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Mário Esteves denuncia fraude com vacinas contra Covid-19 – veja vídeo

Matéria publicada em 22 de abril de 2021, 20:19 horas

 


Prefeito desconfiou de oferta do imunizante a acionou polícias Civil e Federal

Sul Fluminense e Rio – Em comunicado à Imprensa, na manhã de hoje, quinta-feira, 22, o prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves, informou que partiu dele, a denúncia sobre suspeitas em relação a uma empresa, com base em Recife, que ofertou venda de vacinas contra Covid-19 para diversos municípios. No comunicado, o prefeito afirma que “desconfiado da oferta feita pela empresa  comunicou o fato às autoridades policiais”.

Devido as investigações policiais, nesta manhã, uma operação policial, batizada de Sine Die — “sem data”, resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, em Pernambuco, expedidos pelo juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio. Informações da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do Rio dão conta de que a Montserrat Consultoria, com sede no Recife (PE), dizia ter um lote de meio bilhão de doses do imunizante, a US$ 7,90 (R$ 44) cada uma — mas que jamais seriam entregues.

Um desses lotes chegou a ser oferecido ao prefeito Mario Esteves, que foi quem suspeitou se tratar de um golpe. Após comunicar formalmente às Polícias Federal e Civil, o político articulou, com a autorização da justiça, a gravação de uma reunião, ocorrida no Recife. Foi essa gravação, da qual Esteves participou, que ajudou a derrubar o esquema.

Segundo nota, o prefeito afirma que notou indícios de fraude na apresentação feita pelos representantes da suposta empresa. “Vários elementos despertaram a minha atenção, a começar pela facilidade ofertada. Se até em países que fabricam a vacina está havendo uma corrida pelo imunizante, como ofereciam algo com tanta celeridade, praticamente sem dificuldade nenhuma? Denunciamos tanto à Polícia Federal quanto à Polícia Civil e, hoje, vimos que nossas suspeitas não eram infundadas”, relatou.

Ainda segundo nota, o prefeito afirma que tem por hábito acompanhar as negociações em andamento no governo, com prestadores de serviço. “O jeito mais eficiente de fazer os recursos públicos renderem é não roubar e não deixar roubar. Esse é um mantra pra mim, que repito sempre. Se tiver sacanagem, o dinheiro escorre rápido pelo ralo, e quem paga são as pessoas, muitas vezes com a própria vida”, disse.

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Segundo a prefeitura, fato semelhante ocorreu em 2020, quando a pandemia do novo coronavírus atingiu o seu primeiro cume. Na ocasião, o prefeito de Barra do Piraí disse ter sido um dos poucos a não cair em armadilhas na compra de respiradores. “Recebemos ofertas dos equipamentos com preços absurdos, e só compramos quando a negociação chegou a patamares razoáveis – pagamos pouco mais de R$ 20 mil por cada item. Se aproveitar de um momento como esse para tentar obter lucros exorbitantes é um crime com o qual não compactuarei nunca”, disse.

A nota segue, informando que o município continua disposto a comprar vacinas, com recursos próprios, para acelerar o Plano Nacional de Imunização (PNI). No entanto, a nota afirma que, tal medida será executada “sem se envolver em nenhum tipo de “aventura”. Não podemos, no desespero, criar ainda mais um problema, que seria gastar milhões e, depois, sequer receber as doses. Faremos tudo com muita cautela sempre”, encerrou, o comunicado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre hoje (22) oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudes em oferta de vacina contra a covid-19. Entre os municípios que seriam lesados pela falsa oferta da empresa, sediada em Recife, estão Barra do Piraí e Duque de Caxias, no Rio; e Porto Velho, em Rondônia. A capital rondoniense, já teria, segundo a Polícia Civil, caído no golpe da venda de vacina e feito o pagamento, mas ainda não recebeu as doses.

A empresa e seus representantes são investigados por venderem lotes de imunizante Oxford/AstraZeneca a prefeituras sem garantir a entrega do produto. Segundo a Polícia Civil, a empresa oferecia cada dose por US$ 7,90 para municípios. No entanto, como as doses de AstraZeneca estão todas destinadas a consórcios internacionais e a governos de países, não há doses remanescentes para serem comercializadas com empresas ou mesmo com estados e municípios. A operação está sendo feita em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco e a Polícia Rodoviária Federal.

Barra do Piraí 

A prefeitura de Barra do Piraí ainda não emitiu nota sobre o assunto. O inquérito, porém, foi instaurado por iniciativa de responsáveis pela compra da vacina em Barra do Piraí que, desconfiaram da proposta feita pela empresa e acionaram a Justiça. A conversa com representantes da empresa foi gravada com autorização da Justiça. “Os sócios ofereceram as doses para a Prefeitura de Barra do Piraí e utilizaram como exemplo o município de Porto Velho, em que já houve o pagamento e atraso na entrega das doses prometidas”, disse um dos delegados do caso.


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Um comentário

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    PREFEITO ESPERTO, APENAS O GOVERNO FEDERAL É QUEM FORNECE A VACHINA, ATÉ UMA CRIANÇA SABE DISSO E AINDA APARECE NA MIDIA KKKK

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