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Maestro Ernani Aguiar se apresenta com Orquestra de Cordas de Volta Redonda

Matéria publicada em 26 de junho de 2019, 09:00 horas

 


Concerto acontece na sexta-feira, dia 28 no Teatro Gacemss; na quinta-feira, dia 27, acontece um ensaio aberto

Orquestra de Cordas de Volta Redonda se apresenta, em ensaio aberto e concerto, nesta quinta e sexta-feira

Nesta semana a Orquestra de Cordas de Volta Redonda recebe o grande maestro, compositor, violinista e musicólogo Ernani Aguiar. O encontro acontece nesta quinta-feira, dia 27, com um ensaio aberto, e na sexta-feira, dia 28, com um grande concerto ambos no Teatro Gacemss.
Ernani Aguiar dedica-se especialmente ao repertório brasileiro e contemporâneo internacional, suas composições já ganharam dezenas de gravações. É um dos maiores especialistas na obra de José Maurício Nunes Garcia (1767-1830).
– O maestro foi meu professor de regência na UFRJ. A presença dele entre nossos músicos vai trazer uma experiência, não só musical, mas de uma pessoa que conhece muito bem o repertório de orquestra e coro. É uma honra receber como regente convidado deste concerto o Maestro Ernani Aguiar. Músico com vasta experiência além da regência, na musicologia com estudos importantes voltados para a música brasileira colonial, e com composições executadas em todo o mundo – diz a maestrina Sarah Higino.
O programa deste concerto terá três peças de compositores europeus nunca executadas no Brasil: Michele Maschitti, Ernest G. Klussmann e Kocsar Miklós, além de um trio para trompetes e cordas do compositor pernambucano Duda e uma sinfonia para cordas de Mendelssohn, que também foi executada em primeira audição no Brasil pelo maestro Ernani Aguiar.
– O maestro é um grande estudioso da música brasileira colonial e na internacional, com muita experiência em realizar primeiras audições – que são músicas que nunca foram executadas. Para esta apresentação ele trouxe três peças inéditas – nunca executadas no Brasil – de compositores europeus. E para comemorar os 250 de Mendelssohn, teremos uma sinfonia, que também foi executada em primeira audição no Brasil pelo maestro Ernani Aguiar – explica Sara.
Na quinta-feira, às 15h30, acontece o ensaio aberto, onde crianças, jovens e o público em geral poderão assistir como funciona uma orquestra através de um bate papo informal do maestro com o público.
– A importância principal de oferecer este ensaio aberto é a formação de plateia, durante o ensaio o maestro irá mostrar como funciona a orquestra. O público irá conhecer todo o dia a dia, falar um pouco sobre cada um dos compositores, sobre as obras, enfim vai ser uma tarde de muito conhecimento e incentivando o público a ouvir música de qualidade – destaca.
Na sexta-feira, às 19h30, a Orquestra de Cordas de Volta Redonda, com 50 integrantes, se apresenta sob a regência da maestrina Sarah Higino. As duas apresentações terão entrada gratuita, mas os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro Gacemss.
– Nestes encontros o público poderá esperar ouvir a melhor música possível. Se deliciar e enxergar que Volta Redonda está no corredor cultural do país, A cidade tem música, bons músicos e todos podem se orgulhar em ter uma orquestra de cordas como esta. Por isso que o maestro Er5nani estará aqui, pois ele confia no nosso trabalho – finaliza a maestrina.

Sobre o maestro:
Nasceu em Petrópolis/RJ, em 1950. Estudou no Brasil com Paulina D’Ambrosio e Santino Parpinelli (violino e viola), César Guerra-Peixe (composição) e Carlos Alberto Pinto Fonseca (regência). Foi bolsista do Mozarteum Argentino, tendo estudado com Sérgio Lorenzi. Na Itália foi aluno do Conservatório Cherubini, em Firenze, onde estudou com Roberto Michelucci (violino) e Annibale Gianuario (regência). Ainda na Europa fez cursos de aperfeiçoamento em regência com Adone Zecchi, Franco Ferrara e Sergiu Celibidache.
Como violista integrou a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Conjunto de Música Antiga da Rádio MEC. Na referida emissora atuou ainda como assistente dos maestros Alceo Bocchino e Nelson Nilo Hack na Orquestra Sinfônica Nacional e na Orquestra de Câmara da Rádio MEC. Como regente foi ainda assistente de David Machado na Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro e fundador e titular do Coral Municipal de Petrópolis.
Foi coordenador dos projetos Orquestras e Espiral da Funarte entre 1982 e 1985 e professor de regência do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO. Em 1990 recebeu o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. Como regente, dedica-se especialmente ao repertório brasileiro e contemporâneo internacional. Como pesquisador, tem sua atenção voltada para a música brasileira do período colonial. Dentre suas gravações como regente destacam-se as da obra do Padre José Maurício Nunes Garcia com o Coral Porto Alegre e a ópera Colombo, de Carlos Gomes, à frente de solistas, corais e Orquestra Sinfônica da UFRJ, que recebeu o prêmio de “Melhor CD de Música Erudita” da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1998 e o “Prêmio Sharp” em 1999.
Como compositor tem obtido expressivo sucesso tanto no Brasil como no exterior, com sucessivas apresentações, gravações, edições e transmissões radiofônicas e televisivas de suas obras. Destacam-se em sua produção obras para coro como o Psalmus CL (editado e gravado nos EUA) e a série de Motetinos, obras para diversas formações instrumentais como as Meloritmias para instrumentos solo e o Duo para violino e violoncelo, peças para orquestra de cordas, como as séries Quatro Momentos e Instantes, e obras sinfônicas como as Cantatas de Natal e de Páscoa, a Missa Brevis IV, o Te Deum, as três Sinfoniettas, os Concertinos para flautim, violino e violoncelo e cavaquinho, os Cantos Sacros para Orixás e a Ópera O Menino Maluquinho, com libreto de Ziraldo.
É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Por: Amanda Teixeira – amandateixeira@diariodovale.com.br


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