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Ministro do STJ nega dois pedidos da defesa de Lula; depoimento está mantido

Matéria publicada em 10 de maio de 2017, 12:16 horas

 


O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, hoje (10), dois pedidos de liminar em habeas corpus apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos pedidos negados foi para gravar em áudio e vídeo a audiência marcada para esta tarde, quando Lula vai prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro em Curitiba, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

Foi negado também o pedido da defesa para suspender a tramitação de ação penal em que a defesa de Lula pedia acesso, por pelo menos 90 dias, a documentos para análise. O pedido de prazo seria para a apreciação das provas ligadas à Petrobras, anexadas recentemente aos autos.

Quanto ao terceiro habeas corpus que pede a interrupção do andamento da ação penal, ainda não houve decisão, de acordo com o STJ.

A defesa de Lula recorreu ontem (9) ao STJ apresentando os três pedidos após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ter negado habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente para que a audiência fosse adiada.

Na noite de ontem (9), o ministro do STJ Raul Araújo negou pedido de liminar da Defensoria Pública do Paraná que pedia a liberação dos espaços públicos de Curitiba para a realização de manifestações.

O pedido da Defensoria foi feito após decisão da juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba que autorizou, entre as 23h do dia 8 e as 23h de hoje, o bloqueio de áreas específicas da capital paranaense para pedestres e veículos, nas imediações da Justiça Federal. A magistrada também proibiu a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade.

No processo em que Lula será ouvido hoje, o ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior do estado. A defesa do ex-presidente nega que ele seja dono dos imóveis.

As informações são da Agência Brasil.


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Um comentário

  1. Avatar

    Texto de Heraldo Palmeira.

    Hoje é um dia histórico.

    A imprensa mundial acompanha, diretamente de Curitiba, mais uma cena dos últimos capítulos da decomposição, em praça pública, de um boçal que não entendeu o humor refinado de Obama, e saiu por aí fazendo merda e se achando O Cara!
    Queria fazer, dentro do tribunal, um filme nonsense como os de Glauber Rocha, para tentar politizar seu crepúsculo. Mas será mostrado ao mundo pela câmera da realidade: apenas um réu comum em close, um criminoso compulsivo, um prontuário ambulante aguardando a primeira de muitas sentenças que virão.
    Hoje ele poderá ficar em silêncio, negar, mentir, confirmar sua famosa covardia, fazer suas piadinhas infames, expor seus transtornos de personalidade… pouco importa. O fato de sentar diante de Sérgio Moro é a prova de que está irremediavelmente curvado ante a Justiça. É a comprovação de que o Diabo está diante da Cruz. De que nunca esteve acima do bem e do mal. De que nem sempre se ganha no grito.
    De nada valerá o vozerio dos comparsas que correram para Curitiba em busca dos holofotes das vítimas. De nada valerá o vandalismo dos pobre-diabos contratados para fazer número nas ruas e fingir um apoio popular que não passa de figuração de marketing politiqueiro. De nada valerá a última aplicação de botox e os retoques na barba e no cabelo. De nada valerá garantir imagens mentirosas para uma cada vez mais improvável campanha eleitoral.
    A realidade mostra que daqui a 20 dias já poderá desabar sobre esse patife a primeira de muitas sentenças judiciais. E mais uma vez o Brasil decente estará representado na tinta que escorrerá da caneta de Sérgio Fernando Moro.
    Pouco importa se, mais adiante, a caneta de gente como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski tentar borrar a verdade escandalosa, gritante, óbvia, ululante. Isso apenas empurrará Lula da Silva, um legítimo Macunaíma, mais rapidamente para o seu merecido (e conquistado com mérito inaudito) lugar na História: o lixo dos piores.
    Hoje é um dia histórico

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