Mãe de criança exposta em Resende faz apelo: “parem de compartilhar o vídeo”

Menino de apenas sete anos foi filmado durante uma crise, sem autorização dos pais, dentro da escola em que estuda

by Lívia Nascimento

Resende – O fim de semana foi marcado pela viralização de um vídeo em que um menino de Resende, de apenas 7 anos, aparece tendo uma crise psicológica. Nas imagens, ele chora, xinga e demonstra comportamento agressivo. O vídeo, supostamente gravado por funcionários do Ciep 489 – Augusto de Carvalho, no bairro Cidade Alegria, foi compartilhado em centenas de grupos de WhatsApp e também em plataformas como o Tik Tok, expondo a criança em uma situação delicada.

A prefeitura de Resende, responsável pela escola, agiu rápido. Ainda no domingo (3), divulgou em seu perfil no Instagram uma nota afirmando que um inquérito administrativo foi aberto para apurar o vídeo gravado no Ciep 489 Augusto de Carvalho, na última sexta-feira (1º).

No texto, a administração municipal informou ainda que toda a direção da unidade está preventivamente afastada até que os fatos sejam apurados. “Importante ressaltar que não só a criança, mas também a família, está recebendo todo o suporte da Superintendência de Saúde Mental do município”, conclui a nota.

Apelo e desabafo

Em uma rede social, a mãe da criança, sob anonimato, desabafou e pediu às pessoas que parem de compartilhar o vídeo. “Bom, vamos lá, pois sei que só aqui terei voz. Estou postando anônimo para ninguém vir no meu Facebook ver a foto do meu filho e expor ele ainda mais. A escola do meu filho gravou um vídeo dele alterado. Ele está passando por problemas psicológicos, está fazendo exames e tendo acompanhamento médico, pois ele muda de humor de uma hora para outra”, disse.

“Sem minha autorização, gravaram um vídeo dele alterado na escola e postaram em grupos de WhatsApp e Facebook. Peço para quem gravou e para quem compartilhou que apague, pois já tomei medidas e a Justiça vai chegar até vocês (…) O vídeo é muito pesado e ele fala coisas horríveis. Mas é uma criança que está visivelmente precisando de ajuda psicológica e médica, não de julgamentos da sociedade e da escola. Espero que a Secretaria de Educação e o Conselho Tutelar tomem as medidas cabíveis, pois ele é só uma criança de sete anos. Estou correndo atrás de ajuda, estou desesperada, mas não quero ver meu filho sendo exposto dessa maneira”, concluiu.

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1 comment

Hélio Rubano 4 de março de 2024, 23:28h - 23:28

Assisti o vídeo. Nada que uma boa surra não resolva. Quando Piaget não funciona o jeito é usar Pinochet !

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