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terça-feira, 14 de agosto de 2018

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Milhares de pessoas protestam contra ato neonazista em Washington

Matéria publicada em 12 de agosto de 2018, 19:34 horas

 


Manifestantes se reuniram em uma praça em Washington  para protestar contra a chegada de supremacistas brancos. (crédito AB)

¬†Washington –¬†Milhares de manifestantes se reuniram em uma pra√ßa no centro de Washington neste domingo (12) para protestar contra a chegada de supremacistas brancos √† capital dos Estados Unidos no primeiro anivers√°rio da sangrenta passeata de neonazistas de Charlottesville, na Virg√≠nia.

Diversos grupos de manifestantes se reuniram no centro da cidade com palavras de ordem e cartazes com mensagens de rejeição ao racismo, à xenofobia e ao fascismo para evitar que se repitam fatos trágicos como os vividos em agosto de 2017.

Famílias com crianças, pessoas comprometidas contra os discursos de ódio, ativistas negros, antifascistas e socialistas são alguns dos perfis que podem ser vistos na Freedom Plaza, situada a 700 metros da Casa Branca.

V√°rias pessoas se concentraram na pra√ßa para ganhar em n√ļmero e combater o discurso de √≥dio dos neonazistas, que horas depois chegar√£o √† capital. Entre os manifestantes se encontra Amanda Trebach, integrante da organiza√ß√£o Internacional Socialista e enfermeira. Segundo ela, os neonazistas precisam ser confrontados em n√ļmero nas ruas para que vejam que n√£o t√™m uma mensagem majorit√°ria.

“Acho que o presidente [Donald Trump] est√° refor√ßando a mensagem dos nazistas porque apoia muitas das suas ideias, porque n√£o condenou os grupos que chegam hoje √† cidade. Ele os empoderou”, enfatizou a ativista, ao explicar que as a√ß√Ķes f√≠sicas contra xen√≥fobos n√£o s√£o a melhor solu√ß√£o.

Ian, um jovem antifascista que cobre o rosto com um lenço colorido, explicou que decidiu viajar de Baltimore, no estado de Maryland, para mostrar que existe uma oposição ativa aos neonazistas.

“O que me importa √© que o fascismo n√£o consiga legitimar o supremacismo branco, temos v√°rias estrat√©gias”, disse Ian, ao ser perguntado se a viol√™ncia √© uma alternativa para combater os supremacistas.

Esses protestos buscam repudiar a manifesta√ß√£o “Unir a Direita”, convocada pelas mesmas pessoas que convocaram ato similar em Charlottesville h√° um ano. Os contramanifestantes chegaram com a premissa de n√£o coincidirem em tempo e lugar com os neonazistas para evitarem as situa√ß√Ķes de viol√™ncia que ocorreram em 2017, mas o alerta de seguran√ßa √© m√°xima na capital, em parte porque o lugar no qual as duas concentra√ß√Ķes convergem √© o Parque Lafayette, em frente √† Casa Branca.

Os protestos em Charlottesville, símbolos da tensão racial, ocorreram há um ano, quando supremacistas brancos percorreram a cidade em protesto contra a retirada da estátua de um general escravista da guerra civil dos EUA.

Um manifestante neonazista usou um veículo para atropelar uma multidão que participava de um protesto anti-racismo. Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas. Além disso, dois policiais morreram em um acidente de helicóptero quando tentavam apaziguar os protestos.

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