Meninos já podem se vacinar contra HPV em Volta Redonda - Diário do Vale
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Meninos já podem se vacinar contra HPV em Volta Redonda

Matéria publicada em 9 de janeiro de 2017, 20:40 horas

 


Saúde pública: Previsão da Secretaria Municipal de Saúde é vacinar 4.178 meninos de 12 a 13 anos (Foto: Arquivo)

Saúde pública: Previsão da Secretaria Municipal de Saúde é vacinar 4.178 meninos de 12 a 13 anos (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – Seguindo o cronograma do Ministério da Saúde (MS), a prefeitura de Volta Redonda já está disponibilizando desde o dia 2 de janeiro nas 44 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), a vacina contra HPV para meninos entre 12 a 13 anos.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Volta Redonda, Cinara Cunha, a estimativa é vacinar 4.178 meninos nesta faixa etária ao longo da campanha, que não tem prazo para encerrar e já está fazendo parte do calendário vacinal do município.
Cinara explicou que os postos de saúde também estão realizando a complementação da vacinação contra HPV nas meninas de nove a 14 anos que ainda não vacinaram ou estão com o esquema de vacina incompleto.

Segundo a superintendente da Atenção Básica de Vigilância em Saúde, Flávia da Rosa Lipke Ensenãt, a vacina foi instituída aos meninos por causa da prevenção do câncer de garganta, pênis e ânus, e esta faixa etária foi instituída pelo Ministério da Saúde por causa da prevenção em meninos e meninas antes da vida sexual.

A coordenadora lembrou que a vacina também foi estendida para os portadores de HIV/Aids de nove a 26 anos, além dos pacientes transplantados e oncológicos, sendo que no caso dos portadores de HIV é necessário apresentar prescrição médica.
– O esquema vacinal para os meninos contra HPV é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, transplantados e oncológicos, o esquema vacinal é de três doses (intervalo de zero, dois e seis meses) – orientou.

Já a superintendente da Atenção Básica explicou que a vacina disponibilizada para os meninos é a quadrivalente, que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Ou seja, ela confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (06, 11, 16 e 18), que são os tipos que causam maior incidência de câncer, com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

De acordo com o Ministério da Saúde, os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo da doença no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Cuidados

Flávia chama a atenção para o fato de que só não podem ser vacinadas contra o HPV as pessoas que no momento estiverem apresentando febre alta.

– Com relação a sintomas, também podem ocorrer algumas reações locais como inchaço e dor local. Caso alguém apresente estas reações, é necessário retornar aos postos de vacinação e notificar a unidade – esclareceu.

Apesar do pouco tempo de campanha, a adesão dos meninos nos postos tem aumentado significativamente, segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

– É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve ser continuada na adolescência. Por isso é primordial que eles se conscientizem de que a vacinação é importante para prevenir seus filhos contra o câncer em meninos e meninas futuramente. Muitos pais ainda estão resistentes em levar seus filhos, por isso é que todos devem cooperar para que o município possa atingir sua meta que é vacinar 80% da população-alvo – conclui.


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5 comentários

  1. Muito interessante o comentário do Sr.Geraldo.

  2. Geraldo Claret Plauska

    Antes de vacinar um menor parente, o responsável por ele deveria se informar melhor sobre a origem da vacina, quem a fabricou, se os gerentes da área da saúde também vacinam seus filhos, sobrinhos e netos, se nos países do primeiro mundo ela também é aplicada nos menores, etc.
    Afinal, somos do terceiro mundo, onde são testados os medicamentos produzidos pelos países do primeiro mundo.
    Quem tem mais idade, deve se lembrar da talidomida, remédio testado pelos EUA em mulheres grávidas, no Brasil, que provocou o nascimento de crianças com defeitos físicos.
    Também devem se lembrar, embora pouco noticiado à época ( décadas de 70/80), quando aquele mesmo país esterilizou mulheres do terceiro mundo ( Brasil, África, etc…) com distribuição de pílulas anticoncepcionais e vacinas contendo esterilizantes.
    Sabe-se que existem planos para diminuir a população mundial, principalmente a do terceiro mundo.
    Para tal, facilitam o acesso às armas e fazem apologias ao crime nos programas de tv para aumentar homicídios de jovens, distribuem drogas para aliená-los, não punem como deveria os criminosos,criam -se doenças sexualmente transmissíveis para reduzir a procriação ( embora incentivem o sexo com preservativos), incentivam a homossexualidade para diminuir a quantidade de homens que teriam condições de procriar, querem aprovar o aborto, etc…. O povo brasileiro deve ficar atento a essas manipulações imperialistas.

    • Nossa só faltou falar dos iluminati .
      É dá teoria que os RH neg são descendentes de extra terrestre, por isso não podem ser clonados…

    • Parece meu vô que tem 91 anos falando que não toma vacina de gripe, pois o governo quer matar os idosos para não pagar aposentadoria e pensão.

  3. legal , então nao vou ter cancer de utero

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