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Mortes em 3 semanas no Brasil superam vítimas de atentados terroristas de 2017

Matéria publicada em 5 de junho de 2017, 11:57 horas

 


Todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam a quantidade de homicídios registrada no Brasil em três semanas de 2015. Em 498 ataques, 3.314 pessoas morreram, de acordo com  levantamento da Esri Story Maps e da PeaceTech Lab. Segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, cerca de 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil a cada três semanas em 2015.

A comparação foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que divulgaram hoje (4) o Atlas da Violência 2017. O estudo contabiliza 59.080 assassinatos no país em 2015, e os pesquisadores consideram que o resultado consolida uma mudança de patamar, em que as mortes violentas permanecem perto dos 60 mil homicídios registrados em 2014.

Os registros permitem calcular uma taxa de 28,9 assassinatos para cada 100 mil brasileiros. Apesar de ser 3,1% menor que a de 2014, a proporção é 10,6% maior que a registrada em 2005.

A variação da taxa de homicídios se deu de forma desigual no país entre 2005 e 2015. Em seis estados do Norte e Nordeste, a taxa cresceu mais de 100%, enquanto em todo o Sudeste o indicador caiu. No Rio Grande do Norte, a taxa de homicídios cresceu 232%. Em São Paulo, houve uma queda de 44,3%.

Além dos estados do Sudeste, houve quedas da taxa de homicídios em Rondônia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Paraná. Pernambuco é destacado pela pesquisa como uma “ilha de diminuição de homicídios” em meio a uma região em que a taxa cresceu com grande intensidade. Apesar disso, a queda de 36% obtida entre 2007 e 2013 foi em parte perdida com um aumento de 13,7% registrado de 2014 para 2015.

Em números absolutos, a Bahia registrou em 2015 o maior número de assassinatos, com 6.012. O número é mais que o dobro do de 2005, que era de 2.881.

Com uma trajetória de queda, São Paulo começou em 2005 com 8.870 assassinatos e caiu para 5.427 em 2015. Apesar de ter o segundo maior número absoluto, o estado fechou o ano com a menor taxa de homicídios do país, de 12,2 casos por 100 mil habitantes.

A pesquisa também fez análises no nível municipal e apontou que, entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Altamira, no Pará, teve a maior taxa de homicídios do país em 2015, com 105,2 casos para 100 mil pessoas.

Impactada pela construção da Usina de Belo Monte, a cidade, segundo a pesquisa, é um exemplo de como o crescimento rápido e desordenado pode ter implicações sobre o nível de criminalidade.

Na outra ponta da tabela, a cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, é o município com mais de 100 mil habitantes que registra a menor violência letal. Foram cinco assassinatos em 2015 e uma taxa de homicídios de 3,1 casos para cada 100 mil habitantes.


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8 comentários

  1. Meganha, o próprio Mapa da Violência demonstra que em 2004 (logo após o Estatuto do Desarmamento) a taxa de homicídios era de quase 27 por 100 mil habitantes e em 2012 a taxa foi de 29 homicídios por 100 mil habitantes, e desde então ano após ano vem crescendo. Falacioso e ridículo é defender algo que não funcionou, e os números estão aí para mostrar isso!

    O único “estudo” que tentou defender o Estatuto do Desarmamento foi o do Instituto Sou da Paz, que utilizou uma metodologia que não se usa em lugar nenhum do mundo para nada! Em cada momento se fala um número, 120, 130, 160 mil vidas poupadas… mas o que eles fizeram foi justamente usar o último número de homicídios de 2002/2003 e aplicar para os anos seguintes a mesma proporção, de modo a chegar nesses números apocalípticos de 160 mil vidas salvas. O problema é que houve um pico maior nesse ano que se inicia o “estudo” deles, assim como houveram outros dois picos na década de 90, e se usou disso para projetar que todos os anos seriam os mesmos, com aumentos à juros compostos! Mas em todas as vezes que houve um pico, nos anos seguintes retornaram à “média”. Depois que essa artimanha do Sou da Paz foi desmascarada, nenhum veículo de imprensa passou a noticiar essa aberração (com exceção daqueles jornais que apoiam abertamente o PT, que receberam verbas gordas das estatais e que são citadas a todo momento em delações da Lava-Jato).

    Vale lembrar que a queda de homicídios foi por armas de fogo e também por facas e demais objetos, e mesmo assim a lei passou a vigorar mesmo no segundo semestre de 2004 (mesmo sendo sancionada em dezembro de 2003), então como em apenas 6 meses (de 2004) de Estatuto do Desarmamento já foi o suficiente para surtir tais efeitos? E como explicar a queda proporcional de mortes não só por armas de fogo, mas por outros objetos também?

    A questão é que desde o início dos anos 2000, a região sudeste através de políticas de segurança pública, empurrou para baixo os índice de homicídios a nível nacional. Basta ver, a região Norte e (principalmente) Nordeste continuava a subir com as taxas de homicídios, mesmo sendo as regiões que mais celebravam e mais se fazia campanhas de entregas de armas voluntárias.

    E, “Meganha”, não se esqueça que até 1997 praticamente todo mundo andava armado, e não tinha derramamento de sangue.

    Ao outro rapaz aí que comentou, lembre-se que Canadá também é extremamente armado. A questão dos números dos EUA é que colocam no mesmo balaio mortes por legítima defesa (por policial ou civil), suicídios e acidentes, tirando isso, os índices são baixíssimos! E mesmo assim, os estados com maiores índices são os que possuem maiores restrições às armas. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=sKc10A4c028

  2. Estamos vivendo o caos completo, numa sociedade sem moral e ética em todas as dimensões que gera violência como produto dessa desorganização.
    Todos indo para o buraco literalmente…

    Qual a solução???

  3. Essas tentativas de vincular aumento de índices de violência ao Estatuto do Desarmamento não resistem a uma análise estatística elementar; são ridículas de tão falaciosas.
    Especialistas, autoridades e estudiosos do tema – além dos índices estatísticos – mostram que o Estatuto do Desarmamento poupou milhares de vidas desde sua implantação (Ver relatório em http://www.mapadaviolencia.org.br, p. 65). Mas quem são esses caras pra discutir com leigo palpiteiro de rede social.
    Parafraseando o general Figueiredo (de triste memória), um povo que mal consegue separar seu lixo reciclável e escovar os dentes vai saber usar arma sem produzir um show de balas perdidas?

  4. Em questão de homicídio os EUA não são referência. Se compararmos apenas os países de primeiro mundo os EUA tem a maior taxa de homicídio. Portanto liberar arma não tem relação direta com a taxa de homicídio. O crime nasce da desigualdade e da falta de política social. O desarmamento no Brasil se justifica não como controle da criminalidade ou defesa mas para não haver mais derramamento de sangue. Apenas na cidade do RJ tem-se um baleado a cada 20 minutos. Imaginem mais de 1 milhão de armas nas mãos de quem não sabe nem se comportar na fila do supermercado ou no dia a dia no trânsito.

  5. الفتح - الوغد

    Pelo menos no Brasil a maioria que tomba não é inocente, ao contrário do que acontece nos atos terroristas…

  6. Antonio Carlos Peludo

    Alo Senado, alo Camara dos Deputados alo Presidencia que sancionou essa baboseira parabens pelo desarmamento ele realmente funciona para quem morre ,esqueceram de desarmar os que matam . Covardes (sub censura)

  7. De acordo com esse próprio estudo, a cidade MAIS SEGURA é Jaraguá do Sul, cidade que venera armas e tem a tradicional Schutzenfest, a tradução significa festa do tiro.

  8. O Estatuto do desarmamento é um sucesso! Só que NÃO!

    Aumento de 10% nos homicídios de 2005 pra 2015, isso considerando mortes por 100 mil habitantes, ou seja, não aumentou porque a população aumentou.

    Enquanto isso, nos EUA as taxas de homicídios caem ano após ano desde 1992, mesmo vendendo milhões e milhões de armas a cada ano! Já o Brasil estima-se que possui cerca de apenas 15 milhões de armas em circulação.

    São Paulo adotou a política de encarceramento no começo dos anos 2000, possui 40% dos presos do país, isso foi o terror para a esquerda. Mas foi o que possibilitou os menores índices de violência, pois os delinquentes estão onde deviam estar e não nas ruas.

    Os Estados onde possuem maior número de armas registradas por civis são justamente as menos violentos. Já o Nordeste, região que mais se desenvolveu proporcionalmente às demais e que é símbolo da adesão ao Estatuto do desarmamento e às entregas de armas voluntárias, são as que mais sentem os índices de homicídios subir ano após ano.

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