R$ 44.100.000,00 em propinas pagas pelas empresas de ônibus.

A Operação Ponto Final decorre das investigações das Operações Calicute e Eficiência.


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Um comentário

  1. الفتح - الوغد

    Os nomes das operações são sempre bem bolados. Pessoas inteligentes, no lugar certo… Não é à toa que querem arrancar dentes e garras da PF…

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