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Morre ex-deputado estadual Jorge Picciani

Matéria publicada em 14 de maio de 2021, 07:33 horas

 


Rio – O ex-deputado Jorge Picciani, que comandou o MDB-RJ, morreu nesta madrugada, dia 14, em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 8 de abril no Hospital Vila Nova Star, onde tratava de um câncer na bexiga. O corpo está sendo levado para o Rio de Janeiro, onde o ex-presidente da Assembleia Legislativa será enterrado.

Em 1990, Picciani conquistou o primeiro de seus seis mandatos como deputado estadual. Passou por todos os cargos importantes do Legislativo, até se eleger, por quatro mandatos consecutivos, presidente da Alerj (2003-2010). Em 2015, voltou a ocupar o posto, após ficar quatro anos afastado do Parlamento.

O ex-deputado ocupou as manchetes dos principais veículos de comunicação ao ser preso pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na operação Cadeia Velha. Ele acabou condenado a 21 anos de reclusão, 564 dias-multas, de 20 salários mínimos cada dia-multa, em regime fechado, junto com ex-deputados estaduais do Rio de Janeiro, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB. A Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava-Jato, no Rio de Janeiro. O ex-presidente da Alerj cumpria prisão domiciliar.

Velório

O velório do ex-deputado  está marcado para as 8h deste sábado (15/05), no saguão Getúlio Vargas, entrada principal do Palácio Tiradentes. Picciani morreu na madrugada desta sexta-feira (14/05), num hospital de São Paulo, vítima de câncer na bexiga contra o qual lutava há alguns anos.

A cerimônia de despedida na Casa terá a duração de aproximadamente duas horas, e em seguida o corpo será trasladado para o cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, onde haverá cremação restrita à família.

Luto

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decretou luto de três dias em homenagem à memória de um dos mais importantes políticos da história recente do Parlamento fluminense. Como presidente da Alerj, Picciani liderou frentes de luta em defesa da transparência e implementou diversas mudanças na Casa em nome de uma gestão austera e mais eficiente. Na sua administração, por exemplo, foram instaladas as CPIs do Propinoduto e das Milícias; foram criados a TV Alerj, o Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado, além do Mecanismo de Combate à Tortura. Picciani pôs em votação projeto contra o nepotismo, proibindo contratação de parentes nos Três Poderes. Ele ainda foi autor de importantes leis como a que reduziu o recesso (férias) parlamentar, e a que criou o vagão exclusivo para mulheres em trens e no metrô.

À frente da Casa, Picciani implantou o ônibus do consumidor, que passou a rodar o estado para atender às queixas da população; idealizou o Parlamento Juvenil, em que jovens das escolas estaduais legislam durante uma semana para conhecerem de perto o trabalho feito na Alerj, o que ajuda no exercício democrático e na formação de novas lideranças (a iniciativa acabou sendo copiada por outros Parlamentos). Em nome da transparência, ele passou a disponibilizar no site da Assembleia a lista de presença dos deputados, seus gastos, viagens, além da listagem dos auxílios-educação por gabinete. Na sua gestão foram criadas ainda a Comissão de Defesa do Consumidor (Codecon), e o Disque Criança e Adolescente.

Trajetória

Em 1990, Picciani conquistou o primeiro de seus seis mandatos como deputado. Ele passou por todos os cargos importantes do Legislativo até se eleger, por quatro mandatos consecutivos, presidente da Alerj (de 2003 a 2010). No ano de 2015, depois de ficar quatro anos afastado, voltou a ocupar a presidência da Casa, com 65 dos 70 votos dos deputados. E seu primeiro ato, na ocasião, foi propor um pacote de medidas de transparência e austeridade, entre eles a redução do auxílio-educação.

Em 2010, Picciani disputou uma cadeira do Senado e obteve 3.048.034 votos, e não se elegeu por uma diferença de menos de dois pontos percentuais do segundo colocado. Presidiu também o MDB-RJ por muitos anos, tendo sido um dos principais articuladores do cenário político do estado. Em julho de 2017, se afastou do Parlamento para se dedicar ao tratamento contra o câncer.

Formado em contabilidade pela UERJ e em estatística pela Escola Nacional de Estatística, Jorge Picciani nasceu em 25 de março de 1955, oriundo de uma família humilde de Mariópolis, na Zona Norte do Rio, e por 30 anos foi pecuarista. O Grupo Monte Verde, que ele presidia, é referência no setor. Ele era casado com Hortência Oliveira e deixa cinco filhos: os ex-deputados Leonardo e Rafael Picciani, o zootecnista Felipe, e os caçulas Arthur e Vicenzo.

 


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13 comentários

  1. E o “santo do pau oco” com cara de pudim Edson Albertassi? Alguém sabe dele? Pelo visto continua curtindo férias forçadas em sua mansão no bairro Limoeiro comendo e bebendo do bom e do melhor com o dinheiro que ele rapinou junto do Piccciani e a quadrilha do MDB.

  2. CARLOS MAGNO DE OLIVEIRA

    80% dos políticos brasileiros deveriam desaparecer porque não prestam para nada somente visam manter o povo na ignorância e atuando em causas próprias, por isto temos um país totalmente atrasado e vergonhoso. Este Picciani fazia parte deste percentual de imprestáveis.

  3. O crime não compensa, deixou tudo na terra inclusive a mulher de menos de 30 anos.

  4. O capiroto fez a chamada.

  5. Antonio Carlos Peludo

    A morte não melhora ninguem ( MARIO QUINTANA)
    Tudo que rapinou virou espólio , ninguem põe a mão mais é da familia . Rapinar e morrer vale a pena

  6. Roubou, roubou e agora?

  7. Nada a lamentar, como diz alguém vida que segue.

  8. AGORA DEVE ESTAR SENTADO NO COLO DO CAPETA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  9. Vai acertar as contas com capeta

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