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Moro diz que há indícios de que Bumlai usou nome de Lula

Matéria publicada em 24 de novembro de 2015, 17:09 horas

 


Para Sérgio Moro, não há provas de que o ex-presidente tenha envolvimento nos fatos investigados pela Polícia Federal (crédito: Fotos Públicas)

Para Sérgio Moro, não há provas de que o ex-presidente tenha envolvimento nos fatos investigados pela Polícia Federal (crédito: Fotos Públicas)

Brasília –  O juiz federal Sérgio Moro disse nesta terça-feira (24) que há indícios de que o pecuarista José Carlos Bumlai, preso ontem na 21ª fase da Operação Lava Jato, usou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obter vantagens. A declaração consta do despacho no qual Moro determinou a prisão do empresário, que é amigo do ex-presidente.

Na decisão, o juiz também afirmou que não há provas de que o ex-presidente tenha envolvimento nos fatos investigados pela Polícia Federal. O suposto uso do nome de Lula foi um dos motivos usados por Moro para justificar a prisão do empresário.

“Não há nenhuma prova de que o ex-presidente da República estivesse de fato envolvido nesses ilícitos, mas o comportamento recorrente do investigado José Carlos Bumlai levanta o natural receio de que o mesmo nome seja de alguma maneira, mas indevidamente, invocado para obstruir ou para interferir na investigação ou na instrução. Fatos da espécie teriam o potencial de causar danos não só ao processo, mas também à reputação do ex-presidente, sendo necessária a preventiva para impedir ambos os riscos”, justificou Moro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin.

Segundo o procurador da República Diogo Mattos, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada, o empréstimo se destinava ao Partido dos Trabalhadores (PT) e foi pago mediante a contratação da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT informou que não iria se manifestar sobre a prisão do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai. O Instituto Lula disse que também não iria se pronunciar. A reportagem da Agência Brasil ligou no escritório do advogado do pecuarista, Arnaldo Malheiros Filho, mas ainda não teve retorno.

O Banco Schahin foi vendido para o BMG em 2011, após o fato investigado pela PF. Dessa forma, o BMG informou, por meio de assessoria, que não irá se pronunciar sobre a operação. A página do grupo Schahin na internet está em manutenção e a reportagem não conseguiu contato com representante do grupo.

 


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3 comentários

  1. Avatar

    Será que depois dessa operação, alguém no PT, não estaria envolvido nessa quadrilha?

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    Não li nada disso sobre o caso nos grandes jornais. Mais uma vez o Diário do Vale trabalhando em defesa do PT e corja !

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      Não leu porque não quiz, está no JB, no G1 , no Globo, etc… Aliás no JB também tem uma reportagem sobre o pagamento da lua de mel do sr Aécio paga pelo banqueiro André Esteves ( o mesmo que foi preso ontem pela manhã junto com o Delcídio) do BTG Pactual, mas esta notícia não lhe interessa pois vc é do tipo que faz critica seletiva , ou seja, se o politico não for do PT pode ser corrupto e ladrão á vontade que para vc está tudo bem.

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